Especialistas criticam modelo de monotrilho para São Paulo e cidades vizinhas

Publicado em: 2 de março de 2020
Monotrilho

Trens do monotrilho estão sem operar. Técnicos do Canadá analisam estouro de pneus

Alto custo, capacidade limitada e maior necessidade de procedimentos de segurança estão entre os problemas deste tipo de transporte. Nos anos 1960, trabalho internacional contratado pela prefeitura já descartava monotrilho pelo atendimento limitado do modal

ADAMO BAZANI

Especialistas em mobilidade criticam o monotrilho como meio de transporte para São Paulo e cidades vizinhas na região Metropolitana.

Segundo os técnicos e acadêmicos consultados pela reportagem do Diário do Transporte, linhas como 15-Prata (São Mateus/Vila Prudente) e 17-Ouro (Congonhas/Morumbi) deveriam ser atendidas por um modal de alta capacidade, como metrô e trens e não por um meio de média capacidade, como monotrilho.

A linha 18-Bronze (São Bernardo do Campo/Tamanduateí) vai ser substituída por um sistema chamado BRT – Bus Rapid Transit, que consiste em corredores de ônibus com mais capacidade e velocidade maior que os corredores de ônibus comuns, mas com atendimento menor que de um metrô.

As promessas de que as linhas de monotrilho deveriam ser bem mais baratas que do Metrô e de implantação mais rápida não se concretizaram. Todas as linhas deveriam estar funcionando desde 2014, pelo menos, e com preço bem inferior ao Metrô, mas somente a linha 15-Prata opera e constantemente tem registrado falhas graves que comprometem a operação e a rotina dos passageiros. O custo de implantação vai superar R$ 5 bilhões.

Desde o final de semana, mais uma vez os passageiros do monotrilho só contam com ônibus como transporte coletivo porque o monotrilho não funciona.

O problema agora é com os pneus dos trens.

Diferentemente dos trens de alta capacidade do Metrô e da CPTM, que têm rodas de ferro, os trens de média capacidade do monotrilho têm pneus.

Como mostrou o Diário do Transporte, o estouro do pneu do trem M20, quando saía da estação Jardim Planalto, por volta de 6h30 da quinta-feira passada, 27 de fevereiro, colocou em alerta o Metrô e a empresa Bombardier, que suspenderam as operações de 23 composições.

O consultou de transporte, Peter Alouche, disse que monotrilho é sujeito a este tipo de problema e que alertava para as limitações do modal.

“Já alertava para este tipo de problema desde o início da escolha. Registrei meu descontentamento através de muitos artigos técnicos. A possibilidade de estouro de pneus é real neste meio de transporte” – disse o especialista Peter Alouche, que participou ativamente da implantação do Metrô de São Paulo

Já nos anos 1960, o monotrilho tinha sido descartado para a capital e cidades vizinhas.

Em 1966, o então prefeito de São Paulo, Faria Lima, criou o Grupo Executivo Metropolitano – GEM que antecedeu a fundação da Companhia do Metropolitano. Segundo nota na área de Governança Corporativa no site do Metrô, esse grupo contratou um consórcio de duas empresas alemãs (Hochtief e Deconsult), que se fundiu com a brasileira Montreal, formando uma nova empresa, a HMD.

Foi a HMD que realizou a primeira “Pesquisa Origem e Destino”, em 1967, por meio da qual foram projetadas as linhas básicas do Metrô para a cidade de São Paulo, elaborados os primeiros estudos econômicos e o pré-projeto de engenharia, segundo a explicação no site do Metrô.

Assim, o consórcio internacional projetou demandas, que agora se realizaram, para as quais o monotrilho não tem capacidade de atender.

Segundo o arquiteto e urbanista, consultor de transporte, Flaminio Fichmann, em conversa com o Diário do Transporte nesta segunda-feira, 02 de março de 2020, a linha 15-Prata paga por ser laboratório de um monotrilho que a fabricante não possuía.

