Bombardier reconhece erro de projeto nos trens do monotrilho, diz Baldy

Publicado em: 22 de abril de 2020

Monotrilho está com as operações paralisadas há quase dois meses. Foto: Divulgação.

Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo está sem funcionar há quase dois meses

WILLIAN MOREIRA

A Bombardier reconheceu que o monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo tem um erro de projeto nos trens quanto à possibilidade de suportar a demanda.

A informação foi passada pelo Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, durante entrevista na manhã desta quarta-feira, 22 de abril de 2020, para a Rádio Bandeirantes.

Ao ser questionado sobre a demora para retomar a operação do monotrilho, Baldy disse que a linha já pode voltar a funcionar parcialmente. Entretanto, com as medidas de contingenciamento social e afastamento de funcionários do Metrô causados pelo coronavírus, esta ação foi adiada, conforme já noticiado pelo Diário do Transporte.

Relembre: Governo diz que monotrilho da Linha 15-Prata está pronto para voltar a funcionar parcialmente

O secretário explicou também que a Bombardier, fabricante dos trens, já emitiu um relatório preliminar das causas do estouro de um pneu que provocou a interrupção de toda a linha.

Relembre: Estouro de pneus do monotrilho foi real motivo de paralisação da linha 15-Prata no fim de semana, diz sindicato

No documento, a empresa constatou uma falha de projeto no sistema de rodas dos trens, não preparados para a demanda crescente de passageiros, que só em dezembro de 2019, atingiu a marca de 130 mil pessoas transportadas por dia.

Além disso, também foram encontrados 195 pontos na via que precisaram sofrer intervenções. Por isso, foi necessária a troca de peças que compõem o jogo de rodas dos 27 trens da linha, reconhecendo que o projeto não estava “adequado”.

“Foi necessário fazer a troca de parte de peças do jogo de rodas que não suportaram o volume de passageiros neste sentido. Portanto houve sim o reconhecimento que o projeto não estava adequado”, explicou Alexandre Baldy.

O monotrilho está com as operações paralisadas há quase dois meses. Um jogo de pneus da composição M20 estourou no dia 27 de fevereiro de 2020, uma quinta-feira.

O Metrô paralisou a linha no fim de semana e “a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”, suspendendo assim as operações por tempo indeterminado.

HISTÓRICO DE PROBLEMAS DO MONOTRILHO

(ADAMO BAZANI)

O monotrilho da linha 15-Prata coleciona uma série de problemas, além do atraso na conclusão das obras, que deveriam ter sido entregues em 2014, ainda para a Copa do Mundo.

27 de fevereiro de 2020: Um jogo de pneus da composição M20 estourou no dia 27 de fevereiro de 2020, uma quinta-feira. O Metrô paralisou a linha no fim de semana e“a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”, suspendendo assim as operações por tempo indeterminado. O Metrô disse que cobrou da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo.

A Bombardier disse, por sua vez, que recomendou a paralisação de toda a linha por excesso de cautela para as análises.  Ônibus atenderam aos passageiros do monotrilho.

No dia 03 de março de 2020, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, em entrevista coletiva, reiterou que sempre se mostrou contrário à escolha de monotrilho para São Paulo. A entidade trabalhista disse que estuda acionar juridicamente os responsáveis pela implantação do monotrilho no sistema.

“O monotrilho é uma aventura mal planejada para esta demanda. Além da escolha do modal, não concordamos com o modelo de licitação do Metrô. O Estado compra produtos e não tecnologia. Não se pode fazer nada. Até para apurar um problema como este do estouro do pneu, não dá nem pra investigar de forma autônoma. Sempre tem de depender do fornecedor”, disse o coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo.

Também diretor do sindicato, Altino dos Prazeres afirmou que umas das recomendações da entidade é que, mesmo com impactos para os passageiros, por segurança, a velocidade das composições na operação comercial deve ser reduzida.

“Essa ligação tinha de ser metrô, sempre defendemos isso. Mas agora não tem como demolir as vigas, é necessário respeitar as limitações do monotrilho. Não pode circular com alto carregamento e velocidade nas condições atuais. Não temos garantia que todos os problemas da linha 15 serão sanados“, disse.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/03/03/sindicato-dos-metroviarios-estuda-processar-responsaveis-por-implantacao-de-monotrilho/

A reportagem também mostrou que nesta quarta-feira, 04 de março de 2020, um grupo de deputados entrou com um requerimento na Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para que seja aberta uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito com o objetivo de apurar se realmente o monotrilho para a demanda e extensão da linha 15 é um meio de transporte seguro e os motivos de ocorrerem sucessivas falhas no sistema.

