ENTREVISTA: Presidente da NTU defende fundo para transportes e considera licitação em São Paulo confusa

ônibus

Ônibus em São Paulo. Presidente da NTU acredita que erros na licitação podem comprometer o sistema, sendo necessárias mais discussões, apesar dos atrasos. Foto: Adamo Bazani

Otávio Cunha diz que concorrência na Capital Paulista “ousa muito” e defende Cide Municipal como forma de baratear tarifas em todo o País

ADAMO BAZANI

Em praticamente todos os inícios de ano, um assunto que toma conta dos noticiários e das discussões entre as pessoas no dia a dia é o aumento das tarifas de transportes públicos. Novamente capitais como São Paulo e Rio de Janeiro têm registrado manifestações contra os reajustes.

Apesar das discussões e até mesmo da proposta de tarifa zero, como é defendida pelo MPL- Movimento Passe Livre, ainda são apresentadas poucas alternativas que poderiam ser colocadas em prática.

O Blog Ponto de Ônibus conversou na manhã desta sexta-feira, 15 de janeiro de 2016, por telefone, com o presidente da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Vieira da Cunha Filho.

A NTU reúne aproximadamente 500 empresas de ônibus de transporte urbano em todo o Brasil. O Executivo comentou sobre propostas que podem baratear as tarifas para os passageiros e também falou sobre a licitação dos transportes na capital paulista, a maior concorrência pública do setor em todo mundo que deve movimentar R$ 166 bilhões, com contratos de 20 anos, podendo ser renovados por mais 20 anos.

PERDA DE PASSAGEIROS E AUMENTO DE TARIFAS:

Otávio Cunha disse que os aumentos das tarifas ocasionam diminuição na demanda do transporte coletivo. Mas os fatores principais para mais pessoas migrarem para formas individuais de deslocamento são a falta de prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano e nos investimentos públicos e a qualidade dos serviços como um todo no País, que ainda não é satisfatória.

“Há um dado histórico do setor que mostra que quando são aplicados 10% de aumento na passagem, é registrada uma queda de 3% na demanda. O inverso é proporcional. Precisamos criar mecanismos que façam com que os transportes sejam mais acessíveis do ponto de vista financeiro para a população. A qualidade é outro ponto fundamental para impedir a fuga de passageiros do transporte público. Temos bons exemplos no país como os corredores Transcarioca e Transoeste, do Rio de Janeiro, o sistema MOVE, de Belo Horizonte, e o Corredor Metropolitano ABD, em São Paulo, operado pela Metra, que têm uma avaliação superior à do Metrô em relação à satisfação dos passageiros. São modelos que mostram que com investimentos relativamente baixos é possível trazer qualidade para o passageiro de transporte público”.

Para Otávio Cunha, os principais caminhos que devem ser seguidos para que os transportes tenham qualidade e baixo custo para o passageiro são a priorização da mobilidade urbana coletiva nas políticas públicas e as subvenções ao transporte.

“É necessário mudar esta lógica perversa que joga apenas sobre os passageiros o custo dos transportes. Para isso, um dos caminhos é a criação de um Fundo Nacional de Transporte, como já ocorre com os fundos para a saúde e para a educação. E agora temos instrumentos legais para isso. Um exemplo é a própria PEC 90, aprovada no ano passado, de autoria da deputada Luiza Erundina, que coloca os transportes públicos como direito social, a exemplo da saúde e da educação. Então se saúde educação como, direitos sociais, contam com fundos, os transportes também podem ter este instrumento que beneficiaria a todos. Em diversos países da Europa, como na França, na Espanha e na Suíça, em torno de 50% dos custos de transportes são cobertos por subvenções. Nos Estados Unidos existem cidades cujo este percentual sobe 70% .” – explicou.

Para isso, no entanto, o governo federal e os governos locais, que hoje que se encontram com dificuldades nas contas, devem achar formas de obtenção de recursos.

Cunha acha interessante a criação de uma nova Cide – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, mas municipal, que está em discussão no Congresso.  Assim, além do imposto nacional, que incide sobre os combustíveis na distribuidora, haveria uma tributação local sobre a venda nos postos de gasolina. O controle poderia ser pelos estados, que já têm instrumento de cobrar o ICMS desta forma.

“Pode parecer ruim de falar agora em criar mais um imposto no momento em que todo mundo está com as finanças apertadas, mas o financiamento dos transportes coletivos pelos transportes individuais trará bons resultados para a sociedade, reduzindo os custos gerados pelo trânsito e pela poluição, que são muito altos e nem sempre são medidos corretamente e discutidos. Um cálculo mostra que se R$ 0,20 da gasolina fossem destinados aos transportes, seria possível cobrir de 30 % a 35% dos custos dos transportes coletivos, havendo assim uma redução no valor das tarifas. Vale lembrar também que a Lei de Mobilidade Urbana prevê a tarifa pública e a tarifa de remuneração, que são diferentes. A tarifa pública é que o passageiro paga e a de remuneração é a que cobre os custos para operação dos serviços. Se houver uma outra fonte de recursos para esses custos, a tarifa paga pelo passageiro tende obviamente a ser menor, atraindo mais pessoas para o transporte público. E este é um dos grandes desafios em relação aos custos de operação e aos preços para os passageiros: atrair mais gente para os sistemas. Na medida em que cai a demanda dos transportes públicos, há um impacto sobre a tarifa de forma proporcional. Assim, por exemplo, se cai em 8% o número de passageiros, os custos de transportes aumentam 8%. Infelizmente, nos últimos 15 anos, tivemos uma queda em torno de 30%  na demanda dos transportes. Houve uma queda muito grande na produtividade. Entre os anos 90 e o início dos anos 2000, um ônibus transportava 800 pessoas por dia. Hoje são transportados em média 480 passageiros por veículo, mas o número de habitantes nas cidades é maior. Para atender os 800 passageiros, são necessários mais ônibus.  Esta falta de produtividade impacta também no custo final para quem vai pagar a tarifa.” – disse Cunha, que ainda acrescentou que outra parte desta Cide municipal iria para os municípios investirem em infraestrutura, como corredores de ônibus e circulação de pedestres, o que tornaria os deslocamentos públicos mais rápidos e agradáveis, convencendo as pessoas a deixarem o carro em casa.