“Investimos na tecnologia da Bombardier, empresa canadense, que não tinha o “produto” para implantar e atender a demanda da Linha 15 do monotrilho. Ou seja, estamos pagando o desenvolvimento de um novo tipo de monotrilho para uma empresa estrangeira, que está falhando na operação e colocando as pessoas em risco. Hoje podemos afirmar com segurança que eles não cumprirão as especificações do projeto para atender a demanda prevista.”

Fichmann também cita problemas na linha 17-Ouro, que ainda está em construção, em relação a fabricante de trem.

“A Linha 17 Ouro não concluiu o primeiro trecho e não entrou em operação porque a Scomi, outra empresa estrangeira, faliu e não existe previsão para a implantação da linha até o Morumbi, prometida para o início da Copa em 2014. Já gastamos bilhões de reais de modo irresponsável com essa tecnologia.” – disse

Após o rompimento do contrato com o antigo consórcio, o Metrô abriu um novo processo de licitação para o fornecimento de trens de média capacidade e equipamentos e habilitou a chinesa BYD  (Consórcio BYD SKYRAIL São Paulo, formado pelas chinesas BYD do Brasil Ltda; BYD Auto Industry Company Limited e BYD Signal & Communication Company Limited.) para a linha 17, muito embora, o Consórcio Signalling, composto por duas empresas nacionais – Ttrans e Bom Sinal – e uma empresa suíça, a Molinari, tenha oferecido o menor preço.

Na decisão que é alvo de recurso, o Metrô entendeu que o Consórcio Signalling não atendeu o critério de “Patrimônio Líquido”.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/02/01/metro-habilita-chinesa-byd-para-fornecer-trens-do-monotrilho-da-linha-17/

Mesmo sem fazer uma defesa do BRT, o arquiteto e urbanista, consultor de transporte, Flaminio Fichmann, diz que foi uma boa decisão do Governo do Estado em descartar o monotrilho para a ligação entre o ABC Paulista e a capital na linha 18.

“Muitos irresponsáveis e mentirosos os que estavam apresentando o Monotrilho do ABC como Metrô, tentando enganar a população. Felizmente esse processo foi sepultado e o ABC poderá se abrir para soluções de transporte mais eficientes, seguras e confiáveis.” – completou Flaminio.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo foi a primeira entidade a divulgar que a interrupção do funcionamento do monotrilho ocorreu por causa de estouro em pneu.

O coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, explicou ao Diário do Transporte que a entidade sustenta que monotrilho é um meio de transporte de média capacidade, para trajetos curtos, limitado, com características de estrutura e operação sem domínio brasileiro e mais sujeito a falhas crônicas.

“Isso já confirma as opiniões que o sindicato vem expondo desde o início da inauguração desse sistema. O sistema de monotrilho é inseguro, tem muitas falhas e, na realidade, fizeram os trabalhadores e usuários de cobaias num sistema que não deveria ser este, mas metrô para garantir um transporte de alta capacidade” – disse

Os especialistas ainda foram unânimes em defender que a prioridade dos investimentos deve ser a ferrovia de alta capacidade conjugada com uma rede de alimentação por ônibus qualificada, formado por BRTs, corredores comuns e faixas, de acordo com a demanda e as condições de infraestrutura de cada região.

Em nota oficial emitida neste domingo sobre o problema de estouro de pneu, a empresa Bombardier diz que técnicos do Canadá foram enviados para o Brasil com o objetivo de verificar o problema e que quer “tranquilizar os passageiros de que os trens do monotrilho do Metrô de São Paulo têm transportado passageiros com segurança e confiabilidade desde que o sistema foi inaugurado em 2014.”

A empresa ainda pediu “desculpas pelo inconveniente necessário.”, ou seja, a retirada de 23 trens de circulação para a análise.