“Em 2020, a Linha 15-Prata lidera o ranking de problemas. Em 28 dias de operação em janeiro, ela teve operação normal em somente 76,4% do tempo, ou seja, a cada quatro horas de funcionamento, uma foi atípica.” – diz parte do requerimento.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/03/05/cpi-do-monotrilho-e-pedida-por-deputados-modal-fara-testes-amanha-sem-previsao-de-retorno/

O secretário dos Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy disse no dia 06 de março de 2020 que o consórcio que implantou e forneceu os trens de baixa/média capacidade do monotrilho vai ser responsabilizado e terá de ressarcir o Estado pelos custos com a Operação PAESE – Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência, pela mobilização de técnicos próprios e pelos lucros cessantes, ou seja, o que a linha 15-Prata deixou de arrecadar por causa do monotrilho parado, o que é previsto em lei.

O consórcio CEML é formado pela fabricante de trens e tecnologia Bombardier e as construtoras Queiroz Galvão e OAS.

O prejuízo estimado foi de R$ 1 milhão por dia parado.

Baldy também anunciou a ida de representantes do Governo do Estado de São Paulo para Brasília recomendar a órgãos federais o impedimento das participantes do consórcio de participar de contratos com o poder público.

O monotrilho da linha 15-Prata, na zona Leste, não voltou a operar, mesmo que parcialmente, no início da manhã da segunda-feira, 23 de março de 2020, conforme prometido pela Companhia do Metrô.

Os passageiros do monotrilho continuaram contanto com ônibus para fazer os deslocamentos entre Vila Prudente e São Mateus.

Na sexta-feira anterior, o Metrô de São Paulo havia respondido ao Diário do Transporte que domingo daria uma definição sobre o funcionamento parcial da ligação.

A resposta foi a um questionamento feito pela reportagem sobre planos de contingência do Metrô sobre o novo coronavírus.

Diário do Transporte questionou a informação que recebeu que como ação imediata, este plano prevê a manutenção da Operação PAESE (ônibus gratuitos) para a linha 15 de monotrilho. Outras medidas imediatas seriam adequação da frota das linhas 1,2 e 3 de acordo com a demanda; cancelamento das férias do pessoal de segurança até o fim de abril de 2020 e utilização da segurança patrimonial como apoio às operações das estações.

Ainda de acordo com a informação recebida pelo Diário do Transporte, se houver redução de 30% no número de funcionários, haverá mudanças operacionais, como fechamento de acessos em estações como Barra Funda e Luz. Já havendo redução de 40% na força de trabalho, as operações só ocorreriam das 6h às 22h.

O Metrô e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos responderam na sexta-feira apenas sobre a provável definição no domingo sobre como seria a operação da linha 15, o que não ocorreu.

1º de janeiro de 2020: Um problema em equipamento de via nas proximidades da Estação São Lucas causou transtornos para os passageiros por, pelo menos, cinco dias consecutivos. O Metrô explicou que o problema foi ocasionado pelo “desgaste natural” de parafusos perto de um equipamento de mudança de via na região da Estação São Lucas .A estação foi inaugurada em 6 de abril de 2018. Em nota, a Companhia de Metrô disse que os parafusos precisaram ser trocados e que pela fixação ser em concreto, seria necessário aguardar.

15 de maio de 2019: A composição M 11 do monotrilho da linha 15-Prata, da zona Leste, se deslocou de uma viga no pátio Oratório no início das operações. O incidente de descarrilamento ocorreu num equipamento de mudança de via. Ninguém se feriu.

29 de janeiro de 2019: No final da noite de 29 de janeiro de 2019, duas composições, M22 e M23, bateram na região da estação Jardim Planalto, na zona leste da capital paulista. Ninguém se feriu gravemente. A estação não recebia passageiros ainda. Um laudo do Metrô, divulgado em 05 de fevereiro de 2019, trouxe a conclusão de que “não houve qualquer falha do sistema de sinalização e sim erro humano” .

Mas o resultado foi contestado pelo Sindicato dos Metroviários que sustenta que há uma lacuna no sistema que controla os trens do monotrilho.

