BH apresenta plano de mobilidade limpa, vai testar ônibus elétrico em 30 dias e pretende 40% de coletivos deste tipo até 2030

Prefeito Fuad Noman e ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em ônibus elétrico

Prefeitura diz que busca financiamentos internacionais para viabilizar esta troca de frota, assim como a capital paulista está fazendo; Outros sistemas de transportes também tentam modelos de custeio não apenas para a compra, mas para a operação dos ônibus elétricos

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Belo Horizonte apresentou ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta sexta-feira, 29 de setembro de 2023, o Plano de Mobilidade Limpa, que prevê a redução na emissão de carbono na região Central de Belo Horizonte.

Uma das metas é atingir até 2030, um índice de 40% de frota de ônibus urbanos menos poluentes, com foco para os modelos elétricos, mas não necessariamente somente movidos à eletricidade.

Este percentual representa cerca de mil ônibus e, para alcançar esta meta, seriam necessários em torno de US$ 6 bilhões.

Além de recursos próprios e captados no mercado interno, a intenção é buscar financiamentos e parcerias internacionais, de acordo com o prefeito Fuad Noman.

Um dos modelos estudados é o adotado pela capital paulista, que deve ter mais de uma fonte de custeio.

Como mostrou o Diário do Transporte, os 50 primeiros ônibus elétricos da nova geração da capital paulista são de um financiamento com a participação da Enel-X, que atua em modelo semelhante em outros sistemas de transportes, como no Chile e na Colômbia.

A prefeitura de São Paulo ainda estima receber R$ 2,5 bilhões de financiamentos pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Banco Mundial. A contrapartida do município deve ser de R$ 625 milhões aproximadamente.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/09/29/todos-os-onibus-da-cidade-de-sao-paulo-terao-tarifa-zero-neste-domingo-1o-durante-votacao-do-conselho-tutelar/

Outros sistemas de transportes também tentam modelos de custeio não apenas para a compra, mas para a operação dos ônibus elétricos.

O Diário do Transporte mostrou que no dia 27 de setembro de 2023, o Governo do Estado de Goiás enviou um projeto para a Alego (Assembleia Legislativa de Goiás) que muda os contratos com as empresas de ônibus para ampliar a eletrificação da frota do sistema da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). Os contratos seriam separados, um para investimentos para aquisição da frota e infraestrutura e outro para a operação e manutenção propriamente dito.

Os contratos com as empresas de ônibus devem ter prorrogação antecipada.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/09/27/especial-governo-de-goias-envia-para-assembleia-projeto-de-mudanca-de-contratos-com-viacoes-para-viabilizar-onibus-eletricos/

Como mostrou o Diário do Transporte, no início de setembro de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu que é constitucional a prorrogação de contratos de transportes coletivos por ônibus em troca de investimentos no caso do BRT do ABC Paulista, que envolve a construção de um corredor e eletrificação de frota.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2023/09/11/prorrogacao-antecipada-acordao-do-brt-abc-entendimento-do-stf-pode-descartar-modelo-nas-outras-areas-da-emtu-mas-serve-para-outros-contratos-publicos/

TESTES EM 30 DIAS:

A prefeitura de Belo Horizonte ainda informou que prevê a realização nos próximos 30 dias de testes com ônibus elétricos.

Uma das preocupações em BH é com o relevo irregular de muitas rotas de ônibus na cidade.

Seria o início de demonstrações com diferentes modelos que ocorreriam de forma gradativa.

É o que tem realizado Curitiba, por exemplo. O Diário do Transporte noticiou que na segunda-feira, 02 de agosto de 2023, iniciam os testes dos dois últimos modelos de ônibus elétricos no âmbito de um programa de avaliações de diferentes marcas feitas pela Urbs, que gerencia os transportes na capital paranaense.

Desde abril, Curitiba registrou que cerca de 100 mil pessoas já utilizaram os ônibus elétricos. Ao fim de junho de 2024, a prefeitura prevê a circulação regular de 70 coletivos elétricos. A administração pública também planeja que até 2030 um total de 30% da frota do seja composta por veículos com zero emissão de gases poluentes. Já para 2050, a previsão é de que a taxa chegue a 100%.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/09/29/urbs-anuncia-etapa-final-de-testes-de-onibus-eletricos-em-curitiba-pr/

OPÇÕES DE MODELOS:

Apesar de os ônibus elétricos estarem no foco da nova frota de BH, a prefeitura considera outras alternativas de modelos, como os movidos a gás natural e biometano (gás gerado pela decomposição de resíduos), como explica em nota.

