Ar-Condicionado: Licitação de São Paulo pode ser modelo para todo o País, acredita fabricante

ônibus ar condicionado

Ônibus urbano em São Paulo com ar-condicionado. Empresas fabricantes de equipamento acreditam que licitação da Capital Paulista pode criar um novo conceito de frota em todo o País.

Indústria de equipamentos, carrocerias, chassi, frotistas e SPTrans discutiram ar-condicionado em ônibus já em circulação, mas diante da complexidade ideia foi descartada

ADAMO BAZANI

Os transportes na cidade de São Paulo estão mais uma vez no centro das atenções de todo o País por causa do processo de licitação do sistema que é o maior da América Latina, com nove milhões de registros de passagens por dia e uma frota atual de 14 mil 770 veículos.

Todos os aspectos da concorrência pública são alvos de análise por parte da sociedade, especialistas em mobilidade urbana, gestores públicos e diferentes ramos industriais ligados ao transporte.

Uma das exigências já presentes na cidade e que é prevista nas minutas do edital é a presença de equipamento de ar-condicionado em todos os novos veículos, independentemente do porte: micro-ônibus, midibus, ônibus convencionais, ônibus padron, ônibus articulados, ônibus superarticulados, ônibus biarticulados.

As expectativas dos fabricantes em relação a esta exigência são positivas não somente pela quantidade de ônibus que São Paulo necessita, mas também pela possibilidade de uma espécie de novo padrão de frota nos sistemas urbanos que pode surgir com o modelo da capital paulista.

É o que explica o diretor de marketing e produtos da fabricante de aparelhos de ar-condicionado Thermo King para a América Latina, Paulo Lane, em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus.

“O sistema a ser implantado em São Paulo, pela sua complexidade e como foi concebido com a participação dos todos os envolvidos pode ter uma contribuição significativa para mudar o conceito, servindo de modelo a ser replicado.” – disse Paulo Lane.

Ele também contou que houve discussões entre fabricantes, frotistas e a gerenciadora do sistema SPTrans – São Paulo Transporte para que os veículos já em circulação recebessem os equipamentos de ar-condicionado. Alguns ônibus têm menos de dois anos de uso e não possuem refrigeração. A intenção da prefeitura era de que os veículos com pouca utilização tivessem ar-condicionado, mas devido à complexidade e custos para adaptação, o projeto foi deixado de lado.

Paulo Lane acredita na expansão em todo o País da frota de ônibus urbanos com ar-condicionado para em torno de 35% do total de veículos. A forma de remuneração às empresas que equipavam os veículos foi ao longo do tempo motivo de debates por causa dos impactos nas tarifas cobradas dos passageiros.

A tributação também exige uma estratégia de mercado. Se a empresa de ônibus comprar diretamente o ar-condicionado, o IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados é alto: 20% do valor do equipamento. No entanto, o imposto não é cobrado caso o aparelho de ar-condicionado faça parte do processo de produção de carroceria. Assim, normalmente, as viações já faturam os acessórios e  os equipamentos no valor total da carroceria.

Paulo Lane explica a diferença de tipos de equipamentos de acordo com a aplicação e com o tamanho dos ônibus.
Confira a entrevista na íntegra:

Blog Ponto de Ônibus:  São Paulo é o maior sistema de ônibus da América Latina, hoje com cerca de 15 mil veículos e com 9 milhões de passageiros por dia. Toda alteração neste sistema traz impactos no setor como um todo, inclusive entre os fornecedores de peças, equipamentos e serviços. Um dos pontos do edital, que já é uma obrigatoriedade, se refere a toda a frota de veículos com ar-condicionado. Qual o impacto de fato desta licitação no segmento de equipamentos de refrigeração?

Paulo Lane: A curto prazo esta licitação vai movimentar o mercado e ônibus urbano, que está hoje 29% abaixo do ano passado conforme dados da FABUS. A médio longo prazo, o impacto maior deste processo é o aumento de penetração de ar condicionado em ônibus urbanos. Historicamente sempre trabalhamos com uma taxa de instalação de 3% a 5% de AC em ônibus urbano. Atualmente esta taxa é de 25% e tende a aumentar para 35%. Além disso, este modelo de São Paulo terá reflexo em outras cidades do país.

