Tarifa de ônibus em Rondonópolis fica mais cara a partir de hoje

Publicado em: 8 de março de 2019

Foto: Divulgação

Aumento estava autorizado para vigorar a partir de 2 de março, mas empresa optou por corrigir valor após feriado de carnaval

ALEXANDRE PELEGI

O transporte coletivo em Rondonópolis, estado de Mato Grosso, cidade com 230 mil habitantes, passou a custar mais caro nesta sexta-feira, 8 de março de 2019.

A tarifa subiu de R$ 3,80 para R$ 4,10, reajuste de 7,89%.

O aumento foi autorizado por decreto do prefeito José Carlos Junqueira de Araújo, publicado no Diário Oficial do município em 1º de março.

Apesar do novo valor estar autorizado a vigorar a partir de 2 de março, a empresa TCCP – Transporte Coletivo Cidade de Pedra, optou por atualizar a tarifa somente a partir de hoje, após o feriado de carnaval.

O reajuste da passagem foi aprovado pelo Conselho Municipal de Trânsito.

A Prefeitura, que afirma que a tarifa dos ônibus urbanos não era reajustada há mais de um ano e meio, justificou o aumento mediante “a necessidade de manter o equilíbrio financeiro na prestação dos serviços de interesse público em razão da defasagem de valores e aumento dos custos operacionais, inclusive de quilometragem, visando fixar as tarifas a serem praticadas pelo sistema público de transporte coletivo urbano municipal”.

No começo de fevereiro, uma comissão criada para tratar do transporte coletivo no município, propôs, além do aumento da tarifa para R$ 4,10, a concessão de isenção do ISS. Relembre: Comissão em Rondonópolis propõe tarifa a R$ 4,10 e isenção de ISS para concessionária do transporte

Estas eram algumas das propostas da Cidade de Pedra, que cobrava uma série de ações do Município para manter o serviço em funcionamento.

A comissão sugeriu também que a prefeitura aumentasse o repasse para a TCCP referente ao passe-livre estudantil. Antes de 38% no valor da passagem, o repasse passa agora para 50%.

Como noticiado no Diário do Transporte em fevereiro deste ano, a Cidade de Pedra, que vem operando na cidade de forma precária, reclama que o serviço não é lucrativo, conforme alega seu gerente-geral Paulo Sérgio da Silva. Relembre: Prefeito de Rondonópolis (MT) promete esforço para contratar nova empresa para o transporte coletivo municipal

Recentemente representantes da viação enviaram documento ao prefeito Zé Carlos do Pátio reivindicando ajuda do Executivo para continuar em funcionamento. Além da isenção do ISS, a Cidade de Pedra pede subsídio financeiro de R$ 350 mil por mês. Do contrário, afirma que entregará a concessão e vai retirar os veículos de circulação.

A comissão que definiu as propostas para o transporte coletivo é presidida pelo secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Metello, e integrada por membros da Câmara Municipal, da empresa Cidade de Pedra, do STTRR – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região – STTRR, além de outras entidades da sociedade civil.

RONDONOPOLIS_DECRETO_AUMENTO

HISTÓRICO

A prefeitura de Rondonópolis tentou licitar o transporte coletivo do município por duas vezes em 2018. Nas duas ocasiões nenhuma empresa apresentou proposta.

Relembre: Rondonópolis (MT) finaliza edital para concessão do transporte coletivo

Concorrência do transporte público de Rondonópolis não desperta interesse de empresas

Da última vez, em outubro do ano passado, a concorrência pública nº 11 foi declarada deserta. O edital havia sido publicado em 31 de agosto de 2018, e a sessão para apresentação das propostas ocorreu no dia 18 do mesmo mês.

Segundo o edital, a concessionária do transporte coletivo teria que cumprir metas de ampliação no número de veículos, além de atender a população com acessibilidade para pessoas com deficiências.

A concessão engloba todas as linhas atuais e tem prazo de 10 anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período e por uma única vez, através de aditamento ao Contrato de Concessão.

A frota necessária é de 80 ônibus, sendo 73 operacionais e sete reservas, sendo que, inicialmente, 40% deve contar com ar condicionado. Esse porcentual será aumentado com o tempo de concessão. Todos os veículos precisam dar acessibilidade a pessoas com deficiências, sendo que 10% da frota poderá ser composta de micro-ônibus.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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