LICITAÇÃO CONFUSA:

O presidente da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Vieira da Cunha Filho, também conversou com o Blog Ponto de Ônibus, a respeito da licitação dos transportes na capital paulista. Além de interferir diariamente na vida de 9 milhões de pessoas que dependem de ônibus na cidade de São Paulo, contando com as integrações com o metrô e os trens da CPTM, a licitação na capital paulista é vista com muita atenção pelos diversos sistemas de todo país, afinal o que acontece em São Paulo, acaba se tornando modelo que é considerado por outras cidades. A concorrência pública enfrenta diversos problemas. Desde a primeira metade de novembro de 2015, a licitação está barrada pelo TCM – Tribunal de Contas do Município, que pediu diversos esclarecimentos à prefeitura e analisou indícios de irregularidades nos editais dos grupos de serviços. O Ministério Público do Estado de São Paulo entrou na primeira quinzena de janeiro deste ano com uma ação também contestando a licitação dos ônibus. No final de dezembro o Ministério Público de São Paulo também já tinha entrado com uma contestação a respeito da falta de um cronograma claro que estabeleça o cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, de 2009, que prevê todos ônibus não poluentes na capital paulista a partir de 2018.

“São Paulo ousa na licitação dos transportes. É um processo que está muito confuso e que precisa sim ainda de mais discussões. Apesar dos atrasos da licitação, não adianta fazer às pressas. Não adianta assinar contratos de longo tempo de duração, com dúvidas e erros. Acredito que nem a Secretaria de Transportes em São Paulo está com total segurança em relação ao edital. Conversamos com empresários que atuam na capital paulista que apontaram aproximadamente 100 pontos de dúvidas e erros de simulação de resultados de custos e há muitas incertezas sobre o modelo que separa a gestão de informação, de central de controle, dos terminais, da operação. Esta questão de terceirização de serviços não está muito clara. É muita novidade e é necessário discutir melhor. Há problemas nos planos de negócios, que interferem nos cumprimentos das obrigações com o poder público, na qualidade e também nas tarifas.”

Cunha recorda do que aconteceu no sistema do Distrito Federal. Ele disse que apesar de empresas de consultoria terem sido contratadas para elaborar a licitação, houve vários pontos que não foram equacionados e que hoje representam problemas para os passageiros. Um deles é a sobreposição das linhas gerenciadas pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que são interestaduais, mas têm características suburbanas, já que a área no entorno do Distrito Federal e municípios de Goiás são conurbadas. O que ocorre hoje, pela falta de discussão, segundo Cunha, é um sistema que ainda não atende às expectativas do passageiro. No Distrito Federal, foram colocados, por exemplo, 3 mil ônibus novos, só que houve a necessidade de mais veículos, as sobreposições ainda existem, o custo da tarifa é alto e a qualidade não agrada ao usuário.

Cunha defende que, pela complexidade do sistema da capital paulista, a licitação não deve ser feitas às pressas, mas também com objetividade. O certame deveria ter sido concluído em 2013, quando acabou o prazo dos contratos de 10 anos, assinados em 2003, na licitação realizada na gestão de Marta Suplicy. Na época, o secretário de transportes também era Jilmar Tatto.

A prefeitura decidiu suspender o processo depois das manifestações contra a tarifa em junho e contratou a empresa Ernst & Young para verificar as contas do sistema. A licitação usa o resultado deste trabalho como base.

“A prefeitura diz que houve as audiências públicas, que realmente aconteceram, mas elas não são suficientes. O debate precisa envolver diversos setores porque um sistema que nasce com vícios, com erros, tende a piorar e há vários pontos do edital, não só em relação à remuneração, mas à operação também, que precisam ser esclarecidos. Caso contrário, todos vão acabar com serviço que não atende às expectativas da maior metrópole do país”-  concluiu Cunha.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

A LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES EM SÃO PAULO:

A concessão é por 20 anos renováveis por mais 20 anos, num valor de R$ 140 bilhões. A prefeitura promete reformular linhas, eliminando sobreposições, quando mais de uma linha faz trajetos semelhantes. Com isso, devem aumentar a quantidade de baldeações que o passageiro terá de fazer para conseguir terminar seu itinerário diário.

A extensão de algumas linhas deve diminuir. Na apresentação dos editais, a prefeitura informa que hoje a “extensão média das linhas é de 27,5 km, considerando a soma de ambos os sentidos. A diferença da extensão média das linhas locais para as estruturais é da ordem de 9 km, com uma média em torno de 31 km para as estruturais e de 22 km para as locais”

Por causa desta racionalização das linhas, a prefeitura propõe nos editais o aperfeiçoamento das integrações dentro dos terminais e nos chamados pontos de conexão que são paradas de ônibus nas principais vias da cidade que devem ser identificadas por letras de A a D, localizadas próximas de cruzamentos. Segundo a prefeitura, a identificação das paradas seguirá uma lógica para o passageiro não se confundir na hora de trocar o ônibus e prosseguir a viagem

O sistema vai ser dividido em três grupos, de acordo com o tipo de linha que vai ser prestada.