INTERRUPÇÃO DA LINHA 15-PRATA NÃO ERA TESTE DE CONTROLE DE TRENS

Inicialmente, o Metrô dizia que a suspensão da operação se deu por causa de “testes do sistema de controle de trens”, mas o verdadeiro motivo da paralisação da linha 15-Prata, trazido à tona pelo Diário do Transporte e pelo Sindicato dos Metroviários foi o problema com os pneus dos trens.

Segundo o Metrô, ao longo dos testes realizados na linha neste fim de semana, foi constatada “a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”

O Metrô relatou ainda que partes dos pneus chamadas “Run Flat” estão causando essa alteração. Esses dispositivos ficam nas rodas e garantem a movimentação do trem em casos de anormalidades, como pneus furados ou murchos.

A estatal disse, por meio de nota, que está cobrando da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo.

HISTÓRICO DE PROBLEMAS:

O monotrilho da linha 15-Prata coleciona uma série de problemas, além do atraso na conclusão das obras, que deveriam ter sido entregues em 2014, ainda para a Copa do Mundo.

27 de fevereiro de 2020: Um jogo de pneus da composição M20 estorou nno dia 27 de fevereiro de 2020, uma quinta-feira. O Metrô paralisou a linha no fim de semsna e“a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”, suspendendo assim as operações por tempo indeterminado. O Metrô disse quwe cobrou da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo. A Bombardier disse, por sua vez, que recomendou a paralisação de toda a linha por execesso de cautela para as análises. Ônibus atenderam aos passageiros do monotrilho.

1º de janeiro de 2020: Um problema em equipamento de via nas proximidades da Estação São Lucas causou transtornos para os passageiros por, pelo menos, cinco dias consecutivos. O Metrô explicou que o problema foi ocasionado pelo “desgaste natural” de parafusos perto de um equipamento de mudança de via na região da Estação São Lucas .A estação foi inaugurada em 6 de abril de 2018. Em nota, a Companhia de Metrô disse que os parafusos precisaram ser trocados e que pela fixação ser em concreto, sendo necessário aguardar.

15 de maio de 2019: A composição M 11 do monotrilho da linha 15-Prata, da zona Leste, se deslocou de uma viga no pátio Oratório no início das operações. O incidente ocorreu num equipamento de mudança de via. Ninguém se feriu.

29 de janeiro de 2019: No final da noite do dia 29 de janeiro de 2019, duas composições M22 e M23 bateram na região da estação Jardim Planalto, na zona leste da capital paulista. Ninguém se feriu gravemente. A estação não recebia passageiros. Um laudo do Metrô, divulgado em 05 de fevereiro de 2019, trouxe a conclusão de que “não houve qualquer falha do sistema de sinalização e sim erro humano” .

Mas o resultado foi contestado pelo Sindicato dos Metroviários que sustenta que há uma lacuna no sistema que controla os trens do monotrilho.

Segundo a entidade sindical, o sistema de controle da Linha 15-Prata não permite que um trem identifique o outro quando um deles está desligado. “Ao se desligar o trem, ele desaparece para o sistema” – sustentou o sindicato.

Relembre:

Sindicato dos Metroviários diz que acidente com monotrilho foi causado por ausência de sistema de comunicação

Também no dia 29, uma peça do sistema elétrico do monotrilho da Linha 15-Prata se soltou da via no trecho entre as estações São Lucas e Vila União, mas por haver grades que retém quedas de objetos, a avenida professor Luís Inácio de Anhaia Melo, que passa embaixo, não foi atingida.

Metrô confirma que peça de sistema elétrico de monotrilho se soltou, mas diz que Linha 15 possui telas que evitam queda de objetos na rua

10 de outubro de 2016: No dia 10 de outubro de 2016, uma composição do monotrilho, que trafega em vias elevadas com cerca de 15 metros de altura, partiu da estação Oratório com as portas abertas, conforme mostram as imagens do circuito do Metrô:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Dênis disse:

    E a resposta das autoridades é tímida. Não seria absurdo uma irresponsabilidade dessa provocar prisões de governantes, fornecedores e técnicos do Metrô.

