Estações da Linha 8 e 9 poderão receber nomes de marcas após concessão

Ideia de uso comercial no nome de estações já é adotado no Rio de Janeiro. Foto: Diário do Transporte

Informação foi confirmada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos durante 4º bloco de respostas sobre dúvidas de interessados em assumir a operação das duas linhas da CPTM

WILLIAN MOREIRA

Com previsão de serem leiloadas em março de 2021, de acordo com o cronograma do Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) e a Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) divulgaram nesta terça-feira, 16 de fevereiro de 2021, o 4º bloco de respostas a perguntas enviadas por grupos, empresas e entidades com interesse na concessão das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).

Um dos questionamentos trata da exploração comercial das estações com a adoção de naming rights, ideia que segue a linha do implantado no Metrô do Rio de Janeiro, incluindo a vinculação de banners, imagens e alteração nas cores do espaço. O Metrô carioca adotou a prática na estação Botafogo, agregando ao nome a marca Coca-Cola. Relembre:

MetrôRio concede nome da estação Botafogo para a Coca-Cola

Na resposta 365 do bloco, a STM afirma que “igualmente observada a necessidade de que a exploração se dê através da agregação de marcas licenciadas à denominação oficial das estações, e não através de qualquer tipo de substituição daquela denominação oficial”, ou seja, será permitido agregar uma marca ou nome de produto às estações como forma de obtenção de receita, sem, no entanto, desvincular do nome original.

Essa ideia também vem sendo estudada pelo Metrô de São Paulo, conforme edital publicado em abril do ano passado. Essa prática ocorre em estádios de futebol e casas de espetáculos, como nos estádios do Palmeiras e Corinthians, que se chamam Allianz Parque e Neo Química Arena, respectivamente.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2020/04/29/metro-de-sao-paulo-vai-conceder-os-nomes-das-estacoes-para-exploracao-publicitaria/

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. laurindo martins junqueira filho disse:

    Não nos esqueçamos de que as marcas desaparecem com o tempo. A Ford e a GM recentemente se foram de nosso país … A IBM já foi a maior dos computadores … O Biotônico Fontoura, o Rum Creosotado, o Óleo de Fígado de Bacalhau, o xarope Phimatosan, a Lojas Clipper, a Sears, o Mappin, a Mesbla, as Lojas Pirani, as Casas José Silva, e tantas outras marcas de sucesso no passado, já se foram para nunca mais voltar. Apor uma marca ao nome de uma estação significa mudar TODA a comunicação visual de mapas da rede em TODAS as estações do metrô e da CPTM. O custo disso é altíssimo, segundo cálculos feitos por metroviários mais conscientes do papel que possuem os nomes das estações de metrô numa metrópole. Esses nomes se referem aos logradouros da cidade e não a marcas do momento. Quando Franco Montoro começou a fazer graça dando à estação Ponte Pequena (um tradicional bairro de italianos) o nome de Estação Armênia (a sofrida colônia armênia, vítima de um holocausto pelos turcos, não era dali!), a brincadeira se espalhou. Times de futebol (inclusive do meu glorioso Corinthians!), nomes de igrejas e coisas assim, passaram a perverter a função primordial dos nomes de estações do metrô quanto a serem MARCOS URBANOS (e NÃO MARCAS COMERCIAIS). Que tal seria se tivéssemos uma linha de metrô com os nomes do biotônico, do rum, do óleo de fígado, do xarope e das demais marcas citadas? Não seria uma gracinha de cidade?

  2. Mooca será Antarctica(mesmo sem estar, mas está e continua)…Imagine então Santo André-Solvay???

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