Executivo da Audi é preso na Alemanha por causa do escândalo do dieselgate da Volkswagen

Detido é executivo da Audi; promotoria investiga a participação da marca de luxo do grupo na fraude dos motores a diesel

ALEXANDRE PELEGI

Um alto executivo da Audi foi preso em Munique, na Alemanha, pelo caso do “dieselgate”, o escândalo dos motores a diesel do grupo Volkswagen. A marca de automóveis de luxo faz parte do grupo de empresas da VW.

A montadora foi acusada nos Estados Unidos por ter manipulado o software que monitora e controla as emissões de seus carros a diesel. O escândalo ganhou proporções mundiais e maculou a imagem da tradicional montadora alemã.

A prisão do executivo foi noticiada pelas agências Associated Press e Reuters na manhã desta quinta-feira (dia 28), mas o nome do executivo não foi revelado. A imprensa alemã, no entanto, diz que se trata de Wolfgang Hatz, que foi responsável pelo desenvolvimento de motores da Audi entre os anos 2001 e 2007.

Após esse período Wolfgang Hatz assumiu o comando da área para todo o grupo até 2011, ligado ao presidente Martin Winterkorn que renunciou ao cargo após a fraude ser revelada, em novembro de 2015.

Dois meses após, a Audi anunciou publicamente que seus motores 3.0 litros V6 a diesel utilizavam o dispositivo que reduzia a emissão de poluentes apenas quando os carros passavam por testes.

Outras pessoas já estão presas por causa da fraude ambiental produzida pela Volkswagen. Nos Estados Unidos, país origem da denúncia sobre o escândalo do “dieselgate”, um executivo da montadora alemã está preso desde janeiro deste ano, já assumiu a culpa pelos crimes e apenas aguarda sentença da justiça americana.

Outro executivo já foi condenado nos Estados Unidos a 40 meses de prisão. Outros foram denunciados, e aguardam também a sentença na condição de réus.

Na Coreia do Sul um funcionário do grupo Volkswagen já foi sentenciado a 1 ano e meio de prisão, também pela fraude ambiental.

Em agosto noticiamos que o Conselho de Recursos Ambientais da Califórnia aprovara a primeira parte de um plano proposto pela Volkswagen como parte da penitência que a montadora terá que cumprir nos EUA por ter manipulado o software de controla das emissões de seus carros a diesel, em particular naquele estado. A proposta da montadora alemã, no valor de US$ 200 milhões nesta primeira etapa, está sendo direcionada à redução de emissões de gases de efeito estufa no estado americano.

No total, como castigo pelo mal feito, a empresa concordou em gastar US$ 800 milhões em infraestrutura de veículos elétricos em todo o estado da Califórnia ao longo de 10 anos.

O plano prevê a instalação de 2.500 pontos de recarga de veículos elétricos agrupados em 350 praças. Ao todo, nos EUA, a Volks terá de instalar pontos a cada 100 km. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/08/03/eua-condenam-volkswagen-a-instalar-postos-de-recarga-de-carros-eletricos-como-castigo-por-fraude-ambiental/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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