Blog Ponto de Ônibus:  Houve discussões sobre a instalação de equipamentos de ar-condicionado nos ônibus já adquiridos para o sistema de São Paulo que não contam com refrigeração. Há veículos novos, com um ano ou alguns meses apenas de uso. Como foram os encontros técnicos e o que foi acertado? Quais os motivos das decisões principais?

Paulo Lane: A Thermo King junto com os fornecedores de ar condicionado, carroçaria e chassis participaram ativamente na discussão do que fazer com os ônibus em circulação. É importante entender que para a melhor confiabilidade, conforto térmico e eficiência de um equipamento de ar condicionado no ônibus, vários fatores impactam, tais como isolamento térmico, dutos e ar de distribuição, instalação de base para compressor, parametrização de motor e caixa de câmbio, instalação elétrica, reforço da estrutura do teto para receber o equipamento de ar condicionado. O equipamento de  ar condicionado em si não “faz milagre” em si. Precisa de todos os elementos para sua correta operação e eficiência. A frota rodante não tem todos os elementos essenciais para atender uma boa instalação.

Blog Ponto de Ônibus:  Os poderes públicos e até mesmo algumas empresas ainda enxergam o ar-condicionado em ônibus urbanos e metropolitanos como “equipamentos de luxo” e não necessários? Por que ainda esta visão? Uma mudança no sistema de capital paulista, com a exigência do ar condicionado, pode contribuir para a alteração desta visão, já que o sistema paulistano é usado como referência para todo o país?

Paulo Lane: Em transporte público o tema que impacta a aplicação de ar condicionado são as tarifas regulamentadas pelo poder público, que tem impacto direto no público usuário. Existem casos de cidades no país que implementaram sistemas e ônibus urbanos com ar condicionado há 15 anos, mas posteriormente não mantiveram as políticas de tarifas para remuneração do investimento. A consequência foi a venda dos ônibus ou mesmo a operação dos ônibus com o AC desligado. A cidade de São Paulo é modelo para o país. O sistema a ser implantado em São Paulo, pela sua complexidade e como foi concebido com a participação dos todos os envolvidos pode ter uma contribuição significativa para mudar o conceito, servindo de modelos a ser replicado.

Blog Ponto de Ônibus:  Qual o percentual hoje, no Brasil, da frota de ônibus urbanos com ar e dos rodoviários com ar?

Paulo Lane: A frota urbana hoje é muito pequena considerando que historicamente o percentual de ar condicionado instalado em ônibus urbano até o ano de 2013 era de 3%, restrito basicamente ao Rio de Janeiro, Porte Alegre e algumas cidades do Nordeste. Por outro lado a rota de Rodoviário em linhas interestaduais e com Ar condicionado deve atingir 90%, pois esta tendência vem desde o final dos anos 90.

Blog Ponto de Ônibus: Quais as principais diferenças para a instalação e dos tipos de aparelhos nos mais variados tipos de ônibus?

Paulo Lane:  Projeto e aplicação de equipamentos de ar condicionado: Muito importante entender que o ar condicionado é parte de um sistema. O bom funcionamento, eficiência e conforto térmico do ar condicionado envolve um projeto que leva em consideração todas as variáveis. O equipamento de ar condicionado não garante a operação e  temperatura de conforto por si só se não tiver as condições corretas em todo o sistema. Em primeiro lugar a aplicação – tipo de operação, quantos passageiros serão transportados, região em que vai operar e condições. O projeto da carroceria deve prever o equipamento nos aspectos do isolamento, dutos de distribuição de ar, estrutura, espaço para colocar o compressor e alternador e facilidade de acesso para manutenção, chicotes elétricos. O chassi deve ter uma base para instalação do compressor adequada e que atenda às especificações do fabricante, o motor deve ter a potência e programação especificada para uso de ar condicionado. O chassis deve ter também um alternador para atender a demanda de energia do chassis, carroceria, ar condicionado e demais acessórios,. Se necessário deve ser fornecido alternador adicional pelo fabricante de ar condicionado, porém a solução ideal é que seja fornecido pelo fabricante do chassi.

