Entrega de 250 ônibus elétricos para capital paulista nesta quarta (30): Somente Eletra, serão 94 unidades. São Paulo ultrapassa 2 mil coletivos a eletricidade
Publicado em: 29 de setembro de 2026
Maior parte dos veículos da fabricante brasileira é do tipo “superarticulado”. Saiba o endereço e outros detalhes
ADAMO BAZANI
A entrega de 250 ônibus elétricos para a cidade de São Paulo, nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, terá diferentes marcos.
Um deles é que a capital paulista, hoje oficialmente com 1.759 unidades, vai ultrapassar a quantidade de dois mil coletivos a eletricidade, contando com 189 trólebus (conectados à fiação aérea). Ao todo, serão 1.820 ônibus somente com bateria.
Apesar de ser um número expressivo, colocando a cidade de São Paulo entre as maiores frotas de ônibus elétricos das Américas, o número ainda está abaixo da meta de 2,6 mil coletivos, que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024. Ou seja, quase dois anos inteiros depois, foram alcançados 77,3% da meta. A quantidade de elétricos também é relativamente pequena diante de toda a frota de ônibus municipais gerenciada pela SPTrans (São Paulo Transporte), representando 14,7% de todos os 13.690 veículos da frota contratada em agosto, último mês disponível na série oficial da gerenciadora da capital paulista.
A apresentação ocorre às 9h30 na Praça Heróis da FEB, em Santana, na zona Norte.
Outro marco é a predominância de marcas nacionais no sistema.
Somente os veículos com tecnologia brasileira Eletra, plataformas Mercedes-Benz ou Scania, montados em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, com carroceria Caio, de Botucatu, serão 94 unidades na entrega, das quais a maior parte é do tipo “superarticulado”, com quase 22 metros de comprimento.
A marca brasileira fará as seguintes apresentações:
- 18 ônibus para a KBPX, de 15 m, com três eixos e plataforma Scania.
- 48 ônibus para a Via Sudeste, do tipo “superarticulado”, com plataforma Mercedes-Benz.
- 27 ônibus para a Move Buss, do tipo básico, de 12 m, com plataforma Mercedes-Benz.
- 1 ônibus para a Viação Grajaú, do tipo “superarticulado”, com plataforma Mercedes-Benz.
O Diário do Transporte noticiou no último domingo, 27 de setembro de 2026, que o ônibus 2 mil será um “superarticulado” Eletra para a Via Sudeste.
Relembre:
PREFERÊNCIA NACIONAL, MAS SEM PRECONCEITOS:

De acordo com dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), que reúne fabricantes e representantes do setor, a combinação Eletra/Caio liderou os emplacamentos brasileiros de ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026, com 224 unidades e participação de 38%.
No mesmo período, a Mercedes-Benz registrou 113 unidades, equivalentes a 19,2%, e a BYD, 109 ônibus, correspondentes a 18,5%. O modelo mais emplacado foi o padron de piso baixo com tecnologia Eletra e carroceria Caio, no padrão da SPTrans: 113 unidades.
O levantamento contabilizou 589 ônibus elétricos emplacados no Brasil entre janeiro e junho, alta de 92,5% sobre as 306 unidades do primeiro semestre de 2025. São Paulo respondeu por 429 emplacamentos, ou 72,8% do total nacional. Esses números representam os registros realizados no período, e não o total acumulado de veículos em circulação por fabricante ou município.
No entanto, é importante destacar que, mesmo com vantagens como a proximidade entre fabricante, operador e gestor público e com linhas de financiamento disponíveis, como as do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a tecnologia brasileira não é a única opção disponível.
Atualmente, marcas chinesas também têm oferecido modelos.
Há diferenças entre desenvolver a tecnologia no Brasil, fabricar veículos no país e importar ônibus completos. Uma empresa de origem estrangeira pode manter produção e assistência técnica em território brasileiro, como ocorre com a BYD, enquanto outras marcas trabalham com veículos importados e estruturas locais de comercialização e atendimento.