Uma das opções é a inclusão na frota de ônibus elétricos, que devido à tecnologia de propulsão, garantem uma viagem eficiente e silenciosa. O veículo é capaz de alcançar uma velocidade máxima de aproximadamente 70 a 80 quilômetros por hora. No quesito autonomia, pode percorrer cerca de 230 quilômetros com uma única carga de bateria, reduzindo substancialmente a necessidade de recargas frequentes. Além disso, tem capacidade de acomodar até 80 passageiros, dependendo da configuração interna, o que o torna uma escolha robusta para rotas de alta demanda.

O veículo não emite poluentes locais, como óxidos de nitrogênio (NOx) e partículas finas (PM), melhorando a qualidade do ar nas áreas urbanas de maneira mensurável. A redução de ruído de até 10 decibéis, em comparação com os ônibus a diesel, proporciona um ambiente mais tranquilo. Com relação à eficiência energética, há uma economia de até 80% em consumo de energia quando comparado aos ônibus a diesel. Isso se traduz em redução das emissões de dióxido de carbono (CO2). Além disso, a opção de recarga com eletricidade proveniente de fontes renováveis, como energia solar ou eólica, reforça ainda mais seu perfil sustentável.

Já os veículos movidos a gás biometano utilizam uma fonte renovável de energia sustentável e limpa. O biometano é obtido na produção do biogás – gerado na decomposição de matéria orgânica de origem vegetal ou animal.   Dessa forma, o veículo não emite dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global.  Estudos técnicos apontam que o uso do biometano reduz em cerca de 90% a emissão de gases poluentes, na comparação com o diesel. Em relação à autonomia, pode percorrer em torno de 350 quilômetros com a carga total de gás.

METAS:

A prefeitura de Belo Horizonte ainda destacou as principais metas do Plano de Mobilidade Limpa.

Segundo o poder público, a ação de eletrificação e busca de energias limpas para a frota de Belo Horizonte faz parte de um conjunto de iniciativas do Plano Local de Mobilidade Limpa. A prefeitura busca alinhar o município aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ONU, especialmente no âmbito dos ODS 7 (Energias Renováveis e Acessíveis), ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis).  A ideia é promover uma mobilidade de baixa emissão, que inclua:

1. Transporte público limpo e integrado (Baixa emissão e desestímulo à circulação de veículos poluentes);

2. Incentivo à mobilidade ativa e à logística de primeira e última milha (o uso de veículos menores para entrega de mercadorias na região central);

3. Ciclologística (promoção do uso de ciclovias e calçadas acessíveis e ao uso de bicicletas para entregas menores);

4. Adoção de uma política de estacionamento equânime (medidas para desestimular o uso de carros particulares e promover o transporte público).

FINANCIAMENTOS ALÉM DA COMPRA DE ÔNIBUS:

A prefeitura de Belo Horizonte ainda detalhou que a busca por parcerias e investimentos, inclusive internacionais, vai além da compra de ônibus.

A revitalização da régio central, o BRT (sistema de corredores de ônibus rápidos) Amazonas, novas ciclovias e zonas de 30 km/h estão no pacote, muitas das ações já com recursos internacionais.

No âmbito da Mobilidade Limpa, e buscando as melhores práticas para uma cidade sustentável com a redução de emissões de gases de efeito estufa e incremento da mobilidade ativa, a Prefeitura de Belo Horizonte tem estreitado parcerias nacionais e internacionais.

Exemplo disso é o Projeto de Revitalização da Afonso Pena, uma das intervenções do programa de revitalização da região central, o Centro de Todo Mundo. O investimento é de R$ 28,8 milhões, que conta com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento.  Além de ciclovias, o projeto inclui melhorias no âmbito da implantação de faixas para o transporte coletivo, recapeamento de asfalto, sinalizações vertical e horizontal e intervenções urbanas e paisagística, numa extensão de 4 quilômetros.

Além da infraestrutura cicloviária prevista para a Avenida Afonso Pena, importantes conexões com trechos cicloviários estão em processo de implantação ou previstos para serem implementados até o final de 2024. São eles: ciclovia da Av. Augusto de Lima, em fase final de obra; Rua dos Guajajaras; Av. Álvares Cabral e Rua Sergipe. São investimentos em mobilidade sustentável da Prefeitura na área central da cidade.

Complementando as ações do município com foco na mobilidade por bicicletas, além da infraestrutura cicloviária, o uso de bicicletas compartilhadas tem sido fomentado pelo poder público. No último dia 22 de setembro, a Prefeitura inaugurou 10 estações de compartilhamento de bicicletas, com disponibilização de 110 bikes elétricas, estrategicamente distribuídas pelo centro da cidade, oferecendo à população uma opção de transporte limpo, eficiente e acessível. Até o final do ano serão 50 estações na cidade, com 550 bicicletas elétricas disponíveis ao cidadão.

