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“Uberização dos trilhos” avança: bilheterias caem 53% e digital já rivaliza com acesso em SP

Enquanto guichês perdem metade do volume, canais digitais crescem e representam 47% dos acessos analisados pela Autopass

O transporte público sobre trilhos de São Paulo está vivendo uma virada na forma como os passageiros acessam o sistema: dados da Autopass, maior empresa de bilhetagem eletrônica para mobilidade da América Latina, mostram que, entre janeiro e abril de 2025, as vendas em bilheterias caíram 53% em uma das principais linhas do sistema, a Linha 1-Azul, enquanto os canais digitais cresceram rapidamente e já se aproximam do volume de acessos físicos.

Os dados analisados mostram que, entre janeiro e abril de 2025, as vendas em guichês recuaram de 1.231.106 para 572.816, uma queda expressiva que contrasta com o avanço dos meios digitais, impulsionados por soluções mais rápidas e integradas ao cotidiano do usuário.

O crescimento dos canais digitais ocorre de forma consistente e acelerada. As validações via WhatsApp registraram altas superiores a 130% no período, passando de 129.364 para 300.465 acessos em poucos meses. Além disso, outros meios vêm ganhando escala. As validações por QR Code somaram 158.997 acessos, enquanto os terminais de autoatendimento (ATMs) registraram 49.674 transações.

Enquanto as bilheterias registraram 572 mil vendas no período, a soma dos canais digitais já alcança mais de 509 mil acessos, reduzindo rapidamente a diferença entre os dois modelos. Hoje, os meios digitais já representam cerca de 47% do total analisado, contra 53% dos guichês, uma inversão que avança mês a mês.

Mudança de comportamento do passageiro

Os dados refletem uma transformação no comportamento do usuário, que passa a priorizar conveniência, rapidez e autonomia. Ao optar por canais digitais, o passageiro evita filas e pode adquirir ou validar sua passagem antes mesmo de chegar à estação.

Na prática, o acesso ao transporte se torna mais distribuído: o usuário pode utilizar QR Code, plataformas digitais, terminais de autoatendimento e soluções integradas de pagamento, incluindo opções instantâneas como Pix. Essa diversidade reduz a dependência do guichê e torna a jornada mais fluida.

“Os dados mostram uma migração clara: enquanto o uso das bilheterias cai rapidamente, os canais digitais crescem em ritmo acelerado. O passageiro busca soluções mais simples, rápidas e confortáveis, e isso está transformando a forma de acessar o transporte público. Ao mesmo tempo, a digitalização traz ganhos importantes de eficiência para as concessionárias e para o poder público, com redução de custos operacionais, menor dependência de estruturas físicas e mais previsibilidade na gestão da demanda”, afirma Bruno Berezin, CEO da Autopass.

A velocidade dessa transformação indica que não se trata de um movimento pontual, mas de uma mudança estrutural. Em poucos meses, o sistema passou de um modelo fortemente concentrado no atendimento físico para um cenário em que o digital já rivaliza diretamente com as bilheterias. “Para os operadores e gestores públicos, isso também significa mais controle e inteligência sobre o sistema, com dados em tempo real que apoiam decisões e melhoram o planejamento das operações”, explica Berezin.

Para suportar essa mudança, a Autopass vem ampliando investimentos em tecnologia e infraestrutura digital, com foco na evolução dos canais de compra, na expansão de soluções baseadas em QR Code e no fortalecimento dos terminais de autoatendimento. A empresa já conta com estrutura preparada para ampliar esses modelos, permitindo que o crescimento dos canais digitais acompanhe a demanda dos passageiros.

Um novo padrão de acesso

“O que fica claro para 2026 é que o transporte se torna cada vez mais digital, integrado aos meios de pagamento do dia a dia, como cartões, celulares e Pix, tornando a experiência mais eficiente para milhões de pessoas e também mais sustentável do ponto de vista operacional para todo o ecossistema de mobilidade”, afirma o executivo.

Embora as bilheterias ainda tenham papel relevante, os dados mostram uma perda acelerada de protagonismo. Nesse cenário, o sistema avança rapidamente para um novo padrão, em que o acesso deixa de depender do guichê e passa a acontecer, cada vez mais, de forma digital, integrada e centrada no usuário.

Sobre a Autopass

A Autopass é a maior empresa de bilhetagem eletrônica para mobilidade da América Latina, responsável por mais de 10 milhões de transações diárias. Com mais de 15 anos de atuação, tem como propósito oferecer mobilidade inteligente para todos, desenvolvendo soluções que facilitam o transporte público em diversas regiões do Brasil, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Belém. A empresa também expandiu sua atuação para incluir serviços financeiros, benefícios em saúde e um programa de recompensas, que ampliam o valor entregue aos clientes para além da mobilidade.

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Comentários

Comentários

  1. kal bonetti disse:

    não é a AUTOPASS que està sendo investigada por concentração nas mãos de grupo familiar, de contratos sem licitações e transparência pra um ganho previsto de 2 e tantos bilhoes, ganhanso R$ 0,11 por passe!?!?!

  2. Luiz disse:

    Esqueceram de mencionar o desemprego que estas tecnologias trazem. Já temos milhares de famílias vivendo nas ruas, deveríamos estar criando empregos de baixa qualificação, mas a sociedade faz justamente o oposto, seduzida pela facilidade da tecnologia.

  3. Celio disse:

    Eu conto?
    A mentirinha de que fecharam quase todos os atendimentos em guichês após as 20:00 horas em praticamente todas as estações privatizadas não me levaria forçadamente a comprar um bilhete digital, até porque sei que em meu trajeto, após as 20:00 horas, a bilheteria não estará aberta para que aumente o lucro do cara que comprou a linha privatizada, contendo funcionários e despesas?
    Vamos lá, pessoal, vamos mostrar os dados de forma mais objetiva, afinal eu não sou tão leigo assim. Demanda reduzida devido a forçar o consumidor a buscar obrigatoriamente novos meios e não por agilidade. Eu pego trem todos os dias e sei o caos que está sendo. Ontem eu fiz 5 baldeações e levei mais de 2 horas e meia no trecho entre Ferraz e Piqueri.
    E não é um dia isolado, é todos os dias, o que dirá no fim de semana, então, que por várias vezes tive que gastar mais de R$ 200,00 em aplicativo para chegar em casa porque a linha X é de uma empresa, a Y de outra, e simplesmente quando se chega na famosa Barra Funda, ou o trem do outro trecho já foi, ou a operação já encerrou.

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