Segundo a entidade sindical, o sistema de controle da Linha 15-Prata não permite que um trem identifique o outro quando um deles está desligado. “Ao se desligar o trem, ele desaparece para o sistema” – sustentou o sindicato.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/02/07/sindicato-dos-metroviarios-diz-que-acidente-com-monotrilho-foi-causado-por-ausencia-de-sistema-de-comunicacao/

Também no dia 29, uma peça do sistema elétrico do monotrilho da Linha 15-Prata se soltou da via no trecho entre as estações São Lucas e Vila União, mas por haver grades que retém quedas de objetos, a avenida professor Luís Inácio de Anhaia Melo, que passa embaixo, não foi atingida.

https://diariodotransporte.com.br/2019/01/29/metro-confirma-que-peca-de-sistema-eletrico-de-monotrilho-se-soltou-mas-diz-que-linha-15-possui-telas-que-evitam-queda-de-objetos-na-rua/

10 de outubro de 2016: No dia 10 de outubro de 2016, uma composição do monotrilho, que trafega em vias elevadas com cerca de 15 metros de altura, partiu da estação Oratório com as portas abertas, conforme mostram as imagens do circuito do Metrô:

Especialistas criticam modelo de monotrilho para São Paulo e cidades vizinhas

Segundo os técnicos e acadêmicos consultados pela reportagem do Diário do Transporte, linhas como 15-Prata (São Mateus/Vila Prudente) e 17-Ouro (Congonhas/Morumbi) deveriam ser atendidas por um modal de alta capacidade, como metrô e trens e não por um meio de média capacidade, como monotrilho.

A linha 18-Bronze (São Bernardo do Campo/Tamanduateí) vai ser substituída por um sistema chamado BRT – Bus Rapid Transit, que consiste em corredores de ônibus com mais capacidade e velocidade maior que os corredores de ônibus comuns, mas com atendimento menor que de um metrô.

As promessas de que as linhas de monotrilho deveriam ser bem mais baratas que do Metrô e de implantação mais rápida não se concretizaram. Todas as linhas deveriam estar funcionando desde 2014, pelo menos, e com preço bem inferior ao Metrô, mas somente a linha 15-Prata opera e constantemente tem registrado falhas graves que comprometem a operação e a rotina dos passageiros. O custo de implantação vai superar R$ 5 bilhões.

Desde o final de semana, mais uma vez os passageiros do monotrilho só contam com ônibus como transporte coletivo porque o monotrilho não funciona.

O problema agora é com os pneus dos trens.

Diferentemente dos trens de alta capacidade do Metrô e da CPTM, que têm rodas de ferro, os trens de média capacidade do monotrilho têm pneus.

Como mostrou o Diário do Transporte, o estouro do pneu do trem M20, quando saía da estação Jardim Planalto, por volta de 6h30 de 27 de fevereiro, colocou em alerta o Metrô e a empresa Bombardier, que suspenderam as operações de 23 composições.

O consultou de transporte, Peter Alouche, disse que monotrilho é sujeito a este tipo de problema e que alertava para as limitações do modal.

“Já alertava para este tipo de problema desde o início da escolha. Registrei meu descontentamento através de muitos artigos técnicos. A possibilidade de estouro de pneus é real neste meio de transporte” – disse o especialista Peter Alouche, que participou ativamente da implantação do Metrô de São Paulo

Já nos anos 1960, o monotrilho tinha sido descartado para a capital e cidades vizinhas.

Em 1966, o então prefeito de São Paulo, Faria Lima, criou o Grupo Executivo Metropolitano – GEM que antecedeu a fundação da Companhia do Metropolitano. Segundo nota na área de Governança Corporativa no site do Metrô, esse grupo contratou um consórcio de duas empresas alemãs (Hochtief e Deconsult), que se fundiu com a brasileira Montreal, formando uma nova empresa, a HMD.

Foi a HMD que realizou a primeira “Pesquisa Origem e Destino”, em 1967, por meio da qual foram projetadas as linhas básicas do Metrô para a cidade de São Paulo, elaborados os primeiros estudos econômicos e o pré-projeto de engenharia, segundo a explicação no site do Metrô.

Assim, o consórcio internacional projetou demandas, que agora se realizaram, para as quais o monotrilho não tem capacidade de atender.

Segundo o arquiteto e urbanista, consultor de transporte, Flaminio Fichmann, em conversa com o Diário do Transporte nesta segunda-feira, 02 de março de 2020, a linha 15-Prata paga por ser laboratório de um monotrilho que a fabricante não possuía.

“Investimos na tecnologia da Bombardier, empresa canadense, que não tinha o “produto” para implantar e atender a demanda da Linha 15 do monotrilho. Ou seja, estamos pagando o desenvolvimento de um novo tipo de monotrilho para uma empresa estrangeira, que está falhando na operação e colocando as pessoas em risco. Hoje podemos afirmar com segurança que eles não cumprirão as especificações do projeto para atender a demanda prevista.”