– ônibus rodoviários:

Ônibus rodoviário exige equipamento de grande capacidade de refrigeração para atender um ônibus de aproximadamente 14 metros e 44 passageiros com alta eficiência e confiabilidade, baixo nível de ruído

– ônibus rodoviários Double Decker:

Ônibus rodoviário duplo piso exige equipamento de grande capacidade de refrigeração para permitir refrigerar ambos os pisos. Pela legislação vigente de limitação e altura do ônibus não podem ser instalados no teto, mas integrados na carroceria.

– micro-ônibus rodoviário:

Micro-ônibus rodoviários são raros, por outro lado são comuns os de fretamento, que tem configuração com número reduzido de passageiro, bom acabamento interno e exigem um ar condicionado compatível, de média capacidade com baixo nível de ruído.

– micro-ônibus urbano:

 Micro-ônibus urbanos, assim como os ônibus urbanos  exigem equipamento com capacidade de refrigeração com bom fluxo de ar para permitir abaixar a temperatura bem rápido devido a várias aberturas de porta. Neste tipo de chassis, o espaço para instalação do compressor é limitado e, portanto, o projeto tem que ser desenvolvido em conjunto com carroceria, chassis e fornecedor do equipamento de AC

– ônibus urbanos com motor dianteiro:

Ônibus urbanos com morto dianteiro exigem equipamento de grande capacidade de refrigeração com bom fluxo de ar para permitir abaixar a temperatura bem rápido devido a várias aberturas de porta e a quantidade de passageiros sentados e em pé. O motor dianteiro tem em geral média potência, e, portanto, tem que se observar qual o tipo de terreno vai trafegar. O fabricante de carroceria deve prover espaço junto ao painel frontal para instalação do compressor

– ônibus urbano com motor traseiro:

Ônibus urbanos com motor traseiro também exigem equipamento de grande capacidade de refrigeração com bom fluxo de ar para permitir baixar a temperatura bem rápido devido às várias aberturas de porta. Em geral no motor traseiro há espaço suficiente para instalação do compressor.

– ônibus urbano articulados: 

Ônibus urbanos articulados exigem equipamentos de grande capacidade de refrigeração, pois podem chegar a 23 metros e transportar até 180 passageiros. Em geral cada vagão tem um equipamento. Para isso,  o chassi tem que ter potência suficiente para acionar o AC e também energia através de alternadores para atender a corrente necessárias para a carroceria, chassis e AC.

Blog Ponto de Ônibus: Em relação à situação econômica do País, quais os impactos no mercado de ar-condicionado para ônibus?  Neste ano, quais os números de vendas gerais do setor e os números da Thermo King?

Paulo Lane: Os resultados até maio demonstram uma queda na produção de carroceria de ônibus de 30%, com maior impacto nos micros, com queda de 45%. Esta queda se explica pelo impacto das mudanças das regras do FINAME e ambiente econômico de recessão no país. A Thermo King sofreu este impacto também em suas vendas, porém os números são confidencias.

Blog Ponto de Ônibus: Quais as ações da Thermo King para ampliar participação no mercado?

A Thermo King está constantemente buscando atender o mercado com a sua linha de equipamentos sejam os fabricados em Curitiba ou em uma de suas quatro fábricas em outros países. A variedade de modelos permite atender segmentos distintos e crescer em cada uma destas oportunidades.

Blog Ponto de Ônibus:  Hoje as empresas de ônibus não adquirem mais produtos somente, como ar-condicionado, carrocerias e chassis. Elas buscam serviços, como o pós-venda. Como a Thermo King atua no pós-venda, manutenção e até capacitação dos funcionários das empresas de ônibus?

Paulo Lane: A Thermo King tem como estratégia atender o mercado através de uma rede de Concessionários. Atualmente a Thermo King conta com 33 Concessionários no Brasil e mais de 70 em toda a América Latina. Para assegurar um Pós Venda eficiente a Rede de Concessionárias é suportada por um programa de treinamento e certificação dos técnicos e equipe comercial. Os técnicos da Rede tem que passar por um treinamento e certificação, Conferência de atualização técnica anual, além disto cada Concessionário passa por auditorias anuais para verificar se mantém os requisitos estabelecidos pela Thermo King, tais como instalações adequadas, mínimo de técnicos certificados, ferramental correto, peças de reposição para atender a região de cobertura, equipe de atendimento ao cliente, veículos para atendimento remoto, e outros parâmetros.

