Quinze ônibus elétricos da Transwolff começam a operar nesta terça-feira, 19

Publicado em: 19 de novembro de 2019

Veículos farão a linha 6030 Terminal Santo Amaro-Unisa Campus 1

ADAMO BAZANI / ALEXANDRE PELEGI

Entram em operação nesta terça-feira, 19 de novembro de 2019, os 15 ônibus 100% elétricos da empresa Transwolff.

Os veículos serão apresentados pelo prefeito Bruno Covas, e já após a cerimônia começam a operar na linha 6030 Unisa Campus 1 até Terminal Sato Amaro.

Os ônibus não emitem nenhum tipo de poluição durante a operação e também possuem nível de ruído muito baixo.

A autonomia varia entre 250 e 300 quilômetros.

A frota é composta por 3 veículos com carroceria Marcopolo e 12 com carroceria Caio.

Os ônibus já servem para atender as metas de redução da cidade de São Paulo.

Como mostrou o Diário do Transporte hoje, a Transwolff poderá incluir mais 3 ônibus elétricos na operação da empresa, além dos 15 já autorizados. A decisão consta do aditamento contratual assinado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte. Relembre: Aditamento contratual abre espaço para inclusão de mais 3 ônibus elétricos na frota da Transwolff

BYD

A cidade de São Paulo se tornou a cidade com a maior frota de ônibus 100% elétricos do país”. Com essa frase, a BYD, gigante chinesa detentora da tecnologia de eletromobilidade, descreveu a entrega oficial dos 15 ônibus com chassis BYD D9W, montados em carrocerias Caio e Marcopolo e operados pela concessionária Transwolff.

Segundo comunicado da empresa, a Transwolff foi habilitada para o projeto piloto por meio de processo realizado pela SPTrans, responsável pela gestão do sistema de transporte público por ônibus em São Paulo, que levou em conta menor custo para disponibilização da energia elétrica no local de abastecimento, o percurso, a quilometragem diária por veículo, o número de passageiros transportados, a frota, a distância entre a garagem e o ramal elétrico.

OS ÔNIBUS

Os ônibus elétricos BYD D9W tem custo operacional 70% menor que um ônibus a diesel convencional, segundo a empresa chinesa. “Na comparação com o diesel, o gasto com o abastecimento elétrico chega a ser equivalente 25% do que a de um veículo a diesel. Além disso, o número reduzido de peças em um veículo 100% elétrico reduz drasticamente a necessidade de manutenção, proporcionando maior disponibilidade do veículo em comparação ao convencional à combustão”, destaca o comunicado.

Os ônibus entregues hoje têm capacidade para transportar 29 pessoas sentadas e 51 em pé, incluindo espaço para cadeirante.

Movidos a bateria de ferro-lítio, adotada pela BYD, esta é a única que, em contato com o oxigênio, não explode e não pega fogo. Outra vantagem da bateria de ferro-lítio é que ela será usada 15 anos nos ônibus e depois ainda poderá ser utilizada em sistemas de armazenamento de energia. O descarte é outro diferencial, pois este tipo de bateria não possui metais pesados em sua composição, garante a BYD.

Todos os veículos seguem as especificações estabelecidas pela SPTrans: têm ar condicionado, possuem Wi-Fi, tomadas USB e são do tipo piso baixo, o que facilita o embarque e desembarque.

Os ônibus possuem também monitoramento por câmeras e itinerários eletrônicos em Led.

Além disso, os veículos são totalmente acessíveis, por meio de rampas, o que facilita o embarque e desembarque do cadeirante.

Pode-se ainda destacar o silêncio interno e externo que vai proporcionar bem-estar aos passageiros e à população em geral, que sentirá o impacto da redução na poluição sonora. O conforto para o motorista também é um diferencial, já que os ônibus contam com um sistema de coluna de direção regulável, o que os torna mais ergonômicos, reduzindo  o afastamento por LER/DORT.

Chassis BYD D9W

O Chassis BYD D9W é utilizado para aplicação em carrocerias com até 13,2 metros de comprimento. Os dois motores BYD-2912TZ-XY-A, de 150 KW, juntos equivalem a 402 cavalos de potência e estão integrados às rodas do eixo traseiro, contando com um módulo de controle eletrônico de tração. A estrutura é constituída por materiais de alta resistência a torção e a flexão.

Os freios a disco regenerativos com sistema ABS nas rodas dianteiras e traseiras, proporcionam maior segurança e autonomia ao veículo. A energia cinética dá ao veículo a capacidade de reverter a energia nos momentos de frenagem, permitindo a realimentação dos sistemas de baterias. A suspensão pneumática integral proporciona conforto aos passageiros e ao motorista e o sistema de rebaixamento bilateral (ECAS) permite o ajoelhamento da suspensão, aumentando a comodidade e a segurança para embarque e desembarque dos passageiros. Também é possível elevar a altura da carroceria para transpor alguns obstáculos das vias públicas, através do sistema pneumático de suspensão.

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Dois tipos de ônibus não poluentes

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. B.Neto disse:

    Só aplausos , grandes iniciativas faz cidades como São Paulo mais imanas
    Parabéns à prefeitura, parabéns às empresas que aderiram e investiram, especialmente à TRANSWOLFF 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

  2. Rodrigo Zika! disse:

    E bacana mais e aquelas, e uma linha que pouquíssimas pessoas poderão andar neles e sentir a diferença, a maioria ainda da cidade não ira desfrutar dessa tecnologia infelizmente, por culpa como sempre da prefeitura que não obriga uma frota mínima pra cada empresa de sua área.

    1. Tony Hongaro disse:

      Não é tão fácil como parece. A TransWolf é vizinha de muro de uma subestação elétrica, o que facilita e muito e reduz o custo. Acredito que a maioria das garagens não tem uma subestação elétrica por perto. Não é aconselhável carregar todos esses ônibus ao mesmo tempo puxando da rede de média tensão da rua.

  3. Mentirooosa essa BYD falar que a cidade de SP tem 100% de onibus elétrico??

    1. Zé Tros disse:

      “A cidade de São Paulo se tornou a cidade com a maior frota de ônibus 100% elétricos do país”. Em nenhum momento ela disse que a cidade de São Paulo tem 100% de ônibus elétrico. O 100% a que ela se refere é a porcentagem de eletrificação do veículo e não à porcentagem de veículos elétricos na cidade.

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