Ainda com foco na sustentabilidade e no incentivo à mobilidade ativa, estão previstos projetos de Zona 30 na Rua Goiás e de Rua de pedestres na Rua dos Tupis a serem implementados até o final de 2024.  Outro importante projeto, com investimentos de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões provenientes do Banco Mundial (Bird) e outros US$ 20 milhões decorrentes da Prefeitura de Belo Horizonte, é o BRT Amazonas. A iniciativa contempla 24 quilômetros de faixas exclusivas para o transporte coletivo.

ÔNIBUS ELÉTRICOS EM SÃO PAULO:

18 de setembro de 2023: Apresentação de nova geração, subsídios e trólebus:

OUÇA: Subsídios vão aumentar com ônibus elétricos e Nunes confirma que quer fim gradativo de trólebus

Sobre financiamento internacional, prefeito disse que recursos já irão diretamente para as empresas

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Os subsídios ao sistema de transportes da capital paulista vão aumentar com a inclusão dos ônibus elétricos na frota.

Foi o que confirmou o prefeito Ricardo Nunes em entrega das 50 primeiras unidades da nova geração destes veículos na manhã desta segunda-feira, 18 de setembro de 2023, em frente ao estádio do Pacaembu, zona Oeste da cidade de São Paulo.

Nunes disse que a remuneração maior, em média 15% a mais, para as empresas operarem estes ônibus ocorre por causa do investimento na compra dos elétricos que são aproximadamente três vezes mais caros que os a diesel.

O prefeito disse que o investimento vale a pena porque ao longo da vida útil dos elétricos, o valor se paga porque o custo por quilometragem percorrida é menor que os modelos a diesel.

Até dezembro, devem ser inseridos 600 ônibus elétricos no sistema paulistano.

Segundo o prefeito, neste ano de 2023, os subsídios ao sistema de ônibus podem chegar a R$ 5,8 bilhões

Nunes confirmou no evento que tem a intenção de acabar com o sistema de trólebus, ônibus elétricos conectados à fiação aérea.

De acordo com Nunes, o objetivo é ir aposentando estes veículos.

O prefeito, para isso, argumentou que os trólebus atrapalham os projetos de aterramento da fiação e que a manutenção da rede aérea custa R$ 30 milhões por ano.

Nunes ainda citou grupos de defensores de trólebus, mas disse que como prefeito, não pode ter predileção por nenhum tipo de veiculo em específico.

OUÇA:

O prefeito disse que o fim dos trólebus será gradativo e que o fim é uma “questão prática e objetiva”.

Sobre os financiamentos internacionais, Nunes explicou que o dinheiro irá diretamente para as empresas, com a intermediação da prefeitura para obtenção de taxas de juros menores.

Até abril de 2024, devem ser liberados os recursos de R$ 2,5 bilhões pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Banco Mundial. A contrapartida da prefeitura será de R$ 625 milhões.

A carência para pagamento é de quatro anos com prazo total de financiamento de 15 anos, que é a vida útil dos ônibus.

Antes disso, devem ser conseguidos recursos por meio de BNDES e Banco do Brasil, de acordo com o prefeito.

Esses 50 ônibus apresentados nesta segunda-feira (18) tiveram financiamento pela ENEL-X também contando com a energia e infraestrutura.

A empresas de ônibus vão pagar diretamente a ENEL

Os 50 veículos já começam a operar imediatamente.

Os veículos têm carroceria Caio, sistema Eletra, chassis Mercedes-Benz ou Scania e baterias/motores WEG.
GCM:

O prefeito ainda falou que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) também vai contar com veículos elétricos.
Serão 50 viaturas.

De acordo com Nunes, a licitação para o fornecimento destes carros já está lançada.

Veja fotos dos veículos:

ÔNIBUS ELÉTRICOS EM SÃO PAULO:

18 de setembro de 2023: Apresentação de nova geraç

ÔNIBUS ELÉTRICOS EM SÃO PAULO:

O prefeito Ricardo Nunes prometeu os 2,6 mil ônibus elétricos até o fim de 2024 ainda no plano de metas em julho de 2021, como mostrou o Diário do Transporte na ocasião.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/07/01/plano-de-metas-sp-2021-2024-promete-2600-onibus-eletricos-dois-brt-40-km-de-corredores-e-50-km-de-faixas-exclusivas/

Passando praticamente dois anos do anúncio e faltando um ano e meio para o fim da meta, nenhum destes novos ônibus elétricos está em circulação ainda.

São apenas 19 ônibus à bateria comprados, sendo que a maioria, 15 deles, começou a operar em 2019.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/11/19/quinze-onibus-eletricos-da-transwolff-comecam-a-operar-nesta-terca-feira-19/

Há ainda 201 trólebus (ônibus elétricos conectados à rede aérea), cuja maioria tem de dez anos de circulação para cima.

