Outra emenda parlamentar propõe mais R$ 85 milhões para o BRT do ABC
Publicado em: 6 de novembro de 2020
Já é segunda dotação sugerida no Orçamento para 2021. Há também uma proposta de R$ 200 milhões
ADAMO BAZANI
Mais uma proposta de emenda parlamentar ao projeto de lei do governador João Doria sobre o Orçamento do Estado para 2021 pretende ampliar os recursos para o projeto e construção do BRT ABC, um sistema que, se for mesmo como anunciado pela gestão, contará com ônibus rápidos de maior capacidade em corredores com estações fechadas de embarque e desembarque. As obras deveriam ter começado no primeiro semestre de 2020, de acordo com as estimativas iniciais.
O BRT foi escolhido, na versão da gestão João Doria, devido aos altos custos de implantação e operação, além da complexidade de obras, de um monotrilho que originalmente foi proposto para fazer a ligação entre São Bernardo Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo. (Veja o histórico abaixo)
Desta vez a proposta de mais recursos é de autoria do deputado Thiago Auricchio e foi publicada oficialmente nesta sexta-feira, 06 de novembro de 2020. O parlamentar pede R$ 85 milhões para o projeto.
Na justificativa, Auricchio diz que o BRT passou a ser prioridade em relação a projetos de mobilidade para o ABC Paulista.
“Uma vez definido pelo Governo Estadual como o modal a ser adotado para melhorar o transporte da região do ABC, o BRT Metropolitano passou a ser prioridade para os moradores. Logo, para que essa prioridade se reverta em ações concretas, o orçamento estadual precisa estipular valor, ainda que inicial, compatível para a elaboração dos projetos básico e executivo, licenciamento ambiental, desapropriação e execução de obras”
Como mostrou o Diário do Transporte, na quinta-feira, 05 de novembro de 2020, foi publicada a proposta de emenda ao projeto de Orçamento de Doria de autoria do deputado Teonilio Barba que sugere R$ 200 milhões para o sistema.
Relembre:
Originalmente, João Doria, de forma simbólica, reservou R$ 10 (dez reais) para o BRT Metropolitano ABC-Paulista, o que gerou críticas na região que há décadas possui apenas duas ligações de transporte público de maior capacidade para a capital: a linha 10-Turquesa da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (Rio Grande da Serra/Brás) e o Corredor Metropolitano ABD de ônibus e trólebus operados pela Metra (São Mateus/Jabaquara e Diadema/Brooklin).
A votação do Orçamento e das emendas precisa ser concluída até o fim de dezembro.
Na mais recente ocasião em que falou sobre o tema, em 01º de outubro de 2020, em agenda pública, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, afirmou que o projeto do BRT do ABC está em andamento, mas diferentemente das vezes anteriores, não arriscou anunciar uma data de apresentação do projeto.
Relembre:
As obras deveriam ter começado no primeiro semestre de 2020, conforme promessa do Governo do Estado de São Paulo aos prefeitos do Consórcio Intermunicipal ABC feita em setembro de 2019.
Em 16 de outubro de 2020, a STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo formalizou a exclusão do da Concessionária do Monotrilho da Linha 18-Bronze S/A (Consórcio VemABC) do convênio para integração entre os diferentes sistemas de transportes da Grande São Paulo.
HISTÓRICO:
O BRT ABC foi escolhido como meio de transporte para substituir um monotrilho (linha 18-Bronze) entre as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e a zona Sudeste da capital da paulista.
Na alegação da gestão estadual, a substituição foi a escolha mais acertada diante do alto custo de implantação da linha 18-Bronze, que poderia se aproximar de R$ 6 bilhões ainda de acordo com cálculos do Governo do Estado, sendo R$ 1 bilhão somente em desapropriações.
A possibilidade de substituição do monotrilho pelo BRT já tinha sido levantada pela primeira vez pelo governador João Doria em março de 2019.
Em julho de 2019, Doria anunciou a troca do monotrilho por um BRT (ônibus rápidos em corredores), que, ainda segundo o anúncio, poderia ficar entre oito e 10 vezes mais barato que o monotrilho e com capacidade de transporte semelhante.
O projeto de BRT deveria ter sido apresentado no fim de 2019 e a promessa era de que as obras fossem iniciadas ainda no primeiro semestre de 2020, mas nada disso ocorreu.
A promessa do Governo do Estado de São Paulo chegou a ser feita aos prefeitos do Consórcio Intermunicipal ABC feita em setembro de 2019.
O trajeto do BRT deve contemplar as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul, São Paulo (até Terminal Sacomã). O monotrilho “pararia” antes, indo até a Estação Tamanduateí.
O Diário do Transporte mostrou que a Secretaria dos Transportes Metropolitanos publicou o Extrato de Extinção de Contrato na edição do Diário Oficial do Estado de São Paulo em 06 de agosto de 2020. Sendo assim, a contratação com o Consórcio Vem ABC, que faria o monotrilho foi extinto formalmente.
Relembre:
Em 16 de outubro de 2020, a STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo formalizou a exclusão do da Concessionária do Monotrilho da Linha 18-Bronze S/A (Consórcio VemABC) do convênio para integração entre os diferentes sistemas de transportes da Grande São Paulo.
Fazem parte do convênio a São Paulo Transporte S.A. (que gerencia os ônibus municipais da capital paulista), Companhia do Metropolitano de São Paulo- Metrô, CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Concessionária da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo (Via Quatro), Concessionária das linhas 5 de metrô e 17 de monotrilho de São Paulo.
No dia 04 de novembro de 2020, o deputado Teonilio Barba apresentou emenda ao projeto de lei 627 do Executivo que fixa o Orçamento para 2021.
Originalmente, João Doria, de forma simbólica tinha reservado R$ 10 (dez reais) para o BRT Metropolitano ABC-Paulista, o que gerou críticas na região que há décadas possui apenas duas ligações de transporte público de maior demanda para a capital: a linha 10-Turquesa da trens da CPTM (Rio Grande da Serra/Brás) e o Corredor Metropolitano ABD de ônibus e trólebus operados pela Metra (São Mateus/Jabaquara e Diadema/Brooklin).
No dia 06 de novembro, foi publicada oficialmente proposta de emenda do deputado Thiago Auricchio que pede R$ 85 milhões para o projeto.
Na justificativa, Auricchio diz que o BRT passou a ser prioridade em relação a projetos de mobilidade para o ABC Paulista.
“Uma vez definido pelo Governo Estadual como o modal a ser adotado para melhorar o transporte da região do ABC, o BRT Metropolitano passou a ser prioridade para os moradores. Logo, para que essa prioridade se reverta em ações concretas, o orçamento estadual precisa estipular valor, ainda que inicial, compatível para a elaboração dos projetos básico e executivo, licenciamento ambiental, desapropriação e execução de obras”
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Comentários