    Linha 17 é caso de polícia. Alguém precisa discutir na agenda política a possibilidade de DESMONTAR o projeto. Riscos de tocar adiante esse projeto não faltam

  2. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    OS MINISTÉRIOS PÚBLICOS – ESTADUAL E / OU FEDERAL- deveriam SIM investigar essas coisas sem demora !

  3. Fabio Almeida disse:

    Lembram daquele episódio d’Os Simpsons, do monotrilho em Springfield? Pois é.

  4. Bruno disse:

    Estava na cara que era um erro e não precisava ser nenhum técnico pra saber…

  5. Everton Costa Goltara disse:

    O Policia Federal/Ministério Público Federal/Justiça Federal; EXCLUSIVAMENTE A INSTÂNCIA FEDERAL (Instância estadual tem que ficar de fora pois PC, MP dos Estados e Justiça Estadual são antros de parcialidade pura em vários estados brasileiros) deveria investigar e punir os responsáveis e como Brasília/Governo Federal e o Estado de SP (governado pelo Traidor do João Dória e a quadrilha do PSDB da qual ele faz parte) agora são adversários pode jogar a PF e MPF e Justiça Federal que vai ter muita gente da CPTM e Metrô presos (não seria nada mal expandir também para a EMTU, Artesp e as empresas de ônibus concessionarias uma vez que Jacob Barata Filho envolvido até o pescoço na Lava Jato do RJ tem empresas operantes em SP)

  6. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Apesar de que para bom entendedor, meia palavra basta, se não há a palavra de especialistas a maioria das pessoas não acreditam.

    Parabéns ao DT por ter elaborado esta matéria com especialistas, pois a matéria ficou apetitosa de ler, apesar do problema ser triste, vergonhoso, imoral, criminoso e indigesto.

    Infelizmente, este é só mais um caso que pesa no lombo dos contribuintes brasileiros..

    Diante da situação, vou propor 3 (três) soluções a lá Paulo Gil.

    1) Antes que o prejuízo aumente, deve ser feito um estudo para verificar a possibilidade de converter esse Aerotrem, em BRT, trem, metro sei lá o que ou implodir.

    Esse projeto é igual a Linha 13 Jade da CPTM, é NATIMORTO.

    Tá na cara que a empresa nem sabe o que está fazendo, e como muito bem colocado na matéria acima:

    “Ou seja, estamos pagando o desenvolvimento de um novo tipo de monotrilho para uma empresa estrangeira,….”.

    A continuidade desse Aerotrem é a maior insanidade das insanidades mentais, éticas, morais e criminosas.

    2) Considerando-se este Aerotrem, o VLT de Cuiabá, o Aerotrem do Morumbi, a Usina de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco o Metro laranja e tantas outras mazelas existentes há vários anos e governos (seja azul, vermelho, verde ou amarelo, a sociedade tem de elaborar uma petição via zapzap/internet com um zilhão de assinatura para que se crie um órgão com PODERES PLENO, INCLUSIVE DE POLÍCIA, para que preliminarmente os cofres dos contribuintes sejam restituídos e os culpados exemplarmente apenados.

    É patente que os mecanismos existente até hoje são inócuos, sendo favorável que a farra do boi continue.

    Pelo tamanho das colunas do Aerotrem do Morumbi, arrisco um palpite que elas aguentam até um metro, se visualmente comparadas as colunas do metro 1 Azul na Avenida Cruzeiro do Sul.

    Mas também precisa ter cuidado, pois pode ser que o concreto seja podre e só tem tamanho para dar faturamento, ou seja, as colunas são grandes e bobas.

    3) Chama a Marcopolo e outras empresas com expertise para analisarem a questão, porque pedidos de desculpas o inferno tá cheio.

    “A empresa ainda pediu “desculpas pelo inconveniente necessário.”, ou seja, a retirada de 23 trens de circulação para a análise.”