Financiamento Internacional: Em 1º de junho de 2023, COFIEX, Comissão de Financiamentos Externos, do Governo Federal, aprovou que a União dê garantia para que o projeto de eletrificação da frota de ônibus da cidade de São Paulo receba do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) US$ 500 milhões (US$ 496,6 milhões) em forma de financiamento.

O município terá de fornecer como contrapartida, US$ 125 milhões.

Este financiamento, de acordo com resposta da prefeitura ao Diário do Transporte, que revelou no dia 05 de junho de 2023, a aprovação pela COFIEX, possibilitaria a compra de cerca de mil ônibus elétricos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/06/05/exclusivo-cofiex-do-governo-federal-aprova-projeto-de-eletrificacao-de-onibus-em-sao-paulo-para-receber-us-500-milhoes-do-bid-bird-contrapartida-da-cidade-e-de-us-125-milhoes/

A cidade de São Paulo é a que promete a maior frota de ônibus elétricos no Brasil em curto prazo: cerca de 2,6 mil unidades até o fim de 2024.

Em 06 de janeiro de 2023, foram publicados no Diário Oficial da cidade de São Paulo os aditamentos aos contratos firmados entre a prefeitura e as viações já com essa nova obrigação.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/01/06/empresas-de-onibus-de-sao-paulo-terao-de-apresentar-cronograma-de-compra-de-modelos-menos-poluentes-ate-28-de-fevereiro/

Em 24 de fevereiro de 2023, o superintendente de Engenharia Veicular e Mobilidade Especial da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema, Simão Saura Neto, disse que as empresas de ônibus da cidade de São Paulo encomendaram até então, 2152 coletivos elétricos para o sistema municipal de linhas.

Segundo o técnico, deste total, 1480 unidades estão previstas para ser entregues ainda neste ano de 2023, mas o mercado teme ainda a falta de insumos e semicondutores na indústria automotiva em todo o mundo.

Entre estes modelos estão veículos do tipo padron, articulado e superarticulado.

O número é inferior à meta de 2,6 mil ônibus elétricos operando até o fim de 2024 como meta anunciada pela prefeitura, mas novas unidades ainda podem ser encomendadas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/02/25/em-primeira-mao-empresas-de-onibus-da-cidade-de-sao-paulo-encomendaram-2152-coletivos-eletricos-diz-sptrans/

No dia 30 de dezembro de 2022, a SPTrans havia divulgado que empresas de ônibus que atendem a cidade de São Paulo já tinham encomendado 1109 coletivos elétricos a bateria.

Como mostrou o Diário do Transporte, desde 17 de outubro de 2022, por meio de uma circular, a SPTrans proibiu a inclusão de ônibus a diesel no sistema, com exceção de micro-ônibus, pouco disponíveis nesta versão.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/12/30/empresas-de-onibus-ja-encomendaram-1109-coletivos-eletricos-diz-sptrans-para-a-capital-paulista/

A empresa de transportes urbanos que atua na zona Sul da capital paulista, Transwolff, anunciou nesta quinta-feira, 12 de janeiro de 2023, que vai comprar 304 ônibus elétricos no âmbito de uma parceria com a Enel X.

O anúncio foi feito em primeira mão ao Diário do Transporte por volta de 13h00 desta quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Deste total, 100 vão operar neste ano de 2023 (Veja no link detalhes dos veículos)

Segundo a companhia de transporte, é o primeiro resultado da parceria que tinha sido anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes no dia 08 de novembro de 2022.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/01/12/em-primeira-mao-em-parceria-com-a-enel-x-transwolff-anuncia-compra-de-304-onibus-eletricos-para-linhas-da-zona-sul-de-sao-paulo/

Como mostrou o Diário do Transporte na ocasião, a multinacional já participou da implantação de frota de ônibus elétricos em outras cidades da América Latina, como no Chile.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/11/08/ouca-prefeitura-de-sao-paulo-anuncia-financiamento-de-r-8-bilhoes-para-onibus-eletricos-na-capital-paulista-por-parceria-com-a-enel/

O Diário do Transporte, em 2018, havia dito que a Enel X já demonstrava na ocasião interesse em replicar no Brasil modelo semelhante ao chileno de financiamento.

https://diariodotransporte.com.br/2022/11/08/ouca-prefeitura-de-sao-paulo-anuncia-financiamento-de-r-8-bilhoes-para-onibus-eletricos-na-capital-paulista-por-parceria-com-a-enel/

Gestão Nunes publica nesta segunda (11) os valores que propõe pagar às viações para operar os ônibus elétricos e estica idade de coletivos a diesel

Somente depois deste acordo é que as novas unidades, paradas nas garagens, vão prestar serviços com passageiros

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo publicou em Diário Oficial nesta segunda-feira, 11 de setembro de 2023, os valores que pretende pagar às viações pela operação dos ônibus elétricos nesta fase de transição de frota e ajuste de contratos para os serviços.