Blog Ponto de Ônibus: Ainda em relação ao mercado, faltam incentivos financeiros para a compra de ar-condicionado nos ônibus? Há diferença na tributação quando a compra é feita pelo fabricante de carroceria e pelo frotista diretamente?

Paulo Lane: A tributação é diferenciada. O faturamento de um equipamento de ar condicionado para o Cliente Final, uma frota de ônibus, tem incidência de 20% de IPI. Para a indústria de ônibus, por ser industrialização, regime automotivo, o IPI é 0%. Devido a esta tributação o faturamento é preferencialmente para o fabricante de ônibus, como também devido ao programa do FINAME, que o frotista – empresa de ônibus prefere fazer o financiamento de todo o conjunto carroceria+ar condicionado+acessórios

Blog Ponto de Ônibus:  As cidades ainda não possuem uma estrutura viária adequada. São vias com buracos, valetas, estreitas, poucos corredores de ônibus e muita trepidação para os veículos. Em relação aos transportes rodoviários, há ônibus que ainda enfrentam estradas de terra e até verdadeiros atoleiros. Isso desestimula a compra por parte dos frotistas de ônibus com mais equipamentos, como com o ar-condicionado? Como a tecnologia dos aparelhos traz soluções para esta realidade?

Paulo Lane: Os esforços e solicitação para aplicação em transporte é bem rigorosa, ainda mais nas condições de estrada em ruas brasileiras, porém os equipamentos de ar condicionado passam por testes de validação, similares aos feitos nos veículos. A Thermo King tem 3 centros de pesquisa e desenvolvimento e dois deles tem equipamentos para simulação de vibração. Todos os equipamentos desenvolvidos passam pelos testes de vibração, simulando as condições das estradas. A Thermo King em mais de 75 anos focada no segmento de transporte permitiu desenvolver a tecnologia e acumular a experiência para fornecer equipamentos que atendam os requisitos rigorosos da aplicação em transporte.

Os detalhes de mudança da estrutura de prestação dos serviços para os passageiros, com a eliminação de linhas sobrepostas, aumento da quantidade de baldeações e redução da frota, você pode conferir neste

link:https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/07/09/confira-o-edital-de-licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

3 comentários em Ar-Condicionado: Licitação de São Paulo pode ser modelo para todo o País, acredita fabricante

  1. 42 anos se passaram desde o 1º ônibus com ar condicionado no Brasil.
    Empresa Viação Redentor – Jacarepagua – RJ ( frescões)
    Aparelho Thermo King – motor independente Kholer,
    Carroceria Marcopolo II – Chassis MBB
    Os aparelhos eram importados e só alguns anos após a Thermo King veio se instalar no Brasil.
    Por se tratar de Brasil, não surpreende que passados 42 anos os números de ônibus equipados com AC ainda estejam tão baixos.
    Parabéns aos fabricantes de aparelhos como a TK, pela persistência em acreditar no mercado.
    Abraço ao Sr.Paulo Lane. (sou da época do Alarico)

  2. Amigos, boa noite.

    Adamo, ótima matéria, Parabéns, muito importante trazer a todos informações de um especialista na área, no caso do ar condicionado.

    Faltaram 4 perguntas importantíssimas.

    1) Como é a manutenção dos equipamentos de ar condicionado do buzão ???
    [Custos, periodicidade, troca de filtros, e se há algum equipo digital que informa a quantidade de bactérias, por metro quadrado, metro cúbico, litros e outras].

    2) Qual é a perda de potência do buzão urbano com ar condicionado ?

    3) É possível ter um motor específico para o ar condicionado ?

    4) Dependendo da perda de potência o que se faz ?
    Engole-se a perda ou tem de ser compensado comprando um buzão mais potente ?

    Na minha opinião, um produto que necessita de muita inovação são todos os tipos de aparelhos de ar condicionado, automotivo, residencial, aviação etc.