    E ainda tem a cara de pau de chamar de INCONVENIENTE NECESSÁRIO.

    Ministro Paulo Guedes, será que a reforma que o BarsiLei precisa é mesmo a do INSS.

    Se as mazelas acima elencadas e tantas outras de notório conhecimento público não existissem sobraria dinheiro para todos se aposentar com 40 anos de idade e majorar a aposentadoria mínima para R$ 10.000,00.

    Por favor peça para a contabilidade do Minstério da Fazenda calcular o quanto essas mazelas deram de prejuízo devidamente atualizados.

    Esta questão merece amplo debate nacional.

    Caso contrário o BarsiLei não sairá da “M” nunca muito menos nós os contribuintes.

    O que eu estou pensando agora não vou escrever por respeito ao DT, seus leitores e por eu ter educação.

    SEM PALAVRAS, SEM ESPERANÇA E SEM TER A QUEM RECORRER, NEM LIGANDO NO 190 E no 192 RESOLVE ESTA QUESTÃO.

    Sabe, nós brasileiro é que precisamos tomar vergonha na cara e fazer o que for preciso para que mazelas como estas não aconteçam mais e que os responsáveis devolvam o dinheiro sejam devidamente apenado com prisão perpétua vivendo livremente, mas só com um salário mínimo e sem nem um bem em seus nomes.

    Acho que tá bom né, nem precisará pagar auxílio reclusão.

    Ai Ministro Paulo Guedes uma ideia viável economicamente e grátis, afinal, do senhor eu não cobro royalties.

    Att,

    Paulo Gil

  7. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Acabei de ler e comentar na matéria sobre os 80 anos da Ouro e Prata.

    Lá foi falado sobre um HUB de INOVAÇÃO entre a TECNOPUC e a Outro e Prata, onde colaborativamente se pensam, estudam, produzem e aplicam as soluções e produtos inovadores na área do buzão.

    Ai tive a ideia da 4a (quarta sugestão) a lá Paulo Gil para a questão deste Aerotrem NATIMORTO.

    Sugiro criarem um HUB de INOVAÇÃO dos dois Aetrorens faraônicos de Sampa e o amaldiçoado VLT de Cuiabá.

    Estes problemas não podem mais ser analisados, avaliados resolvidos e aplicados entre 4 paredes; por ser públicos (e graves) tem de ser discutidos, avaliados, resolvidos e aplicados dentro do HUB INOVAÇÃO – AEROTRENS.

    Este HUB de INOVAÇÃO tem de ser composto pelo Metro, CPTM, Universidades, Institutos de Pesquisa, Secretarias, CREA, MPE, Sindicato dos Metroviários, PROCON e outros órgãos, empresas e entidades, sejam da iniciativa privada ou pública.

    Só assim teremos diagnósticos e decisões coesas e precisas, para que possamos sair desse limbo no qual fomos colocados.

    Fica ai mais uma sugestão a lá Paulo Gil.

    Só não resolvem este problema se não quiserem.

    É isto, este PROBLEMÃO que pesa no lombo dos contribuintes, não pode mais ser decidido por uma meia dúzia de três ou quatro pessoas e sim por um grupo de experts que decidam tecnicamente e NÃO politicamente.

    É isso.

    Att,

    Paulo Gil

  8. Claudio Sarti disse:

    Esse meio de transporte, seguiu os erro de outro anterior na gestão do prefeito Pitta ( o apadrinhado do Maluf – governador), que só foi posto em uso, após total mudança no projeto do veiculo e obra !
    Já no caso do monotrilho Bombardier, foi pior, pois é um projeto de difícil correção após pronto.
    A historia dele foi das mais confusas e estranhas !
    A Bombardier montou uma fabrica no interior de São Paulo, que sofreu vários meses uma paralização por greves trabalhistas ( irregularidades).
    As empreiteiras foram embarcadas.
    Os veículos tinha que ir ao Canadá para serem equipados e testados.
    Em suma, são de qualidade técnica duvidosa !

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