O aditivo também estica entre seis meses e um ano e meio, a idade máxima permitida para os ônibus a diesel, com miniônibus podendo rodar por até oito anos e meio em vez de sete anos como previsto em contrato e os demais, por até 11, 5 anos, em vez de 10 anos.

Com esta definição finalmente será possível colocar para transportar passageiros os coletivos elétricos que já estão prontos e parados nas garagens, muito embora, também ainda estão sendo implantadas as infraestruturas de recarga de baterias.

O documento é assinado pelo secretário executivo de Transporte e Mobilidade, Gilmar Pereira Miranda.

A fórmula é complexa.

A remuneração por veículo leva em conta a soma do valor por hora trabalhada de mão de obra com ou sem cobrador, custeio de energia, rodagem e lubrificantes por quilômetro percorrido; o quanto as empresas pagaram para comprar o ônibus (capital investido), a mão de obra de manutenção, despesas administrativas, peças e acessórios; implantação de infraestrutura de recarga, entre outros itens.

Os valores finais dependem do tipo de veículo, que podem ser midi (micrão), básico, padron, padron 15 metros, padron articulado de 18 metros e padron articulado de 21 metros.

A vida útil máxima destes ônibus elétricos, de acordo com o aditivo publicado, é de 15 anos, cinco anos a mais dos 10 anos permitidos para os coletivos a diesel originalmente.

A vida útil das baterias deve ser de, no mínimo, oito anos, sendo necessário o descarte correto ao fim deste período.

As viações serão subsidiadas pela compra dos ônibus elétricos, mas também as companhias podem alugar ou arrendar estes veículos, sem, no entanto, receber a mesma subvenção.

MAIS PRAZO PARA RENOVAÇÃO:

O aditivo estica para mais de dez anos a idade máxima dos ônibus a diesel.

Os ônibus ano/modelo 2013 poderão circular até 30 de junho de 2024.

Já os miniônibus, que originalmente poderiam circular por sete anos, serão admitidos por mais tempo também. Os veículos ano 2016 poderão operar até 30 de junho de 2024 também.

Para ter estas “vantagens” de deixar mais tempo rodando os ônibus a diesel, as viações devem comprovar que já fizeram os pedidos de modelos elétricos de tamanho corresponde e, preferencialmente, deixar estes coletivos mais velhos como reservas.

Remuneração às viações por ônibus elétricos será, em média, 15% maior que para ônibus a diesel em São Paulo, diz SPTrans

Gerenciadora ainda informou ao Diário do Transporte que a prefeitura busca financiamentos nacionais e internacionais para reduzir a diferença entre a remuneração de ônibus a diesel e elétricos

ADAMO BAZANI

As empresas de ônibus da cidade de São Paulo vão receber, em média, 15% a mais para operar os coletivos elétricos em comparação com modelos semelhantes que rodam com óleo diesel.

A informação foi confirmada pela SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus da capital paulista, em resposta aos questionamentos feitos pelo Diário do Transporte.

A reportagem mostrou que na segunda-feira, 11 de setembro de 2023, a prefeitura publicou os valores médios que serão recebidos pelas empresas de acordo com o tipo de ônibus, entre midi (micrão), convencional, padron, padron de 15 metros, articulado de 18 metros e articulado de 21 metros.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/09/11/gestao-nunes-publica-nesta-segunda-11-os-valores-que-propoe-pagar-as-viacoes-para-operar-os-onibus-eletricos-e-estica-idade-de-coletivos-a-diesel/

A remuneração engloba o retorno do empresário, como se fosse o lucro previsto em contrato, e os custos operacionais e de aquisição e manutenção dos veículos.

Por meio de nota, a SPTrans esclareceu que não é apenas o tipo de ônibus que determina o valor da remuneração, mas também as condições de operação de cada grupo de linhas, chamados de lotes.

A gerenciadora ainda informou na nota que a prefeitura busca financiamentos nacionais e internacionais para reduzir a diferença entre a remuneração de ônibus a diesel e elétricos.

A SPTrans informa que a remuneração por veículo é variável, seja ele movido a diesel ou a baterias elétricas, podendo variar considerando não apenas o tipo de veículo, mas também as condições operacionais de cada um dos 32 lotes do sistema. A estimativa atual é de que a remuneração final de um veículo elétrico do tipo Padron, para efeito de referência, seja de até 15% acima de um equivalente a diesel.

