ENTREVISTA: Scania deve crescer acima da média do mercado de ônibus e mais uma empresa de São Paulo se interessou por modelo a GNV

Publicado em: 25 de janeiro de 2018

Ônibus rodoviários de 15 metros devem continuar sendo um dos principais produtos da Scania para o mercado local. CLIQUE PARA AMPLIAR

Foco da montadora deve continuar sendo ônibus rodoviários e em sistemas de segurança, mas no segmento de urbanos, licitação da capital paulista e biarticulados de Curitiba geram boas expectativas, diz diretor de vendas de ônibus da Scania no Brasil, Silvio Munhoz

ADAMO BAZANI

Em 2017, de acordo com dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Scania foi a marca de ônibus que percentualmente mais cresceu. Enquanto a média de licenciamento de todo o mercado de veículos de transportes coletivos (com exceção de vans) registrou alta de 5,3% e a média de produção foi 10,5% maior em relação a 2016, a montadora de origem sueca com planta em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, conseguiu crescimento de 78,2% no total de licenciamentos.

E em 2018, a expansão de vendas e, consequentemente, de produção de ônibus da marca deve continuar sendo maior que a média do mercado destes veículos.

A projeção é do diretor de vendas de ônibus da Scania no Brasil, Silvio Munhoz, em entrevista exclusiva ao Diário do Transporte.

“Nossas estimativas são muito positivas. Acreditamos que o mercado de ônibus deve crescer em torno de 10% no ano de 2018 em relação a 2017. A Scania vai crescer mais que isso. Já começamos este ano de 2018 melhor que em comparação ao início do ano de 2017. No primeiro mês de 2017, não tínhamos nenhum pedido fechado de 2016. Agora, já iniciamos 2018 com pedidos do final do ano passado e já com novas encomendas.” – disse Munhoz que lembrou, entretanto, que apesar do otimismo é necessário ter uma dose de realismo. Isso porque, segundo o executivo, a base de comparação foi bastante reduzida durante os anos de maior crise econômica, desde 2013.

“No ano passado, o mercado como um todo teve uma base de aproximadamente 11 mil ônibus, enquanto que em 2013, foram cerca de 20 mil unidades acima de oito toneladas. Ainda vai demorar alguns anos para alcançarmos patamares semelhantes” – explicou.

FOCO NOS RODOVIÁRIOS:

A maior parte dos ônibus produzidos pela Scania em 2017 foi de modelos rodoviários. E neste ano, a montadora acredita que este continuará sendo o principal segmento para a marca.

Um dos destaques ainda deve ser o ônibus rodoviário de 15 metros. O modelo, que pode transportar mais pessoas numa mesma viagem sem aumentar de maneira significativa os custos em relação às configurações de 14 metros, era uma expectativa antiga dos operadores de ônibus, mas os veículos só passaram a ser comercializados de fato em 2017.

Hoje produzem ônibus rodoviários de 15 metros,  8×2 (oito rodas, quatro eixos e tração e duas rodas), a Scania, a Mercedes-Benz e a Volvo.

Segundo Munhoz, a configuração “8×2 – 15 metros” representou mais de 30% das vendas de ônibus rodoviários da Scania.

 “Fechamos 2017 produzindo 473 ônibus rodoviários, dos quais 179 foram 15 metros. E vemos mais espaço para o crescimento desta categoria. Agora o sistema da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres – das linhas de ônibus interestaduais e internacionais] está se alinhando e mais empresas de linhas regulares estão vendo vantagens neste modelo de 15 metros. Em 2017, mais ou menos metade da quantidade de ônibus de 15 metros que produzimos foi ainda para o segmento de turismo. Creio que neste ano, haverá mais empresas de linhas regulares com o modelo” – disse Munhoz

Além dos ônibus rodoviários, a Scania também foca nas vendas de pacotes de manutenção, pós-vendas e de segurança.

Um dos exemplos é o sistema ADAS que oferece, por exemplo, alerta ao motorista caso haja mudança sem sinalização de faixa de rolamento e possibilita frenagem mesmo sem a intervenção do motorista em caso de aproximação de outros veículos ou obstáculos à frente. O sistema conta com sensores, câmeras no parabrisa e equipamentos sonoros e de vibração da poltrona do motorista para alertar o condutor.

“Percebemos também que cada vez mais os empresários de médio porte estão se interessando pelas soluções de tecnologia e segurança, algo que no passado era mais presente entre os operadores maiores. É uma mudança de cultura e de postura. É muito mais vantajoso investir na segurança, acima de tudo para poupar vidas e do ponto de vista financeiro também. Os custos com acidentes, os danos à imagem da empresa, a ausência de disponibilidade de frota e o fato de a justiça estar cada vez mais rígida quanto à reponsabilidade civil são fatores que devem ser considerados” – explicou.