Fichmann também cita problemas na linha 17-Ouro, que ainda está em construção, em relação a fabricante de trem.

“A Linha 17 Ouro não concluiu o primeiro trecho e não entrou em operação porque a Scomi, outra empresa estrangeira, faliu e não existe previsão para a implantação da linha até o Morumbi, prometida para o início da Copa em 2014. Já gastamos bilhões de reais de modo irresponsável com essa tecnologia.” – disse

Após o rompimento do contrato com o antigo consórcio, o Metrô abriu um novo processo de licitação para o fornecimento de trens de média capacidade e equipamentos e habilitou a chinesa BYD  (Consórcio BYD SKYRAIL São Paulo, formado pelas chinesas BYD do Brasil Ltda; BYD Auto Industry Company Limited e BYD Signal & Communication Company Limited.) para a linha 17, muito embora, o Consórcio Signalling, composto por duas empresas nacionais – Ttrans e Bom Sinal – e uma empresa suíça, a Molinari, tenha oferecido o menor preço.

Na decisão que é alvo de recurso, o Metrô entendeu que o Consórcio Signalling não atendeu o critério de “Patrimônio Líquido”.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/02/01/metro-habilita-chinesa-byd-para-fornecer-trens-do-monotrilho-da-linha-17/

Mesmo sem fazer uma defesa do BRT, o arquiteto e urbanista, consultor de transporte, Flaminio Fichmann, diz que foi uma boa decisão do Governo do Estado em descartar o monotrilho para a ligação entre o ABC Paulista e a capital na linha 18.

“Muitos irresponsáveis e mentirosos os que estavam apresentando o Monotrilho do ABC como Metrô, tentando enganar a população. Felizmente esse processo foi sepultado e o ABC poderá se abrir para soluções de transporte mais eficientes, seguras e confiáveis.” – completou Flaminio.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo foi a primeira entidade a divulgar que a interrupção do funcionamento do monotrilho ocorreu por causa de estouro em pneu.

O coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, explicou ao Diário do Transporte que a entidade sustenta que monotrilho é um meio de transporte de média capacidade, para trajetos curtos, limitado, com características de estrutura e operação sem domínio brasileiro e mais sujeito a falhas crônicas.

“Isso já confirma as opiniões que o sindicato vem expondo desde o início da inauguração desse sistema. O sistema de monotrilho é inseguro, tem muitas falhas e, na realidade, fizeram os trabalhadores e usuários de cobaias num sistema que não deveria ser este, mas metrô para garantir um transporte de alta capacidade” – disse

Os especialistas ainda foram unânimes em defender que a prioridade dos investimentos deve ser a ferrovia de alta capacidade conjugada com uma rede de alimentação por ônibus qualificada, formado por BRTs, corredores comuns e faixas, de acordo com a demanda e as condições de infraestrutura de cada região.

Em nota oficial emitida neste domingo sobre o problema de estouro de pneu, a empresa Bombardier diz que técnicos do Canadá foram enviados para o Brasil com o objetivo de verificar o problema e que quer “tranquilizar os passageiros de que os trens do monotrilho do Metrô de São Paulo têm transportado passageiros com segurança e confiabilidade desde que o sistema foi inaugurado em 2014.”

A empresa ainda pediu “desculpas pelo inconveniente necessário.”, ou seja, a retirada de 23 trens de circulação para a análise.

INTERRUPÇÃO DA LINHA 15-PRATA NÃO ERA TESTE DE CONTROLE DE TRENS

Inicialmente, o Metrô dizia que a suspensão da operação se deu por causa de “testes do sistema de controle de trens”, mas o verdadeiro motivo da paralisação da linha 15-Prata, trazido à tona pelo Diário do Transporte e pelo Sindicato dos Metroviários foi o problema com os pneus dos trens.

Segundo o Metrô, ao longo dos testes realizados na linha no fim de semana, foi constatada “a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”

O Metrô relatou ainda que partes dos pneus chamadas “Run Flat” estão causando essa alteração. Esses dispositivos ficam nas rodas e garantem a movimentação do trem em casos de anormalidades, como pneus furados ou murchos.

A estatal disse, por meio de nota, que cobrou da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Ricardo disse:

    Os erros da Bombardier são inacreditáveis para uma empresa do porte dela o que revela provavelmente excesso de desespero e fome por dinheiro, porém o Sindicato dos Metroviários está sendo extremamente oportunista, manipulador, cego ao ignorar problemas semelhantes em sistemas tradicionais pelo mundo e contra inovações que são praticamente um principio dentro de toda sociedade, além do mais naquelas que almejam se desenvolver um dia.