Especificamente sobre a remuneração dos ônibus elétricos, a atual gestão municipal está buscando diversas fontes de financiamento junto a instituições financeiras nacionais e internacionais para fomentar a energia limpa nos transportes, o que pode reduzir esta diferença.

O valor de um ônibus elétrico pode chegar a R$ 3 milhões, quase três vez mais que um diesel similar.

ÔNIBUS A DIESEL TIVERAM IDADE ESTICADA:

Na publicação oficial da segunda-feira (11), foi ampliada entre seis meses e um ano e meio a idade máxima de cada ônibus a diesel hoje em vigor para ser aposentado.

Os ônibus ano/modelo 2013 poderão circular até 30 de junho de 2024. Assim, em vez de 10 anos, os coletivos podem ter 11,5 anos.

Já os miniônibus, que originalmente poderiam circular por sete anos, serão admitidos por mais tempo também, podendo chegar a 8,5 anos de idade máxima. Os veículos ano 2016 poderão operar até 30 de junho de 2024 também.

Para ter estas “vantagens” de deixar mais tempo rodando os ônibus a diesel, as viações devem comprovar que já fizeram os pedidos de modelos elétricos de tamanho corresponde e, preferencialmente, deixar estes coletivos mais velhos como reservas.

Na nota, a Prefeitura de São Paulo diz que a previsão é de os ônibus posam circular por mais seis meses que a previsão original de terem de sair do sistema nesta transição de frota e que, neste período, haverá mais vistorias sobre estes veículos com idade maior.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as empresas concessionárias apresentaram pedidos para a produção de 2.292 ônibus elétricos. A previsão atualizada considera a capacidade produtiva do mercado em atender a demanda existente. A meta da gestão é que 20% da frota seja composta por ônibus elétricos até o fim de 2024.

Para garantir a frota em operação sem prejuízo ao transporte dos passageiros, foi permitido que os ônibus possam circular por mais seis meses, após a data prevista para serem baixados. Durante esse período, as vistorias serão mais frequentes nesses veículos

A administração municipal ainda relaciona as vantagens de ônibus elétricos para o meio ambiente e diz que os únicos 19 coletivos com baterias que estão operando já contam com mudanças específicas nos contratos originais da empresa que, no caso, é a Transwolff, que opera na zona Sul da cidade.

O contrato de concessão assinado em 2019 estabelecia que este termo aditivo seria firmado para permitir a inclusão dos veículos movidos a energia elétrica para operação na cidade. Os 19 veículos que operam hoje já foram objeto de termo aditivo específico.

O termo aditivo autorizado define as regras econômicas para a inclusão dos veículos elétricos, contemplando todas as possibilidades de financiamento dos veículos, com ou sem subvenção por parte do poder público.

Desde outubro de 2022, não é mais permitida a compra de veículos movidos a diesel no sistema de transporte da Cidade. A prioridade da gestão municipal é o cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas e do Programa de Metas da Prefeitura 2021-2024.

Cada veículo movido com tração elétrica deixa de emitir anualmente, em média: 0,24 toneladas de NOx (óxidos de nitrogênio); 0,002 toneladas de MP (material particulado); 106 toneladas de CO2 (dióxido de carbono).

Dezenas de ônibus elétricos da nova geração já estão com algumas empresas nas garagens, entre elas Transwolff (zona Sul) e Ambiental (zona Leste), mas ainda não operam com passageiros. Havia dúvidas sobre esta remuneração e também sobre a infraestrutura de recarga das baterias.

Enquanto isso, o Diário do Transporte revelou que, apesar de desde 17 de outubro de 2022 estar proibida a compra de ônibus a diesel, diversas unidades com esta forma de tração ainda serão colocadas para operar. Estes veículos poderão circular até 2033, dada a vida útil permitida.

Vão entrar no sistema de linhas da cidade de São Paulo, entre os novos ônibus a diesel, cuja compra foi proibida em outubro de 2022, modelos que só começaram a ser produzidos em linha no Brasil em janeiro de 2023, do padrão Euro 6.