GRUPOS DE LINHAS:

– Grupo Estrutural, que vai contar com as linhas de maior demanda ligando as regiões da cidade até o centro (linhas radiais) e a linhas ligando regiões diferentes em corredores de ônibus ou vias de grande movimento (linhas perimetrais).

– Grupo Local de Articulação Regional, que vai ter linhas entre as centralidades de regiões diferentes ou entre as regiões e o centro da cidade sem passar por corredores ou vias de maior fluxo.

– Grupo Local de Distribuição, com linhas dentro das regiões, normalmente ligando os bairros aos terminais locais de ônibus ou estações do Metrô e da CPTM. Neste grupo também serão incluídas as redes rurais.

REDUÇÃO DE FROTA E AUMENTO DE VIAGENS E LUGARES:

Os editais confirmam a redução de frota no sistema de transportes já anunciada. Dos atuais 14 mil 878 ônibus a frota deve ter 13 mil 057 veículos. Segundo a prefeitura, isso será possível pelo fim das sobreposições de linhas. A reserva técnica deve ser de 7%, que corresponderão aos ônibus-reserva que devem estar prontos para ser acionados em caso de necessidade.

Ainda de acordo com o poder público, haverá mesmo com a redução de frota aumento na oferta de lugares pelo fato de os ônibus ficarem mais rápidos em viagens curtas e pela ampliação da quantidade de veículos de maior porte como articulados e superarticulados no lugar de ônibus convencionais e midiônibus e convencionais no lugar de micros.

O total de viagens deve subir 17%. Hoje são atuais 186 mil por dia e devem passar para 217 mil. Já os lugares disponíveis nos ônibus deve subir 14% de 996 mil para 1,1 milhão.

Grupo Estrutural – Cinco lotes e frota referência de 4 mil 171 ônibus

Grupo Local de Articulação Regional nove lotes e frota referência de 3 mil 879 ônibus

Grupo Local de Articulação Regional treze lotes e frota referência de 5 mil 007 ônibus

TARIFA:

O menor valor de tarifa proposto pelas concorrentes será o principal critério para definir as empresas que vão operar os transportes na cidade de São Paulo pelo próximos 20 anos ou 40 anos, se o contrato for prorrogado pelo prazo máximo permitido nos editais. Não significa, no entanto, que esta menor tarifa seja repassada para o usuário. Ela se refere à remuneração por passageiro transportado e varia de acordo com o lote dentro dos grupos operacionais. Itens como experiência, disponibilidade de frota e documentação também serão considerados para definir os vencedores.

REDES DE SERVIÇOS DE ÔNIBUS:

Haverá também redes de serviços, a exemplo da atual Rede da Madrugada. São linhas que operam de forma contínua na cidade, da Rede Referência, ou em ocasiões específicas, como nos horários de pico ou aos fins de semana:

REDES DE SERVIÇOS:

Serão quatro tipos de serviços, classificados como redes:

– Rede de Referência: Dias úteis e sábados

– Rede de Reforço: Com linhas que só vão operar nos horários de pico

– Rede de Domingos e Feriados: Com linhas e horários específicos para estes dias

– Rede da Madrugada: Já em vigor, hoje com 151 linhas que operam entre a meia noite e quatro da manhã.

OPERAÇÃO CONTROLADA / CCO:

Para acompanhamento e gestão dos serviços de ônibus, os editais prevêem a criação de uma Operação Controlada por meio de um CCO – Centro de Controle Operacional, cujos investimentos devem partir das empresas vencedoras da licitação. O centro vai monitorar em tempo real os ônibus na cidade, além de ajudar na tomada de decisões rápidas, como desvios de linhas em casos de eventualidades e readequações dos horários, vai ser um instrumento para fiscalização do sistema, detectando problemas como atrasos ou não realização das viagens.

A operação controlada, de acordo com a SPTrans, teve os primeiros testes, mesmo sem o CCO exigido, na rede de linhas de ônibus da madrugada.

IDADE DE FROTA:

Os ônibus, midiônibus e vans do Atende devem ter no máximo dez anos de fabricação do chassi e a frota por empresa uma média de cinco anos. Trólebus e outros tipos de ônibus elétricos vão poder ter até 15 anos de fabricação. Já os mini e micro-ônibus podem ter até sete anos de fabricação :

É vedada a qualquer tempo a prestação dos serviços com veículo cuja idade de fabricação do chassi seja superior a 10 (dez) anos. A frota para prestação dos serviços deverá ter idade média de, no máximo, 05 (cinco) anos. 3.27.1. Para a frota com tração elétrica, a idade máxima do veículo será de 15 (quinze) anos, não se aplicando, neste caso, as regras referentes à idade média da frota prevista no item 3.27. 3.27.2. Considerando o ano em que o(s) veículo(s) atingir(em) a vida útil máxima, a respectiva concessionária deverá proceder da seguinte forma: 3.27.2.1. Deverá apresentar, até o mês de setembro do ano que anteceder o ano de vencimento da vida útil do(s) veículo(s), um cronograma de substituição deste(s) por veículo(s) novo(s); 3.27.2.2. Deverá apresentar também o(s) pedido(s) de compra do(s) veículo(s) de acordo com o cronograma estipulado no subitem 3.27.2.1 com antecedência mínima de 03 (três) meses da(s) inclusão(ões) do(s) novo(s) veículo(s);3.27.2.3.A operação do(s) veículo(s) será permitida até o penúltimo dia do ano em que este atingir sua vida útil máxima. A partir de então será(ão) automaticamente excluido(s) do Sistema de Transporte Coletivo Público de Passageiros.

