Nissan admite que fraudou dados de emissões de poluentes em carros fabricados no Japão
Publicado em: 11 de julho de 2018
Em menos de um ano este é o segundo escândalo do tipo que afeta a imagem da fabricante japonesa
ALEXANDRE PELEGI
A japonesa Nissan admitiu esta semana ter falsificado dados de emissões e de consumo de combustíveis. Segundo a fabricante, os relatórios das inspeções foram elaborados deliberadamente para alterar valores de medições reais.
As informações rodaram o mundo graças às agências internacionais de notícias, e vários jornais repercutiram o novo escândalo envolvendo a gigante automotiva japonesa. Entre os modelos afetados estão o Note (carro mais vendido da marca no Japão) e o crossover Juke.
Após a notícia vir a público o valor das ações da fabricante na Bolsa de Tóquio despencou 5%.
Esta nova revelação é um duro golpe nos esforços que a gigante automobilística japonesa vinha fazendo para recuperar a confiança do mercado. Em outubro do ano passado um escândalo já havia afetado duramente a empresa. Na ocasião a Nissan foi forçada a recolher cerca de 1,2 milhão de veículos após funcionários terem admitido que haviam realizado inspeções sem a devida autorização antes dos modelos serem enviados para as revendas.
Por conta da revelação do ano passado a Nissan perdeu uma certificação internacionalmente reconhecida – que indica a gestão de produção de veículos de qualidade – em todas as suas seis fábricas no Japão.
A empresa não informou quantos carros foram afetados pelas falsificações desta vez. O fato foi descoberto durante testes voluntários realizados nas operações da Nissan, conduzidas após o escândalo de outubro de 2017.
A empresa disse apenas que os testes de emissões de gases e economia de combustível “se desviaram do ambiente de teste prescrito“.
O “dieselgate”, escândalo mundial que primeiro chamou a atenção do mundo para fraudes ambientais na indústria automotiva, marcou a imagem da Volkswagen, após a fabricante alemã ter manipulado o software que monitorava e controlava as emissões de seus carros a diesel nos Estados Unidos. O escândalo atingiu proporções mundiais e maculou a imagem da tradicional montadora alemã, mas na sequência descobriu-se que o fato repetiu-se em outras marcas.
Relembre alguns fatos recentes:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



… E no Brasil ? Como foram conduzidas as avaliações referentes à OPACIDADE ? Falamos muito de Europa , Asia e USA . Não há evidências em nosso pobre Brasil ? Ou aqui tudo pode ?