Montadoras realizam produção extra para compensar dias de greve dos caminhoneiros

No caso da Mercedes, foram definidos oito sábados de compensação, mas a definição ocorreu por conta da greve interna

Compensações estão sendo feitas aos sábados e em horários após o expediente

JESSICA MARQUES

A produção de veículos foi afetada pela greve dos caminhoneiros, o que refletiu diretamente nas vendas. Por conta da paralisação, que ocorreu nas últimas semanas de maio, as montadoras agora estão produzindo a mais para compensar os dias parados.

Segundo informações da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, foram comercializados em maio 201.880 veículos, uma queda de 7,11% em relação à movimentação de abril. O segmento de caminhões foi o que apresentou a maior queda, com 8,12% de retração.

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Conforme publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a compensação está sendo feita por meio de trabalho aos sábados, expediente estendido em dias úteis e descontos nas férias dos trabalhadores.

A indústria prevê que serão necessários dois ou três meses para recuperar os cerca de 80 mil veículos que não foram produzidos durante a greve dos caminhoneiros, por falta de material.

Na época, diversas empresas deixaram de produzir durante o período de paralisação.

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As montadoras que estão funcionando aos sábados, segundo O Estado de S. Paulo, são a Scania e a Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o parque industrial da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) em Pernambuco e, segundo informações de sindicatos, todas as fábricas de automóveis da General Motors (GM).

No caso da Mercedes, foram definidos oito sábados de compensação, mas a definição ocorreu por conta da greve interna, mobilizada pelos metalúrgicos antes da greve dos caminhoneiros.

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Os sindicatos dos metalúrgicos pedem que os trabalhadores não aceitem compensações enquanto a empresa não negociar.

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