Concorrência do transporte público de Rondonópolis não desperta interesse de empresas

Publicado em: 20 de outubro de 2018

Nenhuma proposta foi entregue no prazo. Esta é segunda licitação deserta para a mesma finalidade

ALEXANDRE PELEGI

Foi declarada deserta a concorrência pública nº 11 destinada à concessão para prestação do serviço público de transporte coletivo de passageiros em Rondonópolis, cidade do Mato Grosso com mais de 220 mil habitantes.

O edital foi publicado em 31 de agosto deste ano, e a sessão para apresentação das propostas ocorreu nesta quinta-feira, dia 18 de outubro de 2018.

O contrato do transporte coletivo venceu no mês de abril de 2014, e desde então a empresa TCCP – Transporte Coletivo Cidade de Pedra vem operando na cidade de forma precária. A empresa, inclusive, reclama que o serviço não é lucrativo, conforme alega o gerente-geral da Cidade de Pedra, Paulo Sérgio da Silva.

Esta é a segunda vez que a licitação é declarada deserta, sem nenhuma empresa apresentar proposta para prestar os serviços de transporte local.

O secretário municipal de Administração, Leandro Arduini, informou que a prefeitura publicará o resultado da licitação deserta no Diário Oficial do Município e em jornal de grande circulação. Logo após ele afirma que a licitação será agendada novamente.

Assim que sair o resultado nos jornais, publica novamente o aviso de licitação colocando nova data para abertura da sessão do serviço de transporte público. Como neste caso é na modalidade concorrência pública do tipo técnica e preço, o prazo é de 45 dias de publicação de edital, após isto se houver alguma empresa licitante será ela contratada caso esteja com a documentação em dia e em conformidade com edital”.

Segundo o edital, a concessionária do transporte coletivo terá que cumprir metas de ampliação no número de veículos, além de atender a população com acessibilidade para pessoas com deficiências.

A concessão engloba todas as linhas atuais e tem prazo de 10 anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período e por uma única vez, através de aditamento ao Contrato de Concessão.

A frota necessária é de 80 ônibus, sendo 73 operacionais e sete reservas, sendo que, inicialmente, 40% deve contar com ar condicionado. Esse porcentual será aumentado com o tempo de concessão. Todos os veículos precisam dar acessibilidade a pessoas com deficiências, sendo que 10% da frota poderá ser composta de micro-ônibus.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    A que ponto chegou o setor !
    Duas licitações abertas e nenhuma empresa interessada, assim todas as empresas deveriam agir para demonstrar ao governantes que o setor já não suporta mais tanta má gestão
    Mas infelizmente ainda pode aparecer algum aventureiro que aceite as condições e assumir o serviço

  2. ROGERIO disse:

    bnoite empresa de transportes coletivo poder participa dessa licitação

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