É vedada a qualquer tempo a prestação dos serviços com veículo cuja idade de fabricação do chassi seja superior a 10 (dez) anos para ônibus, midiônibus, ATENDE e superior a 07 (sete) anos para os miniônibus.
3.28.1. Para a prestação dos serviços, a frota de ônibus e midiônibus deverá ter idade média de, no máximo, 05 (cinco) anos.
3.28.2. Para o início da operação do Serviço ATENDE, a frota deverá ter idade máxima de 05 (cinco) anos. Admitir-se-á a operação com veículos de até 10 (dez) anos, excepcionalmente, por um período de 270 (duzentos e setenta) dias, a contar da assinatura do contrato.

Cada empresa vai ser obrigada a disponibilizar um guincho por garagem. Os guinchos não contam na idade média da frota, mas devem passar por vistoriais como as dos ônibus.

WI-FI E AR-CONDICIONADO:

As empresas vão ter de colocar acesso à internet nos ônibus. Todos os ônibus zero quilômetro terão de possuir ar-condicionado, como já ocorre no sistema. Já o Wi-Fi, no entanto, deve ser instalado obrigatoriamente, mesmo nos ônibus usados:

A concessionária deverá providenciar a instalação do sistema Wi-FI, pontos de carga de baterias de celulares e letreiros eletrônicos nos novos veículos. Para os veículos que estejam dentro da sua idade máxima de uso, terão o prazo de até 08 (oito) meses, contados a partir da assinatura do contrato, para a implantação do WI-FI.

ISOS:

Outra obrigação, de acordo com os editais, é que as empresas tenham certificações de qualidade e respeito ao meio ambiente:

“A concessionária deverá obter certificação de qualidade série NBR ISO – 9001-2000 e Ambiental série NBR ISO/14001-2004. 3.40.1. O Plano para obtenção da Certificação deverá ser apresentado, para aprovação do Poder Concedente, no prazo de 06 (seis) meses, contados a partir da assinatura do contrato.”

REMUNERAÇÃO:

A TIR – Taxa Interna de Retorno das empresas será de 9,97%. Hoje está em torno de 16%. Além de ganhar por passageiro transportado, critérios como pesquisa de satisfação do passageiro e cumprimento das viagens vão influenciar nos ganhos dos empresários. Ao contrário de hoje que a SPTrans multa as empresas por atrasos e descumprimento de partidas, pelos editais, a penalização por estes problemas será pelo desconto no pagamento da remuneração. Assim, segundo a prefeitura, quem prestar um serviço inadequado, vai ganhar menos.

Os critérios para a remuneração das empresas terão os seguintes pesos:

50% pelos passageiros transportados

25% pelo cumprimento de viagens

15% pelos custos fixos do investimento do operador com veículos e equipamentos.

10% pela disponibilização da frota e opinião dos passageiros.

As empresas recebem por dia de operação: “O pagamento da operação diária será efetuado em até 05 (cinco) dias úteis após a operação.”

VALORES DE CONTRATOS E CAPITAL EXIGIDO:

Esta licitação de transportes é a maior do gênero dentre as já realizadas no País, devendo movimentar em torno de R$ 140 bilhões. Serão R$ 7 bilhões por ano pagos aos vencedores.

No entanto, os valores dos contratos e os capitais sociais estipulados nos editais variam de acordo com o lote operacional dentro de cada grupo de linhas

MODELO É DE SPEs e COOPERATIVAS FORAM EXCLUÍDAS:

O modelo exclui o sistema de cooperativas, o que já era sabido no mercado. Tanto é que as cooperativas se transformaram em empresas. A prefeitura vai assinar os contratos com SPEs – Sociedades de Propósito Específico, que vão reunir os empresários de acordo com a área de operação. Cada lote representa uma SPE, portanto serão 27 SPEs, sendo 5 no Grupo Estrutural, 9 no Grupo Local de Articulação e 13 no Grupo Local de Distribuição.  Consórcios e empresas podem participar da licitação desde que integrem uma SPE. Uma empresa que esteja numa SPE de um lote também pode estar na SPE de outro lote.

No caso de participação em consórcio, pelo menos uma das empresas dele integrante deve possuir em seu objeto social atividade que permita a operação de transporte coletivo urbano de passageiros, ficando a participação do consórcio condicionada a essa exigência, e ainda ao atendimento dos seguintes requisitos: 5.3.1. Compromisso público ou particular de constituição do consórcio, na forma estabelecida na Lei Federal nº 6.404/76 e alterações, subscrito pelos consorciados para participar no certame, devendo conter: 5.3.1.1. Denominação do Consórcio;

5.3.1.2. Qualificação das consorciadas; 5.3.1.3. Composição do consórcio, respectivas participações dos integrantes e compromisso futuro à participação de cada integrante na sociedade constituída com a finalidade de prestar os serviços desta concessão;

5.3.1.4. Organização e objetivo do consórcio; 5.3.1.5. Declaração à empresa líder de amplos poderes para representar as consorciadas, ativa e passivamente, em todos os atos necessários durante a licitação, com exclusividade, podendo, inclusive, assumir obrigações pelas demais, sem prejuízo da responsabilidade solidária das empresas consorciadas.