    Não havia como implantar uma linha de metrô tradicional até Cidade Tiradentes, tão pouco até São Mateus, ou era monotrilho ou então todos seguiam no inferno do busão. Por mais que o monotrilho esteja saindo mais caro que o previsto, ainda sairá muito mais barato do que uma linha tradicional.

  2. Leonardo disse:

    O sindicato está errado em apontar o que a própria Bombardier reconheceu? Que esse projeto não conseguiria suportar a capacidade? Quando foi proposto o projeto do monotrilho os objetivos eram ter menor custo e menor tempo de execução, os dois furados. Inovações são sempre bem-vindas, mas o monotrilho se mostrou um erro desde o começo. Poderia sim ser metrô pesado, usando via elevada tal qual o próprio monotrilho.

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    PREVISIVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Reconhecer o erro NÃO BASTA, afinal isso todos já sabiam.

    A pergunta é;

    Quanto em US$ e quando será ressarcido aos cofres públicos em detrimento dessa constatação??

    “Além disso, também foram encontrados 195 pontos na via que precisaram sofrer intervenções.”

    Lembrando que uma dessas o Paulo Gil já tinha detectado na primeira viagem que fez.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    PREVISÍVEL.

    No mínimo todos os envolvidos têm de ser demitidos por justa causa.

    Ou precisa de mais provas de que o AERO BOMBA É UMA BOMBA.

    E tem mais, e daqui pra frente como ficaram os custos??

    Será viável a operação desse AEROBOMBA?

    SAÚDE A TODOS!

    Att,

    Paulo Gil

  4. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Apos toda a PESTILENCIA MALDITA do COVID19 passar … e Fe em Deus que vai !!!! Espero que hajam INVESTIGAÇÕES MUITISSIMO SÉRIAS sobre essa palhaçada de MONOTRILHOS em SAMPACITY! A PESTE DA CORRUPÇÃO E DO DESLUMBRE DO POVÃO SEMPRE ENGANADO… TEM QUE TER TMB! TEM QUE INVESTIGAR SERRA, KASSAB, LULA, DILMA, HADDAD, ALCKMIN, BRUNO COVAS E DORIA E TODAS ESSAS EMPRESAS “GRINGAS” OU NÃO! E MINISTROS E SECRETÁRIOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS E ETC ETC ETC ENVOLVIDOS! Se tivessem continuado com o EXPRESSO TIRADENTES tal como planejado… Ate o Hospital ou o Term. Cidade Tiradentes e com Onibus Articulados e tal…JÁ estaria TUDO PRONTO! Mas…. AGANÂNCIA E AS VAIDADES E O “DESLUMBRE ” DO POVÃO SEMPRE FALAM ALTO!

  5. Ricardo disse:

    Leonardo, você está distorcendo o que o secretário disse. Ele disse que a peça que foi trocada nas rodas é que foi reconhecida como incapaz de suportar a carga que estava levando, não que o modal não irá suportar a demanda. Ao que tudo indica a linha já poderia ter voltado a funcionar normalmente, o problema agora é a situação do Corona Vírus com a perda de funcionários do Metrô na operação das linhas..

  6. Thiago Silva disse:

    A escolha nunca é profissional, técnica, é seletiva e para o agrado e benefícios de terceiros, não se importam com o bem da população se importam com qual benefício eles vão ter.
    Como profissionais, (e digo profissionais não por achar isso mas porque se intitulam assim) constroem um transporte publico que ao final da sua construção não suporta a demanda e para piorar apresenta falhas que podem comprometer a integridade dos passageiros, e a resposta é um pedido de desculpas?
    Investigação sobre TUDO o que aconteceu, incluindo contratos com construtoras e administradoras e acima de tudo uma SOLUÇÃO não um pedido de desculpas, solução para que a população se desloque com segurança e conforto.

  7. Francisco disse:

    Monotrilho dois meses sem falhas e sem atrasos.

  8. Aguiar disse:

    Fato:
    Este sistema de transporte é falho e vai continuar dando problemas enquanto estiver operando, isto se não for condenado a desativação como foi o caso do monotrilho de Poços de Caldas.
    O ideal seria colocar uma base de laje mais larga sobre as vias existentes e implantar trilhos de metro sobre elas, adotando-se o modal metroviário elevado como na linha azul no trecho de Santana. A transformação paralisaria o sistema durante as obras e até poderia ser caro mas resolveria de vez o problema, inclusive da linha 17, outro elefante branco e problemático que temos pela frente.

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