CPTM contrata FIPE para avaliar uso de ‘naming rights’ nas estações Vila Olímpia, Mooca, Luz e Brás

Foto: Diário dos Trilhos

Fundação foi contratada nessa semana por dispensa de licitação e estudará a exploração comercial através da agregação de marcas licenciadas à denominação oficial das estações situadas nas linhas 7, 9, 10 e 11

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) contratou por dispensa de licitação a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas -FIPE para a prestação de serviços para estudos técnicos especializados que avaliarão a utilização de naming rights em quatro estações: Vila Olímpia (Linha 9 Esmeralda), Mooca (Linha 10 Turquesa), Luz (Linha 7 Rubi) e Brás (Linha 11 Coral).

Os “naming rights” das estações da capital paulista (ou direitos de nomeação) permitem que as estações recebam um nome adicional de uma marca ou produto.

No Rio de Janeiro, como mostrou o Diário do Transporte, a concessionária Metrô Rio renomeou uma das estações para Botafogo/Coca-Cola. Relembre:

MetrôRio concede nome da estação Botafogo para a Coca-Cola

O contrato com a FIPE foi assinado nessa quinta-feira, 15 de abril de 2021, e tem o valor de R$ 250.050,00 (Base: setembro/2020).

A FIPE tem prazo de três meses para apresentar resultados dos estudos.

O Metrô de São Paulo, em fevereiro de 2021. obteve aprovação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo para viabilizar seu projeto de concessão do naming rights das estações da companhia por um período de até vinte anos.

O aceite do projeto foi obtido com sete votos a favor e três abstenções, e era fundamental para os próximos passos. Foram analisadas questões como possíveis poluições visuais, mudanças estéticas e urbanísticas das estações e seu entorno, tomando como direção da discussão os fundamentos presentes na Lei Cidade Limpa.

Na justificativa da Companhia do Metropolitano de SP (Metrô) na reunião em que participou o Diretor Comercial da estatal, foi colocado como exemplo a queda notável de receitas da empresa em 2021 devido à pandemia do coronavírus, caindo de R$ 2,126 bilhões em 2019 para R$ 957 milhões de receita tarifária em 2020. Ou seja, estes valores foram obtidos apenas com a comercialização e cobrança de bilhetes de embarque para viagem. Relembre:

Comissão Urbana da Prefeitura de SP autoriza Metrô a permitir que empresas associem suas marcas a uma estação

LICITAÇÕES DA CPTM

Como noticiou o Diário do Transporte, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) e a Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) divulgaram em 16 de fevereiro de 2021, o 4º bloco de respostas a perguntas enviadas por grupos, empresas e entidades com interesse na concessão das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).

Um dos questionamentos tratava justamente da exploração comercial das estações com a adoção de “naming rights”, incluindo a vinculação de banners, imagens e alteração nas cores do espaço.

Na resposta 365 do bloco, a STM afirma que “igualmente observada a necessidade de que a exploração se dê através da agregação de marcas licenciadas à denominação oficial das estações, e não através de qualquer tipo de substituição daquela denominação oficial”, ou seja, será permitido agregar uma marca ou nome de produto às estações como forma de obtenção de receita, sem, no entanto, desvincular do nome original. Relembre:

Estações da Linha 8 e 9 poderão receber nomes de marcas após concessão

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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