Fetranspor e Rio Ônibus afirmam que greve dos caminhoneiros afeta abastecimento de ônibus

Faol, em Nova Friburgo, já informou que reduzirá quantidade de viagens para economizar diesel

Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro e Rio Ônibus alegam que passageiros do transporte público estão sendo prejudicados

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) informou, por meio de nota, que a greve nacional dos caminhoneiros está afetando o abastecimento dos ônibus.

Com isso, o transporte de passageiros, segundo a Fetranspor, está sendo prejudicado, pois algumas empresas do estado já estão operando de forma limitada, para economizar diesel.

A federação ressalta que se as manifestações não cessarem “a curto prazo, há o risco de paralisação de todas as empresas”.

Segundo o Setranspetro, as cinco empresas responsáveis pelo transporte público consomem aproximadamente 40 mil litros de óleo diesel por dia e as empresas de Petrópolis pretendem reduzir viagens. O mesmo ocorre em Nova Friburgo, conforme informado pela concessionária Faol.

Relembre: Empresas de ônibus do Rio de Janeiro alertam que farão racionamento de combustível

O início da semana foi marcado por protestos de caminhoneiros que causaram bloqueios nas principais rodovias de diversos estados brasileiros. Os atos são contra os recorrentes aumentos no preço dos combustíveis.

Relembre: Protestos de caminhoneiros atingem rodovias de pelo menos 17 estados

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O Rio Ônibus também informou que também pode haver paralisação nos serviços de ônibus da capital. Se os caminhões com diesel não chegarem às garagens, o sindicato das empresas da capital diz que a paralisação pode ser total.

Confira nota da Fetranspor na íntegra:

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) informa que a greve nacional dos caminhoneiros está afetando diretamente o abastecimento de óleo diesel das empresas de transporte público por ônibus em todo o Estado. O bloqueio montado em rodovias e terminais de distribuição de combustíveis impede a renovação dos estoques das empresas, que na maioria dos casos acontece diariamente.

Apesar dos esforços que estão sendo feitos para regularizar o abastecimento, há empresas que já estão com as operações limitadas, afetando os passageiros. O racionamento de combustível é uma medida adotada em caráter emergencial até a normalização da distribuição de óleo diesel, que depende do fim das manifestações. Se isso não ocorrer a curto prazo, há o risco de paralisação de todas as empresas.

A crescente oscilação do preço do óleo diesel é um fator que preocupa, também, o setor de transporte público. Nos últimos 15 meses, a variação do preço do combustível chegou próximo a 20%, o que vem pressionando os custos operacionais do setor de ônibus.

A Fetranspor acredita na rápida solução do problema para que o passageiro não seja prejudicado.”

Confira nota do Rio Ônibus:

O Rio Ônibus alerta que, em razão das manifestações que vêm sendo promovidas em todo o país pelo setor de transporte rodoviário de cargas – contra a política de preços de combustíveis adotada pela Petrobras -, as empresas que atuam no sistema de transporte por ônibus no Município do Rio de Janeiro estão com o abastecimento de óleo diesel criticamente impactado, sob o risco iminente de falta de combustível para suas operações já a partir desta quarta-feira (23/05).
Vale destacar que grande parte das empresas de ônibus que circulam no Município do Rio utilizou os últimos estoques de combustível para operar nesta terça-feira (22/5). O sistema que serve à capital fluminense consome, em média, 764 mil litros de combustível por dia, um volume que torna complexo o abastecimento da frota neste cenário de escassez de oferta de óleo diesel.
O Rio Ônibus consultou a Associação Nacional dos Distribuidores de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), que confirmou a escassez de combustível no Município do Rio. 
As empresas consorciadas estão demandando todos os esforços para que a população não seja prejudicada e a operação seja mantida pelo máximo de tempo possível. Entretanto, diante da falta de combustível, a operação de transporte por ônibus na capital fluminense terá que ser racionalizada já nesta quarta-feira (23/5). 
Caso a situação não seja normalizada o mais brevemente possível, há risco de paralisação total do sistema a partir de amanhã.
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