Como mostrou o Diário do Transporte em junho, fabricantes como Higer e Ankai também oferecem veículos ao mercado paulistano. Essa diversidade amplia as possibilidades de compra, mas exige verificar as condições de manutenção, fornecimento de peças, garantia das baterias e atendimento durante toda a vida útil dos ônibus.
Para o sistema de transporte, a escolha envolve o custo de aquisição e também quanto o veículo custa para circular, sua disponibilidade diária, a capacidade de transportar passageiros e a compatibilidade com as linhas e garagens.
A presença de engenharia nacional pode facilitar adaptações às condições brasileiras e o contato com os responsáveis pelo desenvolvimento. Já a concorrência entre fornecedores pode ampliar a oferta e pressionar por melhores condições comerciais. Em ambos os casos, o resultado precisa aparecer no serviço prestado ao passageiro.
SUPERARTICULADOS REPRESENTAM MAIS DA METADE DO LOTE DA ELETRA
Dos 94 ônibus com tecnologia Eletra previstos para esta quarta-feira, 49 são superarticulados: 48 destinados à Via Sudeste e um à Viação Grajaú. São, portanto, 52,1% do lote da fabricante brasileira.
O veículo escolhido para representar o marco de dois mil elétricos tem 21,5 metros de comprimento. Embora comercialmente chamado de superarticulado, possui uma articulação, assim como os articulados convencionais. A diferença está no comprimento e na configuração do conjunto, que permitem ampliar o espaço disponível para passageiros.
Ônibus maiores são necessários em linhas de alta demanda. A eletrificação dessas operações exige veículos capazes de substituir os atuais coletivos sem reduzir a capacidade de transporte ou aumentar a quantidade de partidas apenas para compensar um salão menor.
Os ônibus de 15 metros e três eixos destinados à KBPX atendem a outra configuração operacional, enquanto os básicos de 12 metros da Move Buss mostram que a renovação também alcança veículos de menor porte em relação aos superarticulados.
Essa variedade é relevante porque a frota paulistana atende desde corredores movimentados até ruas de bairros, com diferenças de largura, curvas, relevo, demanda e condições de embarque.
DOIS MIL ELÉTRICOS: MARCO INCLUI TRÓLEBUS E ÔNIBUS A BATERIA
Com a adição das 250 unidades ao total informado de 1.759 veículos, São Paulo chegará a 2.009 ônibus elétricos: 1.820 a bateria e 189 trólebus.
Os dois tipos utilizam motor elétrico para movimentar o veículo. Nos trólebus, a energia vem principalmente da rede aérea. Nos ônibus a bateria, fica armazenada a bordo e é reposta por carregadores.
A distinção também ajuda a interpretar a comparação com a meta. O percentual de 77,3% considera os 2.009 coletivos elétricos, incluindo os trólebus. Os 1.820 veículos exclusivamente a bateria equivalem a 70% do parâmetro de 2.600 unidades.
Em relação à frota contratada de 13.690 ônibus citada na abertura, os modelos a bateria representarão aproximadamente 13,3%, e os elétricos, somados aos trólebus, 14,7%.
Assim, o marco de dois mil veículos reúne uma tecnologia presente na cidade há mais de sete décadas e outra que começou a ganhar escala mais recentemente.
INFRAESTRUTURA: COMPRAR O ÔNIBUS É UMA PARTE DA TRANSIÇÃO
A eletrificação depende de uma sequência de investimentos. Além dos veículos, as garagens precisam de carregadores, instalações elétricas dimensionadas para a operação, sistemas de proteção e capacidade de receber a energia necessária.
A demanda de uma garagem com dezenas ou centenas de ônibus é diferente da recarga de um automóvel. A ligação pode exigir obras na rede de distribuição, transformadores e adequações no imóvel. Os prazos dessas intervenções precisam acompanhar a fabricação e a entrega dos coletivos.
Em nota de fevereiro de 2025, a ABVE contestou a atribuição do atraso paulistano à capacidade geral das fábricas. A entidade informou que cinco empresas consultadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços haviam declarado capacidade instalada para produzir até 9.920 ônibus elétricos por ano.