    No buzão rodoviário, quem sentar na janela e não estiver de jaquetão ou levar aquela mantinha básica, vai passar frio e no mínimo sair resfriado, pois aquele ar gelado sopra na cabeça do passageiro a viagem inteirinha.

    Nos aviões idem, se você não for agasalhado será congelado.

    Em residências e prédios comerciais é a mesma coisa, nunca se tem uma temperatura ideal, normalmente está sempre gelado e soprando o vento gelado.

    Nos carros idem, com um agravante, quem vai no banco de trás morre de calor, pois o ar condicionado não alcança o banco traseiro, exceto em carros muito TOP´s.

    Pelas informações relatadas, observa-se que o ar condicionado do buzão não é um equipamento tão simples assim, necessita de outros equipamentos auxiliares e até de reforço na carroceria (repetindo reforço na carroceria).

    Resumindo, esse buzão urbano com ar condicionado terá um custo “QUENTE”.

    Na minha opinião, Sampa não precisa de buzão com ar condicionado, pelos seguintes motivos.

    a) A temperatura média de Sampa é baixa, agora nesse momento caiu a temperatura e chove bem forte lá fora. Ar condicionado é para o RJ, Goias, Mato Grosso e outro locais realmente quentes.

    b) Não podemos ter ar condicionado no buzão de Sampa, porque ainda nem aprenderam a limpar o buzão internamente, quiça dar manutenção em ar condicionado cujo custo é bem maior do que água de reuso e sabão.

    c) Não temos estrutura, corredores de buzão sem semáforos, sequer um BRT, pois o Expresso Tiradentes opera em baixa velocidade.

    d) Esse buzão terá um custo “QUENTE”

    e) A Taxa de retorno será menor.

    f) Com um ponto de parada e um semáforo a cada 700 m + ou -; se esse buzão não tiver a potência adequada ou se não tiver um motor só para o ar condiciona, vai ser uma canseira e um alto desgaste.
    Teremos o buzão CPTM, aquele que sai em camera lenta iguais ais trens da CPTM.

    g) E tantos outros .

    Com tantas carências de base, é inconcebível, começar a arrumar o buzão colocando ar condicionado.

    Isto é só “perfumaria”.

    Já pensaram em andar nos buzões imundos internamente, com os vidros colados e o ar ligado no gelado ????.

    Muito mais sábio colocar frota limpa, pois com a continuidade da poluição do Diesel e no mínimo um resfriado, ou uma contaminação por bactérias de todos os tipos, a despesa com a saúde vai aumentar e a qualidade de vida dos passageiros vai piorar.

    Mais uma vez o passageiro terá a seu favor mais contras do que prós.

    Alguém duvida ?

    Mais uma PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    “FAÇA BEM FEITO DA PRIMEIRA VEZ”

    Att,

    Paulo Gil

    • Paulo Gil, boa tarde!

      Discordo de você no ponto que diz que SP não precisa de ônibus com ar condicionado. Vou contrapor alguns pontos na minha visão:

      “A temperatura média de Sampa é baixa”. Entendo que a temperatura é, em grande parte, média, mas e quando não é? E nos verões calorosos? Ou até agora mesmo, em pleno inverno temos neste instante 28ºC as 18h02, em pleno horário de pico. Quem está dentro de um O500UDA com ar agora deve estar se deleitando.

      “Esse buzão terá um custo “QUENTE” e “A taxa de retorno será menor”. Paciência…

      “Isto é só perfumaria”. Quanto maior o conforto, menor o estresse.

      Hoje eu sou uma das pessoas que sempre procura esperar um dos carros com ar condicionado na linha que estiver circulando com frota mista, observando por aplicativos ou similares.

      “Já pensaram em andar nos buzões imundos internamente, com os vidros colados e o ar ligado no gelado ????” Eu, sinceramente, não consigo entender tanto drama em relação a limpeza. Em anos me movimentando por SP de ônibus, pouquíssimas vezes vi um ônibus em estado lastimável em relação a limpeza, cheio de lixo no chão ou cheiro ruim. Ar ligado no gelado? Apoio e se tivesse opção de deixar a zero graus celsius, eu estaria ali apoiando.

      Vida longa aos vidros colados e diga não às janelas com abertura!

      Aos poucos a gente chega perto da Metra.

      Abs.

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