Crivella solicita subsídio de R$ 90 milhões a Paulo Guedes para pagar rodoviários do Rio de Janeiro

Valor será usado para pagar salário de 26 mil funcionários das empresas de ônibus. Foto: Divulgação.

Prefeito também pediu ao Governo Federal liberação do saque do FGTS para categoria

JESSICA MARQUES

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, enviou nesta sexta-feira, 27 de março de 2020, um ofício ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando um subsídio emergencial de R$ 90 milhões.

Segundo informações da Prefeitura, em nota, o valor será utilizado para pagar o salário de 26 mil rodoviários das empresas de ônibus da cidade. A medida é necessária devido à queda na demanda do transporte coletivo em decorrência do afastamento social, que ocorre por conta da pandemia do novo coronavírus.

“Os motoristas precisam de salário e, para não serem mandados embora, pedimos ajuda ao ministro”, afirmou o prefeito, por meio de nota.

Além disso, Crivella fez ainda um apelo para que o governo federal libere o saque do FGTS de algumas categorias prejudicadas pela pandemia do novo coronavírus.

“Pedimos, por exemplo, pelos motoristas de aplicativos, porque vários eram antes funcionários de empresas e têm saldo de Fundo de Garantia, além de outros profissionais liberais na mesma situação. Já as categorias que não têm (FGTS), estamos ajudando com cestas básicas”, disse.

Leia mais: Prefeito do Rio quer liberação do FGTS para motoristas de ônibus e de BRT da cidade

ÔNIBUS NÃO VÃO PARAR

O chefe do Executivo se reuniu nesta quinta, 26, com o presidente da Rio Ônibus, Cláudio Callak, para tratar dos impactos da queda de demanda no transporte público na cidade.

Em seguida, Crivella afirmou que os ônibus não iriam parar nesta sexta-feira, 27.

Relembre: Crivella diz que ônibus não vão parar nesta sexta-feira no Rio de Janeiro

CESTAS BÁSICAS

O prefeito anunciou outras medidas para conter o contágio do Covid-19. A Prefeitura iniciou nesta sexta-feira a distribuição de cestas básicas, compradas com recursos próprios, para várias categorias de trabalhadores, entre eles taxistas que pagam diárias, e ambulantes, sobretudo os portadores de necessidades especiais e vendedores idosos.

“O objetivo é auxiliar as faixas da população que mais sofrem economicamente por conta da pandemia. Ao todo, a Prefeitura vai distribuir 50 mil cestas básicas, incluindo famílias de crianças carentes em idade escolar vinculadas ao Bolsa Família e ao Cartão Carioca.”

TÁXIS

Outra novidade é que, por meio de decreto, a Prefeitura vai permitir aumentar a vida útil dos veículos usados como táxi de oito para dez anos.

EMPRESAS DE ÔNIBUS NO PAÍS

A crise enfrentada pelas empresas de ônibus é em decorrência da falta de passageiros por conta do isolamento social, medida de prevenção ao novo coronavírus.

Relembre: Coronavírus: Presidente do RioÔnibus afirma que transporte coletivo pode parar a partir de sexta no Rio de Janeiro

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

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  1. Fico a pensar> empresas resolvem demitir, lá na frente governo consegue os 90 milhões e distribui às empresas. Certos? Agora e a empresa que JÁ demitiu Ela Vai receber também?

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