LICITAÇÃO DOS ÔNIBUS DE SÃO PAULO E O CO2:

Ônibus a GNV deve ser testado por mais uma empresa da cidade de São Paulo

A capital paulista é maior sistema de ônibus da América Latina. Hoje são em torno de 14,4 mil ônibus. No mundo, a frota só perde para Shenzhen, na China, com aproximadamente 16 mil ônibus.

A exemplo de outras fabricantes, a Scania está bem atenta ao processo de licitação do sistema da capital paulista, em especial, por dois motivos: o tamanho em si do mercado e as exigências de redução das emissões de poluição, o que vai obrigar as empresas a adotarem modelos de ônibus que não sejam unicamente movidos a óleo diesel.

Em relação ao tamanho da frota, a cidade de São Paulo utiliza praticamente todas as categorias de ônibus, de micros a superarticulados e biarticulados.

A Scania vê oportunidades nos modelos do tipo Padron (de 12 metros a 13,6 metros), Padron de três eixos (15 metros) e articulados (de 18,6 metros a 21 metros).

Já sobre as exigências de frota menos poluente, há dúvidas.

A aposta da Scania é um modelo movido à GNV – Gás Natural Veicular, com sensores eletrônicos para dosar o abastecimento e queima. O modelo também funciona com biometano, gás obtido da decomposição do lixo.

Mas o diretor de vendas de ônibus da Scania, Silvio Munhoz, diz que o edital deve ser mais claro sobre a questão em diversos aspectos.

“Na apresentação que o secretário [Sergio Avelleda, de mobilidade e transportes] fez à imprensa, diz que a redução de 50% de CO2 em 10 anos e de 100% em 20 anos deve ser de CO2 de origem fóssil. Mas na minuta não há esse detalhe. Se não especificar, é como praticamente obrigar que todos os mais de 13 mil ônibus propostos na licitação tenham de ser elétricos daqui um tempo. A lei aprovada na Câmara deixa claro que é CO2 de origem fóssil. Outra incompatibilidade entre a lei e a proposta de edital, é que as minutas trazem metas de redução ano a ano, mas não tem isso na lei. Não pode obrigar o operador a seguir algo que não está na lei. Não se pode também estipular reduções sem exigir tecnologia no papel, se na prática, as empresas de ônibus serão direcionadas a poucas tecnologias. Hoje já podemos fazer ônibus à GNV na planta de São Bernardo do Campo. As outras tecnologias ainda são muito novas aqui no Brasil. Por mais que haja evolução tecnológica cada vez mais rápida, entre desenvolver, produzir, testar, investir e ganhar credibilidade no mercado, fora a burocracia das homologações, é um tempo que pode extrapolar o das metas” – defende.

Silvio Munhoz ainda diz que precisa ser mais esclarecido o fato de as metas para depois da licitação, que deve ser concluída em 2018, pela previsão da prefeitura, se basearem nas emissões de 2016, quando cerca de 60% da frota a diesel ainda eram de tecnologia Euro III. Hoje, o padrão de restrição de emissões dos veículos a diesel de grande porte é com base nas normais internacionais Euro V.

O PL 300, que altera a Lei de Mudanças Climáticas de 2009, que determinava 100% da frota de ônibus que não dependessem exclusivamente de diesel em 2018 e acabou não sendo cumprida, foi sancionado parcialmente pelo prefeito João Doria. O cronograma de redução de poluição pelos ônibus na cidade passou, mas Doria vetou a previsão do retorno da inspeção veicular, inclusive para carros, caminhões e ônibus licenciados em outros municípios, mas que entram na capital paulista.

Conforme revelou com exclusividade ao Diário do Transporte, nesta quarta-feira, 24, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, diz que vai debater com os demais vereadores a possibilidade de derrubar o veto de Doria. Leia neste link:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/24/milton-leite-noticiais-inspecao-veicular/

Silvio Munhoz disse à reportagem que continuam os testes do ônibus a GNV na capital paulista. Houve alguns ajustes no veículo. Dados de desempenho e consumo ainda estão sendo coletados e entre março e abril será possível ter um resultado parametrizado das operações pela Viação Gato Preto. E, em breve, deve haver novidades sobre mais ônibus a GNV em operação.

“Outra empresa da cidade de São Paulo já demonstrou interesse em testar o modelo e uma empresa do Estado de São Paulo, não muito longe da capital, já nos chamou para sentar e conversar sobre a possibilidade de comercialização” – adiantou Munhoz, que por questões de ética comercial não quis revelar as empresas.