5.3.1.6. Definição da responsabilidade solidária das empresas consorciadas, pelos atos praticados em consórcio, durante a licitação e até a data da assinatura do contrato pela Empresa Concessionária (SPE) a ser constituída pelos membros do consórcio;

5.3.1.7. Compromisso das empresas integrantes do consórcio em constituírem uma Sociedade de Propósito Específico – SPE, nos termos do item 15.1 deste Edital.

EMPRESÁRIOS:

Apesar das mudanças das linhas e de parte da frota, o mercado aposta que a estrutura empresarial dos transportes na cidade deva passar por poucas alterações. Na prática, a aposta é de que os mesmos empresários continuem operando. Como o novo sistema não vai admitir mais as cooperativas, estas entidades se transformaram em empresas para participar da disputa. Tanto as atuais viações como as ex-cooperativas devem se organizar em SPE – Sociedade de Propósito Específico.

Hoje, o sistema é dividido em estrutural e local:

EMPRESAS DO SUBSISTEMA ESTRUTURAL:

– Viação Santa Brígida Ltda:

Principais Sócios: Belchior Saraiva, Luiz Augusto Saraiva, Marcio Arduin Saraiva, Mario Luiz Saraiva, Mauricio Daniel Saraiva, Silvia Helena Saraiva Gomes, Antonio Carlos Lourenco Marques, Julio Luiz Marques, Luiz Antonio De Paulo Marques, Manuel Lourenco Marques, Rita De Cassia Marques Mesa Campos

– Viação Gato Preto Ltda:

Principais Sócios: Ricardo Luis Gatti Moroni, Catharina Anna Gatti Moroni, Anita Cecilia Gatti Moroni de Padua Lima, Joao de Padua Lima Neto

– Sambaíba Transportes Urbanos Ltda:

Principais Sócios: Belarmino de Ascenção Marta, Bampar Participações Ltda, Vilar do Rei Participacoes Ltda, Comercial Sambaíba de Viaturas Ltda

– VIP Transportes Urbanos Ltda:

Principais Sócios:  José Ruas Vaz, Carlos de Abreu, Armelim Ruas Figueiredo, Vitorino Teixeira da Cunha,  Eduardo Caropreso Vaz Gomes, Antonio Roberto Berti, Carlos Alberto Risso Alexandre Videira, Claudio Jose Figueiredo Alves, Delfim Alves de Figueiredo, Jose Alves de Figueiredo, Luis do Nascimento Rodrigues, Marcos Jose Monzoni Prestes

– Ambiental Transportes Urbanos Ltda:

Principais Sócios: Eduardo Ciola, Jose Eduardo Caldas Goncalves, participação do Grupo Ruas

– Via Sul Transportes Urbanos Ltda:

Principais Sócios: Jose Ruas Vaz, Carlos De Abreu, Armelim Ruas Figueiredo, Ricardo Vaz Pinto, Vicente Dos Anjos Diniz Ferraz, Marcelino Antonio Da Silva, Manuel Bernardo Pires De Almeida, Francisco Pinto, Francisco Parente Dos Santos, Morgado De Mateus, Elvira Risso Alexandre Videira

– Viação Cidade Dutra Ltda:

Principais Sócios: Jose Ruas Vaz, Armelin Ruas Figueiredo, Francisco Pinto, Joao Goncalves Goncalves, Joaquim De Almeida Saraiva, Marcelino Antonio Da Silva, Vicente Dos Anjos Dinis Ferraz

– Tupi – Transportes Urbanos Piratininga Ltda:

Principais Sócios:  Gustavo Luiz Zampol Pavani, Paulo Eduardo Zampol Pavani

– Mobi Brasil Transportes São Paulo Ltda:

Principais Sócios: Niege Chaves, Tatiana Chaves Suassuna, Honorio Goncalves Da Silva Neto, Terra Participacoes E Patrimonio Eireli

– Viação Campo Belo Ltda:

Principais Sócios: Jose Ruas Vaz, Armelim Ruas Figueiredo, Francisco Pinto, Vicente Dos Anjos Dinis Ferraz

– Viação Gatusa Transportes Urbanos Ltda:

Principais Sócios: Jose Saad Neto, Livonpride S/A.,

– Transkuba Transportes Gerais Ltda:

Principais Sócios: Sergio Kuba, Cafetur Transportes Ltda.,

– Transppass Transportes de Passageiros Ltda:

Principais Sócios: Antonio Dos Santos Pereira, Antonio Joao Pinto Dos Santos, Simone Batista Dos Santos

EMPRESAS DO SUBSISTEMA LOCAL – ANTIGAS COOPERATIVAS:

– Consórcio Spencer Transporte (antiga Cooper Fênix)

Principais Sócios: Manoel Edson Barbosa, Roberson De Nobrega

– Norte Buss Transporte (antiga Transcooper)

Principais Sócios: Guilherme Correa Filho, Jeremias Jose Pereira, Luiz Fernando Silva Dos Santos, Paulo Sato, Valdi Batista De Figueiredo

– Consórcio Qualibus (antiga garagem 2 da Associação Paulistana)

Principais Sócios: Luiz Carlos Calegari, Marcelo Paschoal Cardoso, Ubiratan Antonio Da Cunha,

– Transunião Transportes (antiga garagem 3 da Associação Paulistana):

Principais Sócios: Wilson Pereira Da Costa, Ubirata Batista De Oliveira, Osiel Bernardino Pinto, Jose Edson Accioly Lins, Adauto Soares Jorge, Adao Lino Dos Santos,

– MOVE SP Soluções em Mobilidade Urbana Ltda (antiga Aliança Cooperpeople – Garagem Coopertranse – denominação anterior Transpeople Soluções em Mobilidade Urbana).