Segundo a associação, os principais entraves estavam no planejamento da infraestrutura de recarga e em ajustes dos modelos de financiamento das operadoras. A posição da entidade distingue a capacidade industrial de fabricar ônibus da capacidade de cada cidade de colocá-los efetivamente nas ruas.
Na operação, também é necessário compatibilizar a autonomia com a programação das linhas. Distância percorrida, relevo, lotação, trânsito e uso do ar-condicionado influenciam o consumo de energia.
O planejamento deve definir quando cada ônibus será carregado, por quanto tempo e como a garagem distribuirá a potência entre os veículos. Deve prever ainda manutenção dos carregadores e alternativas para falhas no abastecimento elétrico.
Para o passageiro, a medida do sucesso é a regularidade: o ônibus precisa estar disponível para cumprir as viagens programadas.
ARTICULADOS DE 18 METROS E MICRÕES EXIGEM OFERTA ADEQUADA ÀS LINHAS
A capacidade de produzir milhares de ônibus elétricos não significa que exista a mesma variedade de opções para todas as categorias utilizadas em São Paulo.
Entre os segmentos que exigem ampliação da oferta estão os articulados de aproximadamente 18 metros e os mídis, conhecidos como micrões. O desafio inclui modelos disponíveis em escala, homologados para o sistema e compatíveis com as condições de operação.
Como mostrou o Diário do Transporte em agosto, fabricantes apresentaram ou desenvolvem novas configurações, incluindo mídis, veículos de piso alto para aplicações específicas e articulados de 18 metros. O desenvolvimento dessas alternativas ajuda a ampliar o mercado, mas sua incorporação depende de avaliações técnicas e da disponibilidade comercial.
Um superarticulado de quase 22 metros pode atender a corredores e linhas de maior demanda, mas sua utilização depende de espaço para manobras, características dos pontos e terminais e compatibilidade com o itinerário.
Já os micrões têm papel importante no atendimento dos bairros, especialmente em vias estreitas e percursos com condições mais severas. Substituí-los exige preservar a capacidade de acessar essas ruas, a acessibilidade e o atendimento às áreas servidas.
A renovação, portanto, precisa ser planejada por categoria de veículo e por linha.
DIESEL RESTRINGIDO DESDE 2022 E ELETRIFICAÇÃO ATRASADA PROLONGARAM A PERMANÊNCIA DOS ÔNIBUS ANTIGOS
Desde 17 de outubro de 2022, a política da Prefeitura de São Paulo passou a restringir a inclusão de novos ônibus a diesel no sistema municipal, direcionando a renovação para tecnologias sustentáveis. A implementação teve tratamentos específicos para categorias com oferta elétrica mais limitada, como veículos menores, e para situações de transição.
Com o ritmo da eletrificação abaixo do esperado, parte dos ônibus antigos permaneceu por mais tempo em circulação. A SPTrans ampliou sucessivamente a tolerância de idade para preservar o atendimento.
Em janeiro de 2026, o Diário do Transporte mostrou que os micrões haviam recebido mais um ano de tolerância. A SPTrans informou que os veículos desse tipo poderiam permanecer na frota até o fim de 2026, considerando as possibilidades do mercado de ônibus elétricos.
Na mesma apuração, a gerenciadora informou a existência de 2.214 ônibus com idade entre 11 e 13 anos. A reportagem também identificou um micrão de ano-modelo 2012 e fabricação 2011, então com 14 e 15 anos, respectivamente, autorizado a continuar no sistema.
A ampliação dos limites permitiu manter veículos necessários à operação, mas também prolongou a utilização de ônibus de gerações anteriores de controle de emissões. Segundo a SPTrans, os coletivos com mais de dez anos passam por vistorias mais frequentes e são utilizados preferencialmente na reserva técnica.
Outro ponto é que, a partir de 2023, foi excluída a obrigatoriedade de manutenção da idade média da frota prevista nos contratos de concessão, conforme a informação publicada pela própria administração municipal. Idade média e idade máxima são critérios diferentes: o primeiro acompanha o conjunto dos ônibus; o segundo estabelece até quando cada veículo pode permanecer.