BIARTICULADOS DEVEM SER VENDIDOS PARA CURITIBA NO SEGUNDO SEMESTRE:

Scania quer vender biarticulados em Curitiba já no segundo semestre

Ainda em relação ao segmento de ônibus urbanos, é vista com boas expectativas a entrada da marca na categoria de biarticulados na cidade de Curitiba, onde hoje há veículos deste porte apenas da concorrente Volvo.

A Scania apresentou um biarticulado com carroceria Caio à cidade em novembro do ano passado.

Desde o dia 5 de dezembro, o veículo circula em testes com passageiros pela Viação Cidade Sorriso, na linha 203 Capão Raso-Santa Cândida.

Os horários de operação são restritos, mas, de acordo com Silvio Munhoz, a partir da próxima semana há a possibilidade de o biarticulado circular em tempo integral da escala.

O executivo acredita que no segundo semestre, a Scania vai começar a vender os primeiros biarticulados para Curitiba.

“Os resultados até agora, principalmente em relação a desempenho e consumo, têm sido acima das expectativas. Houve a necessidade de alguns ajustes na carroceria, como nas rampas das portas, mas os operadores de Curitiba estão gostando e se interessaram. Acredito que em dois ou três meses os testes continuem e consigamos a homologação da Urbs [Urbanização de Curitiba S.A. – gerenciadora do sistema]. No segundo semestre, já devemos fazer as primeiras vendas” – declarou Silvio Munhoz.

Diferentemente do modelo da concorrente, o biarticulado da Scania F360 HA tem motor dianteiro. A Scania, entretanto, diz que a posição do motor não causa problemas como calor e ruído interno, já que há um isolamento especial do propulsor.

Um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Paraná quer proibir que os novos ônibus em todo o Estado sejam de motor dianteiro, justamente por causa do calor e do ruído.

As fabricantes dizem que os novos modelos já não apresentam o mesmo nível de barulho e de aquecimento do ambiente interno dos veículos por causa dos avanços tecnológicos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/11/30/deputado-quer-proibir-onibus-com-motor-dianteiro-em-curitiba-e-regiao-metropolitana/

A Scania quer aproveitar as renovações de frota que as empresas da capital paranaense devem fazer até 2020.

Amparadas em decisões judiciais, as empresas de ônibus de Curitiba não renovam de forma significativa a frota desde 2013, com base em alegações sobre possíveis erros da Urbs no dimensionamento da demanda de passageiros, o que teria ocasionado prejuízos, e numa defasagem da tarifa técnica.

O prefeito Rafael Greca, por determinação da Justiça, fez a revisão da tarifa-técnica em novembro e, agora, em fevereiro, deve haver novo ajuste como previsto em contrato. Greca também se comprometeu em revisar as projeções de demanda.

Em troca, as empresas encerraram as ações judiciais que as desobrigavam de renovar a frota. Pelo acordo, até 2020, devem ser gradativamente colocados 450 ônibus zero quilômetro de diversos portes.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/11/14/curitiba-vai-receber-150-onibus-novos-por-ano-ate-2020/

Curitiba deve continuar sendo o principal mercado de biarticulados do País em curto prazo.

Em São Paulo, apesar de as minutas do edital de licitação preverem o modelo, as empresas têm optado pelo modelo superarticulado, de 23 metros, da Mercedes-Benz, pela composição empresarial das operadoras (donos de viações são revendedores da marca, como Belarmino de Ascenção Marta, da Sambaíba) e pela flexibilidade em vias comuns. Hoje a cidade possui apenas 130 quilômetros de corredores, sendo que somente um, de 8 quilômetros, o Expresso Tiradentes, é um BRT de fato.

No Rio de Janeiro, as empresas de ônibus dizem que o sistema está em colapso, com fechamento de oito viações após congelamentos e suspensões de valores de tarifas. Os dois biarticulados que estavam em circulação foram devolvidos à Volvo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/10/brt-do-rio-nao-opera-mais-com-onibus-biarticulados/

Em Goiânia, a Metrobus diz que pode até parar de operar e que apresenta déficits de cerca de R$ 2 milhões por mês. A alternativa para a companhia, que é pública, é se consorciar com empresas privadas, em especial a Reunidas. Mas o Ministério Público é contra o consórcio, alegando que pode haver transferência de patrimônio público para a iniciativa privada.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/17/metrobus-muda-proposta-de-consorcio-com-iniciativa-privada-mas-ministerio-publico-de-goias-continua-sendo-contrario/

LICITAÇÃO DA ARTESP É VAGA:

Como o mercado de ônibus rodoviários é o principal foco da Scania, a maior licitação de um sistema estadual não pode passar desapercebido pela marca: o da Artesp, que reúne as linhas intermunicipais rodoviárias e suburbanas do Estado de São Paulo.