Entre estas empresas estão Sambaíba (zona Norte) e MobiBrasil (zona Sul)

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/09/07/eletrificacao-parcial-mesmo-com-proibicao-de-compras-de-onibus-a-diesel-cidade-de-sao-paulo-ainda-vai-receber-veiculos-grandes-deste-tipo/

CORREDORES:

Como mostrou o Diário do Transporte, em 05 de novembro de 2021, durante anúncio de parceria do Estado de São Paulo e da Prefeitura em investimentos em mobilidade, o prefeito Ricardo Nunes e o então governador João Doria disseram que os novos corredores de ônibus da cidade serão servidos apenas por modelos elétricos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/06/ouca-novos-corredores-de-onibus-de-sao-paulo-serao-operados-com-onibus-eletricos-diz-doria/

O Plano de Mobilidade Urbana da Cidade prevê 27 obras que totalizam mais de R$ 5,5 bilhões, entre a implantação de 11 novos corredores de ônibus, o que representa mais de 95 km de novas vias, 30 km de requalificação de corredores já existentes, além da construção de quatro novos terminais.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/05/prefeitura-de-sao-paulo-anuncia-brts-e-corredores-de-onibus-dentro-de-pacote-de-mobilidade-que-soma-r-55-bilhoes/

CENÁRIO DA INDÚSTRIA (nacional e internacional):

Apesar de os veículos elétricos também serem impactados pela falta de insumos e equipamentos, como também ocorre com automóveis a combustão, a demanda pelos modelos não poluentes tem aumentado.

No Brasil, já existem opções de produtos em plena atividade, algumas que apresentarão modelos e outras que estão se estabelecendo (por ordem alfabética):

BYD: Indústria de origem chinesa, com planta em Campinas (SP), que fabrica ônibus elétricos de diversos portes: micros, padrons e articulados, além de rodoviários, produzindo as baterias, tecnologia e chassis. Está entre as maiores produtoras mundiais na área de mobilidade elétrica e produz também no Brasil placas de energia solar. Existem diversas cidades que operam com ônibus BYD no Brasil, inclusive São Paulo. Em agosto de 2023, no Congresso da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), juntamente com a Marcopolo, a BYD apresentou o Torino elétrico de piso alto, configuração que é usada na maior parte das cidades brasileiras que não adotam piso baixo.

CaetanoBus: A empresa portuguesa CaetanoBus trouxe para testes no sistema de transportes da cidade de São Paulo o chassi e.CC 100 C5845 E.E, 100% elétrico. O modelo recebeu carroceria Caio, de produção brasileira. O e.CC 100 pode ser receber carrocerias de comprimento mínimo de 9.5 metros e máximo de 12.7metros.

Eletra: Indústria 100% nacional, do Grupo ABC/Next Mobilidade, com planta em São Bernardo do Campo (SP). A empresa foi inaugurada oficialmente no dia 22 de agosto de 2000. Faz toda a integração e tecnologia para ônibus elétricos à bateria, trólebus, híbridos (motores elétricos e à combustão no mesmo veículo), Dual Bus (mais de um tipo de tração elétrica em mesmo ônibus, por exemplo: trólebus+baterias ou baterias+híbridos). Não produz os chassis e baterias. O BRT-ABC, entre São Bernardo do Campo e São Paulo, é uma concessão à Next Mobilidade terá ônibus 100% elétricos de 22 metros cada com tecnologia Eletra, chassis Mercedes-Benz e carroceria Caio. A Eletra anunciou em2022 cinco tipos de ônibus elétricos para carrocerias com 10 m, 12,5 m, 12, 8 m ,15 m e 21,5 m. Ainda em 2022, para o BRT-ABC, a Eletra anunciou também o E-Troll, um veículo de 21,5 metros, com chassi Mercedes-Benz, que em parte do trajeto vai operar como trolébus e em outra parte, como ônibus elétrico a bateria. De acordo com presidente da Eletra, Milena Braga Romano, o corredor terá trechos com rede aérea como a dos trolébus. Enquanto estiver operando nesses trechos, o veículo carrega as baterias. Nos trechos sem a rede aérea, o funcionamento é com o banco de baterias já carregado. Em 31 de julho de 2023, a Eletra deu detalhes ao Diário do Transporte sobre ônibus midi (micrão) de 10 metros de comprimento (9.955 mm), com tração elétrica. O veículo é indicado para linhas alimentadoras de subsistemas locais de médio ou baixo carregamento passageiros que se integram com ônibus de maior capacidade de linhas estruturais ou troncais ou com redes de trilhos, em especial metrô e trem.

O chassi usa a base do Mercedes-Benz OF 1721L, com suspensão a ar e piso alto.

O modelo foi escolhido porque, segundo a empresa, a maior parte das linhas alimentadoras e locais é prestada em locais de tráfego mais severo, o que dificultaria a escolha de um modelo de piso baixo, como são as versões oferecidas pela fabricante para os veículos padrons com 12 metros de comprimento em diante, incluindo os de três eixos e os articulados.