A entrega de elétricos precisa, assim, ser acompanhada pela retirada dos veículos antigos e pela renovação das categorias que ainda apresentam dificuldades de substituição.
BIOMETANO E EURO 6 TAMBÉM FAZEM PARTE DO DEBATE SOBRE RENOVAÇÃO
A redução das emissões do transporte coletivo pode reunir diferentes tecnologias, conforme as características do sistema e a infraestrutura disponível.
O biometano é produzido pela purificação do biogás, obtido da decomposição de matéria orgânica. Pode aproveitar resíduos de aterros, atividades agropecuárias e outros processos, desde que o combustível atenda às especificações necessárias.
Seu uso exige motores apropriados, fornecimento regular, armazenamento e estrutura de abastecimento. O benefício climático depende também da origem do gás e do controle de vazamentos ao longo da cadeia.
Na Região Metropolitana de Goiânia, a renovação foi estruturada com diferentes soluções. O projeto Nova RMTC inclui ônibus elétricos e veículos a combustão com padrão Euro 6. A Metrobus também anunciou a operação dos primeiros seis articulados a biometano no BRT Leste-Oeste, no Eixo Anhanguera.
A opção permite combinar tecnologias conforme as condições de cada operação. Os veículos a diesel Euro 6 continuam utilizando combustível e emitindo gases pelo escapamento, mas seguem limites de poluentes locais mais restritivos que os Euro 5 e Euro 3.
No Brasil, o padrão correspondente é o Proconve P8. A comparação deve distinguir os poluentes que afetam diretamente a qualidade do ar, como óxidos de nitrogênio e material particulado, das emissões de dióxido de carbono associadas ao consumo de combustível. Uma redução de NOx não representa, automaticamente, a mesma redução de CO₂.
A política federal de renovação também contempla essa diversidade: o Novo PAC prevê ônibus elétricos e equipamentos de recarga, além de veículos Proconve P8 para sistemas BRT e corredores exclusivos.
Para São Paulo, o debate envolve compatibilizar os objetivos ambientais com a velocidade de substituição da frota antiga, a disponibilidade de modelos e a infraestrutura necessária a cada alternativa.
DE 1947 A 2026: O HISTÓRICO DA ELETRIFICAÇÃO DOS ÔNIBUS PAULISTANOS
A entrega desta quarta-feira integra uma trajetória com expansão industrial, experiências operacionais e mudanças nas políticas de transporte.
- 1947 — Primeira encomenda e chegada dos trólebus: A recém-criada CMTC preparou o sistema com uma frota inicial de 30 veículos importados, recebidos a partir de 1947. A implantação exigia também rede aérea e instalações de alimentação elétrica.
- 1949 — Início da operação: Em 22 de abril, entrou em funcionamento a primeira linha de trólebus do Brasil, entre Aclimação e Praça João Mendes. Os ônibus elétricos passaram a integrar o transporte cotidiano da cidade.
- Anos 1950 e 1960 — Desenvolvimento da indústria nacional: Fabricantes brasileiros passaram a produzir trólebus e equipamentos elétricos, ampliando as possibilidades de compra e manutenção. São Paulo teve papel importante como mercado para essa indústria.
- 1963 — CMTC monta seus próprios trólebus: A companhia passou a montar carrocerias em suas oficinas, utilizando componentes da Metropolitana e equipamentos de veículos anteriores. O programa produziu 144 trólebus e ajudou a sustentar a operação.
- Anos 1960 — Conversão de ônibus a diesel: A atuação da CMTC também incluiu transformar veículos originalmente a diesel em trólebus. O acervo histórico da SPTrans registra um exemplar convertido pela companhia em 1969.
- 1977 — Projeto Sistran: O plano propôs ampliar e modernizar o sistema, com previsão de 1.280 trólebus e mais 280 quilômetros de rede. Também estimulou uma geração de veículos com comandos eletrônicos e melhorias operacionais.
- 1979 — Novos veículos do Sistran: A produção inicial envolveu Ciferal, Scania, Bardella Borriello e Tectronic. Embora o plano tenha sido executado parcialmente, contribuiu para atualizar a indústria brasileira de trólebus.