O sistema transporta cerca de 300 mil passageiros por dia e a licitação prevê um contrato de concessão de 15 anos e investimentos, neste período, de R$ 2,6 bilhões.

A frota de ônibus deve cair 14,6% dos atuais 3.461 veículos para 2.956.

Apesar da redução, as empresas terão de comprar ônibus novos. A idade dos veículos não pode ser superior a 10 anos e a idade média da frota deve ser de cinco anos.

Há ainda dúvidas sobre o sucesso da licitação. Isso porque a Artesp, agência que regula os transportes no estado, fez uma divisão de cinco lotes do sistema e proibiu que a mesma empresa ou mesmo grupo empresarial opere mais de um lote. Ocorre que grandes grupos operam hoje áreas que correspondem a mais de um lote e não querem abrir mão dos seus mercados.

Como exemplos estão a Viação Cometa (que chegou a mover processo contra a Artesp em 2016) e o Grupo Comporte, de Constantino Oliveira, que reúne empresas como Viação Piracicabana, Manoel Rodrigues, Expresso Itamarati, Viação São Paulo São Pedro Ltda e Viação Luwasa.

Relembre os detalhes do edital cujas propostas devem ser entregues no dia 15 de março de 2018.

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/13/detalhes-da-licitacao-da-artesp-tarifas-promocionais-cobranca-por-bagagem-extra-e-padronizacao-visual/

Mas além desta questão, Silvio Minhoz diz que o edital da Artesp é vago em relação às exigências técnicas da frota, que não deveriam se limitar a estabelecer as idades dos veículos e obrigar ar-condicionado e wi-fi.

Um exemplo citado pelo executivo é ausência de uma relação entre potência e peso do veículo, pela fórmula do kg/cv.

“O mercado, claro, deve ser livre, porque o operador conhece muito mais de operar ônibus do que o Estado. Mas no edital da Artesp faltam parâmetros mínimos. É questão de conforto e segurança também. Um ônibus não pode travar o tráfego de uma rodovia numa subida. Sobre a suspensão pneumática, há apenas duas classes. Enquanto a licitação dos ônibus da cidade de São Paulo é detalhista demais, a dos rodoviários da Artesp parece ser vaga” – concluiu.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Ainda não consegui utilizar o buzogás da Scania para ver se ele tem torque para aguentar um subidão, lembrando que a 874-C foi um bom teste

    Perfeita a colocação do Sr. Silvio Munhoz.

    “Outra incompatibilidade entre a lei e a proposta de edital, é que as minutas trazem metas de redução ano a ano, mas não tem isso na lei. Não pode obrigar o operador a seguir algo que não está na lei. Não se pode também estipular reduções sem exigir tecnologia no papel, se na prática, as empresas de ônibus serão direcionadas a poucas tecnologias.”

    Mais um PARALELEPÍPEDO” entre as 36084 páginas do Edital, somando os dos dois relatórios apresentados.

    ACORDA SAMPA, MUDA BARSIL.

    Att,

    Paulo Gil

    1. Zé Tros disse:

      Paulo, essa sua preocupação com torque é desnecessária. Os veículos evoluíram cara. Esse chassi da Scania tem 280 cv e torque de 1.350 Nm. Ou seja, tem torque mais do que suficiente para encarar as ruas brasileiras.

  2. Daniel Batista dos Santos disse:

    A Scania, no segmento urbano, definitivamente ficou para trás. Insistir no GNV (que já fez parte da frota de SP há uns 20 anos atrás) e não investir em desenvolvimento de veículos híbridos/elétricos, que serão o futuro… demorar mais de 20 anos para projetar veículos biarticulados, e quando o faz, faz um modelo tecnicamente defasado (motor dianteiro)… não investe em produzir veículos superarticulados de 23 metros, padrão no maior mercado do país… enquanto isso, a Volvo nada de braçada, desenvolvendo produtos em sintonia com as demandas do transporte coletivo. E aonde a Scania está um pouco mais avançada, enfrenta forte concorrência. Sempre sonhei em ver a Scania como protagonista no mercado urbano, mas esse sonho está cada vez mais distante. Está mais fácil ver a marca sumir do mapa urbano e se perpetuar somente no rodoviário. Triste…

    1. Zé Tros disse:

      Não só a Volvo como a Mercedes estão anos luz na frente da Scania em se tratando de conhecimento de mercado.

      1. Daniel Batista dos Santos disse:

        Citei a Volvo mais pelas características semelhantes a Scania… MB e VW no segmento urbano estão mais que consolidadas, não dá nem pra comparar…

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