Principais Sócios: Agenor Alexandre da Silva Filho,  Antônio Alves de Oliveira, Marcelo Cavallini Colli, Wagner dos Santos

– Express Transportes Urbanos (proveniente da cooperativa Nova Aliança e da Empresa Novo Horizonte):

Principais Sócios: Agnaldo Dias Gomes, Angela Roberta Da Silva Agoston, Vanessa Rodrigues Da Silva,

– Allianz Transportes (antiga garagem 1 da Associação Paulistana) – Denominação Atual:

Allibus Transportes Ltda

Principais Sócios: Anderson Barbosa Da Silva, Paulo Henrique Cipriano, Sandra Pinho Da Silva,

– Pêssego Transportes (antiga Transcooper Leste):

Principais Sócios: Antonio Carlos Da Silva, Danilo Morilio Da Silva, Fabio Dos Santos, Marcio Borges Parente

– Transwolff Transportes (antiga Cooper Pam) 

Principais Sócios: Luiz Carlos Efigenio Pacheco, Moises Gomes Pinto,

– Consórcio Auto Viação Transcap (antiga Unicoopers):

Principais Sócios: Ronaldo Tadeu De Oliveira, Valter Da Silva Bispo

– Alfa Rodobus Transportes

Principais Sócios: Aliomar Rocha Junior, Aurineide Moura Andrade Santos, Edson Bernardo Da Silva, Ezequias De Oliveira, Ezequiel De Oliveira, Jose Lenildo De Lima, Patricia Olegario De Lira, Reginaldo Gomes Da Silva, Sara Oliveira Cavalcante, Silberto Soares Ferreira, Willamys Da Silva Bezerra

DIVISÃO POR ÁREA DE OPERAÇÃO:

  • Empresas do Subsistema Estrutural:
  • Área 1 – Zona Noroeste – verde claro: Consórcio Bandeirantes (Viação Santa Brígida Ltda e Viação Gato Preto Ltda)
  • Área 2 – Zona Norte – azul escuro: Sambaíba Transportes Urbanos Ltda.
  • Área 3 – Zona Nordeste – amarelo: Consórcio Plus (VIP Transportes Urbanos Ltda).
  • Área 4 – Zona Leste – vermelho: Ambiental Transportes Urbanos S.A – incluindo a rede de trólebus
  • Área 5 – Zona Sudeste – verde escuro: Consórcio Via Sul (Via Sul Transportes Urbanos Ltda) – incluindo o BRT (corredor de ônibus) Expresso Tiradentes
  • Área 6 – Zona Sul – azul claro: Consórcio Unisul (Viação Cidade Dutra Ltda; Tupi Transportes Urbanos Piratininga Ltda; MobiBrasil Transportes São Paulo Ltda; VIP Transportes Urbanos Ltda).
  • Área 7 – Zona Sudoeste – vinho: Consórcio Sete (Viação Campo Belo Ltda, Viação Gatusa Transportes Urbanos Ltda; Transkuba Transportes Gerais Ltda; VIP Transportes Urbanos Ltda).
  • Área 8 – Zona Oeste – laranja: Consórcio Sudoeste (Transppass Transportes de Passageiros Ltda e Viação Gato Preto Ltda.)
  • Empresas (ex-cooperativas) do Subsistema local:
  • Área 1 – Zona Noroeste – verde claro: Consórcio Spencer Transporte (antiga Cooper Fênix) e Norte Buss Transporte (antiga Transcooper)
  • Área 2 – Zona Norte – azul escuro: Consórcio Spencer Transporte (antiga Cooper Fênix) e Norte Buss Transporte (antiga Transcooper)
  • Área 3 – Zona Nordeste – amarelo: Consórcio Qualibus (antiga garagem 2 da Associação Paulistana) e Transunião Transportes (antiga garagem 3 da Associação Paulistana).
  • Área 4 – Zona Leste – vermelho: Express Transportes Urbanos (proveniente da cooperativa Nova Aliança e da Empresa Novo Horizonte), Allianz Transportes (antiga garagem 1 da Associação Paulistana) e Pêssego Transportes (antiga Transcooper Leste).
  • Área 5 – Zona Sudeste – verde escuro: Consórcio Move São Paulo  (antigo Consórcio Aliança Cooperpeople – Garagem Coopertranse) e Imperial Transportes (antiga cooperativa Nova Aliança).
  • Área 6 – Zona Sul – azul claro: Transwolff Transportes (antiga Cooper Pam)e  A2 Transportes (antiga Cooper Líder).
  • Área 7 – Zona Sudoeste – vinho: Transwolff Transportes (antiga Cooper Pam).
  • Área 8 – Zona Oeste – laranja: Consórcio Auto Viação Transcap (antiga Unicoopers) e  Alfa Rodobus Transportes

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

MATÉRIAS RELACIONADAS À LICITAÇÃO:

CONFIRA OS PRINCIPAIS PONTOS DOS EDITAIS DEFINITIVOS – LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO: Propostas devem ser entregues a partir de 18 de novembro

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/10/15/licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo-propostas-devem-ser-entregues-a-partir-18-de-novembro/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO: TCM faz mais questionamentos sobre editais. Confira a relação completa