O segmento de ônibus menores com tração elétrica é um dos que possuem menor oferta de coletivos deste tipo, tanto é que ao proibir a compra pelas empresas de ônibus da capital paulista a partir de 17 de outubro de 2022 de veículos a diesel, a gerenciadora do sistema SPTrans (São Paulo Transporte), deixou de fora da proibição os micro-ônibus e micrões (mídis) por, até então, haver poucas opções no mercado.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/07/31/conheca-em-video-como-e-por-dentro-o-eletra-micrao-de-10-m-eletrico-para-linhas-alimentadoras/

Segundo a diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira, entre as vantagens é que não haverá necessidade de carregamento dos ônibus nas garagens, dispensando as caras estruturas de recarga.

Higer: Empresa de origem chinesa que apresentou um modelo elétrico de ônibus padron em novembro de 2022 na capital paulista. O modelo de 12 metros de comprimento está sendo testado e passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiros, Curitiba e São José dos Campos. Diz que trará ao Brasil também vans, ônibus articulados elétricos. Apresentou também um ônibus de fretamento com baterias. Os modelos são monoblocos (chassi, motores e carroceria formando um bloco só).

Marcopolo: Tradicional fabricante de carrocerias de Caxias do Sul (RS), testou em parceria com a empresa Suzantur, operadora de transportes de Santo André (SP), um ônibus 100% elétrico, projeto integral da Marcopolo. O modelo é padron com piso baixo. O veículo circulou sem passageiros entre o Terminal Vila Luzita (bairro populoso de Santo André) e o terminal principal da cidade no centro (Terminal Santo André Oeste). Já homologado, o modelo está sendo comercializado.

Mercedes-Benz: A gigante alemã lançou em 25 de agosto de 2021 o chassi de ônibus elétricos eO500U, de piso baixo, para carrocerias de até 13,2 metros, justamente os padrões de São Paulo. O modelo será produzido em São Bernardo do Campo (SP) e em 2023 já serão vistas as primeiras unidades. A capital paulista é o maior mercado previsto, mas outras cidades devem ter o modelo.  A empresa planeja lançar em breve ônibus articulados e superarticulados.

Volvo: A gigante sueca produz em Curitiba (PR) um modelo de ônibus elétrico híbrido. O ônibus tem um motor a combustão, que gera energia, e o elétrico que atua na maior parte da tração. A tecnologia é híbrida paralela, quando o ônibus está parado, freia e até 20 km/h a atuação é do motor elétrico. A partir de 20 km/h, entra em operação o motor a combustão. Há unidades em circulação em Curitiba, Foz do Iguaçu e Santo André (Suzantur), por exemplo. Em agosto de 2022, a Volvo apresentou seu primeiro chassi de ônibus totalmente elétrico para exibição no Brasil, o BZL. Com zero emissões, o Volvo BZL pode ser equipado com 3 a 5 baterias de lítio níquel cobalto óxido de alumínio (NCA) de 94kWh cada, dependendo da aplicação a que for destinado. Em primeira mão para o Diário do Transporte, em 16 de fevereiro de 2023, o diretor operações de ônibus na América Latina montadora, André Marques, disse que o modelo 100% elétrico da marca será testado na capital paulista no segundo semestre. O modelo de chassi será o BZL, chassis elétricos para veículos de até 13,2 metros de comprimento.

Scania: Não descarta a produção própria de elétricos, mas investe na tecnologia de ônibus a gás natural e biometano. Em 2023, foram intensificados testes pela Eletra Industrial de sua tecnologia para ônibus elétrico num chassi Scania de três eixos para carrocerias de até 15 metros de comprimento.

Volkswagen: Em 2018, a Volkswagen apresentou um modelo de médio porte elétrico, o e-Flex com um sistema pode aliar diferentes formas de recarga e abastecimento para ônibus elétricos. Um pequeno motor à combustão gera energia para o elétrico, sendo um propulsor 1.4 turbinado flex de 150 cv de potência. Em novembro de 2018, a montadora prometeu que o modelo já estaria nas ruas em seis meses, o que não aconteceu. Um ano antes, em 2017, a Volkswagen anunciou que a partir do chassi do caminhão 100% elétrico e-Delivery, desenvolveria um micro-ônibus de 11 toneladas elétrico, o que ainda não se concretizou.

Iveco: Em agosto de 2022, a Iveco apresentou um modelo a gás natural/biometano, o 17.210G, para carrocerias de até 12 metros. O ônibus possui seis cilindros a gás, 80 litros cada um, que oferece autonomia de 250 quilômetros. Foi mostrado, mas não para o mercado nacional, apenas como conceito, ônibus elétrico Iveco E WAY, de 20 toneladas.

O modelo, é um monobloco de 12 metros, piso baixo total, com oito packs de bateria. A autonomia é de 300 quilômetros, aproximadamente.

O elétrico não será comercializado, inicialmente, no Brasil e a Iveco pretende oferecer para o mercado brasileiro chassi elétrico para encarroçamento de fabricantes locais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Ádamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Arthur Ferrari

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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