- 1988 — Corredor elétrico no ABC Paulista: O Corredor São Mateus–Jabaquara introduziu outra referência regional, com circulação em pista segregada. A experiência pertence ao sistema metropolitano, distinto da rede municipal paulistana.
- Anos 2000 — Redução da rede municipal: A desativação de trechos em regiões como Santo Amaro, Pinheiros, Butantã e zona Norte reduziu a presença dos trólebus na capital. A continuidade da tecnologia ficou concentrada em parte da rede.
- 1993 e 1994 — Privatização da operação da CMTC: A transferência das operações para empresas privadas alcançou também os trólebus. As garagens Brás, Tatuapé e Santo Amaro foram assumidas por diferentes operadores, alterando o modelo de prestação do serviço.
- 2007 — Híbridos no Expresso Tiradentes: A implantação do corredor incluiu 15 ônibus híbridos, com tração elétrica associada à geração de energia por motor a diesel. A configuração preservava o uso de combustível, mas introduzia outra aplicação da eletrificação no sistema.
- 2019 — Frota piloto da atual geração a bateria: A Prefeitura apresentou 15 ônibus BYD da Transwolff para a linha 6030-10, Unisa–Terminal Santo Amaro. O lote consolidou uma operação regular da nova geração de veículos exclusivamente a bateria, após experiências anteriores.
- 2022 — Restrição aos novos ônibus a diesel: Em 17 de outubro, a Prefeitura direcionou a renovação para tecnologias sustentáveis. A medida aumentou a necessidade de coordenar veículos, financiamento e infraestrutura de abastecimento.
- 2023 — Ampliação das entregas a bateria: Um lote de 50 veículos elevou o total informado pela Prefeitura a 270 elétricos, incluindo 201 trólebus. A entrega reuniu ônibus de diferentes operadores e configurações.
- 2024 — Prazo da meta de 2.600 elétricos: O objetivo anunciado para dezembro terminou sem ser alcançado. As entregas continuaram nos anos seguintes.
- 2025 — Marca de mil elétricos: Em novembro, a cidade chegou a 1.009 veículos, sendo 820 a bateria e 189 trólebus.
- Junho de 2026 — Entrega de 500 unidades: O lote apresentado no dia 21 elevou o total oficial a 1.759 ônibus elétricos.
- Setembro de 2026 — Mais de dois mil elétricos: A apresentação das 250 unidades nesta quarta-feira leva a cidade a 2.009 coletivos a eletricidade. O veículo escolhido para representar o marco é um superarticulado Eletra/Caio/Mercedes-Benz da Via Sudeste.
O RESULTADO PARA O PASSAGEIRO DEPENDE DA RENOVAÇÃO E DA REGULARIDADE
Os ônibus elétricos reduzem o ruído da propulsão e eliminam as emissões de escapamento durante a circulação. A substituição dos veículos antigos também permite incorporar equipamentos de conforto e acessibilidade.
Esses ganhos precisam acompanhar a programação das linhas. Veículos adequados à demanda, manutenção, energia disponível e cumprimento dos horários são partes do mesmo serviço.
A entrega desta quarta-feira amplia a escala da eletrificação paulistana. O próximo desafio é dar continuidade à renovação, alcançar as categorias com menor oferta de modelos e reduzir a permanência dos ônibus antigos, transformando a quantidade anunciada em melhoria cotidiana para quem utiliza o transporte coletivo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




O único problema da Eletra é o modelo padron sem bancos traseiros assim como a BYD parece que fizeram uma nova carroceria com esses bancos mas aparentemente são mais caros e não acredito que mudarão o padrão para venderem mais, só fico triste porque a Scania com o padron, Mascarello com o Horizon e a VW só irão conseguir vender para empresas que não são ligadas a Divena e são menores, já que a Metrópole Paulista aqui na ZL é ligada a ela e só compra padron com pouquíssimos bancos e sem os traseiros tendo de vantagem apenas o super articulado da Eletra com bancos aceitáveis, já que o modelo elétrico de 18 metros da Mercedes também nerfaram os bancos traseiros.