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/30/licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo-tcm-faz-mais-questionamentos-sobre-editais-confira-a-relacao-completa/

TCM suspende licitação dos transportes de São Paulo

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/12/tcm-suspende-licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo/

MPE MOVE AÇÃO CONTRA LICITAÇÃO EM SÃO PAULO QUE PODE ATRASAR AINDA MAIS:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/01/14/licitacao-dos-transportes-ministerio-publico-de-sao-paulo-move-outra-acao-e-concorrencia-pode-atrasar-mais-ainda/

NTU DEFENDE FUNDO DE TRANSPORTE PARA TARIFA MENOR EM TODO O PAÍS E CRITICA LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES EM SÃO PAULO:

http://wp.me/p18rvS-5I0

Suspensão de licitação é “procedimento previsto”, diz secretaria de transportes

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/12/suspensao-de-licitacao-e-procedimento-previsto-diz-secretaria-de-transportes/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES: Tempo de contrato é até CCO são contestados pelo TCM

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/13/licitacao-dos-transportes-tempo-de-contrato-e-ate-cco-sao-contestados-pelo-tcm/

 

MPE ABRE INQUÉRITO SOBRE LICITAÇÃO DE ÔNIBUS DE SÃO PAULO:

http://wp.me/p18rvS-5zt

Prefeitura de São Paulo publica extrato do edital de licitação dos transportes

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/10/14/prefeitura-de-sao-paulo-publica-extrato-do-edital-de-licitacao-dos-transportes/

Haddad diz que licitação dá “condições máximas de competição”

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/10/14/haddad-diz-que-licitacao-da-condicoes-maximas-de-competicao/

PREFEITURA CORRIGE EDITAIS E AUMENTA AINDA UM POUCO MAIS A FROTA DE TRÓLEBUS:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/10/19/licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo-prefeitura-faz-correcoes-em-valores-de-editais/

LICITAÇÃO DE SÃO PAULO PODE AUMENTAR SUPERLOTAÇÃO DOS ÔNIBUS, DIZ ESPECIALISTA:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/03/modelo-de-licitacao-dos-transportes-pode-superlotar-onibus-diz-especialista/

Frota de trólebus deve aumentar com licitação:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/10/16/licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo-frota-de-trolebus-em-sao-paulo-pode-ter-mais-30-veiculos/

URGENTE – TCM SUSPENDE LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO:

http://wp.me/p18rvS-5pf

CONFIRA AS MINUTAS DO EDITAL DE LICITAÇÃO EM SÃO PAULO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/09/confira-o-edital-de-licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo/

DECRETO PARA LICITAÇÃO É PUBLICADO OFICIALMENTE:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/03/licitacao-de-onibus-em-sao-paulo-decreto-do-edital-e-publicado-oficialmente/

LICITAÇÃO EM SÃO PAULO VAI ALTERAR 30% DAS LINHAS DE ÔNIBUS NA CIDADE:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/11/licitacao-em-sao-paulo-vai-alterar-quase-30-das-linhas/

O QUE AS EMPRESAS DE ÔNIBUS ESPERAM DA LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES EM SÃO PAULO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/21/licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo-onibus/

EMPRESAS DE ÔNIBUS DE SÃO PAULO CONTESTAM EDITAL DE LICITAÇÃO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/08/17/licitacao-dos-transportes-empresas-de-onibus-questionam-edital/

PREFEITURA DE SÃO PAULO PRORROGA ATÉ 31 DE AGOSTO PRAZO PARA CONSULTA PÚBLICA DE EDITAL DE LICITAÇÃO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/08/11/licitacao-dos-transportes-prefeitura-de-sao-paulo-decide-prolongar-ate-31-de-agosto-prazo-para-consulta-publica/

FROTA LIMPA – LEI DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS NÃO FOI LEVADA A SÉRIO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/15/frota-limpa-lei-de-mudancas-climaticas-nao-foi-levada-a-serio/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO PREVÊ ÔNIBUS A GÁS NATURAL:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/20/licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo-edital-preve-onibus-a-gas-natural/

Reunião na SPTrans vai discutir possibilidade de ampliação de serviços de trólebus

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/13/reuniao-na-sptrans-vai-discutir-possibilidade-de-ampliacao-de-servicos-de-trolebus/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES: MENOS MICROS E MAIS MIDIS. Maior número de Viagens:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/03/licitacao-de-sao-paulo-menos-mini-onibus-mais-microes-e-maior-numero-de-viagens/

LICITAÇÃO DE SÃO PAULO: ENTIDADES NACIONAIS E INTERNACIONAIS FORMALIZAM PEDIDO DE FROTA LIMPA PARA EDITAL:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/08/04/licitacao-de-sao-paulo-organizacoes-elaboram-documento-para-frota-limpa/

LICITAÇÃO SÃO PAULO – ENTIDADES PENDEM MAIS 60 DIAS DE CONSULTA PÚBLICA E FRENTE PARLAMENTAR VAI DISCUTIR EDITAL E MEIO AMBIENTE:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/08/06/licitacao-dos-transportes-entidades-querem-mais-30-dias-de-consulta-e-frente-parlamentar-discute-impactos-ambientais/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES RECEBE SUGESTÕES ATÉ DIA 10 DE AGOSTO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/08/licitacao-em-sao-paulo-recebe-sugestoes-ate-o-dia-10-de-agosto/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES – TATTO SE REÚNE COM TCM PARA EDITAL NÃO SER BARRADO:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/30/licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo-tatto-se-reune-com-tcm-para-edital-nao-ser-barrado/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DEVE AJUDAR A DESTRAVAR VENDAS DE CARROCERIAS:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/06/29/licitacao-de-sao-paulo-deve-ajudar-a-destravar-vendas-de-carrocerias/

AR CONDICIONADO: LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO VAI SER MODELO PARA O PAÍS:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/24/ar-condicionado-licitacao-de-sao-paulo/

LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO: Cartas marcadas ou mercado difícil de competir?

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/09/28/licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo-cartas-marcadas-ou-mercado-muito-grande/

Tatto promete ônibus a cada seis minutos na cidade

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/11/23/tatto-promete-onibus-a-cada-seis-minutos-na-cidade/

LICITAÇÃO EM SÃO PAULO: ESTRANGEIROS SÓ COM EMPRESAS BRASILEIRAS:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/10/licitacao-de-sao-paulo-estrangeiros-so-com-empresas-brasileiras/

ADAMO BAZANI

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em ENTREVISTA: Presidente da NTU defende fundo para transportes e considera licitação em São Paulo confusa

  1. Amigos, boa noite.

    É lamentável que ainda em 2016 querem criar e aumentar tributos para gerar receita dos tais “direitos sociais”.

    Receita tem do sobra, este é o problema do Brasil; há necessidade de mudança de paradigma.

    O QUE PRECISA SER FEITO É EXTIRPAR O DESPERDÍCIO DE VERBAS PÚBLICAS, isso sim.

    Quanto a ladainha do sistema de buzão de Sampa e sua respectiva licitação, outra questão inadmissível é que em média os operadores do buzão de Sampa têm mais de 50 anos de experiência e não é tolerável essa tamanha indecisão, incerteza e falta de propostas.

    Não há uma proposta inovadora e nem um contra edital foi apresentado, pelo menos eu não tive conhecimento, simplesmente uma proposta ortodoxa: aumentem os impostos.

    Nas condições que estão sendo impostas; ou dá ou não dá para operar, é simples assim.

    Nessa questão os operadores do buzão rodoviário foram mais técnicos e lutaram pela lógica e conseguiram eliminar a licitação, pois esse procedimento não serve para o buzão e na minha opinião nem para rodoviário e nem para urbano.

    Não há um terráqueo que goste de pagar tributos, ainda mais com o desperdício que ai está público e notório.

    Já disse aqui no Blog e repito, como é operado o buzão de Sampa, este é coisa do passado, pois pelo valor da tarifa, do sistema 20/20 e dais linhas ziguezagueadas e caranguejadas e da sujeira interna e do desconfor dos buzões (corredores com 54 cm de largura útil e o degráu ALTO interno; o buzão não é economicamente viável, para os usuários, não oferecnedo uma relação custo benefício favorável ao cliente

    O buzão simplesmente não atende o mercado, será que ninguém admite que o próprio mercado está abandonando o buzão, o aumento do uso de bicicleta é a prova disso.

    Já passou da hora de mudar o modelo de negócio do buzão, a operação, as linhas, a tarifa; pois está provado que o uso do buzão é só por obrigação.

    Pode até fazer tarifa zero, estatizar, que de nada vai adiantar, pois o “produto BUZÃO” não mais atende as necessidades do mercado.

    OBS.: Não sou eu quem estou falando, o próprio mercado está deixando o buzão de lado o máximo que puder, afinal ….

    Reflitam !

    Ops e sem contar que o Aerotrem um dia sai, ai esse montão de articulados não servirá pra muita coisa não.

    Att,

    Paulo Gil

    • Desabafo público
      Amigos estamos vendo mais uma manobra para atrasar ainda mais a licitação que era para 2014.
      São Paulo precisa de ônibus para transportar pessoas, não para transformar os ônibus em parque de diversão com wi-fi – ar condicionado – sorveteria – bicicletário – berçário para animais – escritório móvel, (claro que estamos exagerando) mas, querem empurrar com a barriga o problema da nossa condução. Precisamos de ônibus confortáveis, mas, sem exagero de luxo.
      Parece que esses (14) projetos, são mais oportunidades de desviar dinheiro dos cofres públicos.
      Tenho colaborado com sugestões para SPTRANS em nossa região da zona norte/noroeste, com linhas circulares curtas para interligar os bairros e diminuir os intervalos. Algumas sugestões foram aceitas, outras, estão no Departamento de Engenharia ou Operação para análise ou engavetadas.
      Sugeri há mais de 25 anos a “Inversão das Catracas dos ônibus” – foram economizados muitos milhões dos cofres públicos desde 1992 com a nossa sugestão, pois, muitos carros ficavam com as portas traseiras quebradas pelos vândalos. Houve muita resistência por parte dos engenheiros da CMTC no Departamento de Operação, mas, conseguimos convencê-los que a única forma de evitar as quebras constantes das portas traseiras era a inversão das catracas, um “engenheiro” disse que a Prefeitura não atenderia a minha sugestão, pois, seria muito prejuízo para São Paulo a inversão de todas as catracas dos ônibus, eu respondi que o prejuízo maior era para a população que quando era quebrada uma porta, o ônibus só voltava para a linha normal dois dias depois. A CMTC não recolocava outro carro para substituir. Com essa minha resposta, em Janeiro de 1992 começaram as inversões das catracas, começando pela nossa região da Brasilândia. Por causa das nossas lutas com relação ao transporte público é o que nos motiva a insistir na melhoria da nossa condução.
      Jayme Pereira da Silva – 12/jan/2016

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