Tarifa do Transcol, no Espírito Santo, aumenta para R$ 4 a partir deste domingo (10)

Tarifa com desconto no domingo passará de R$ 3,40 para R$ 3,50. Foto: Divulgação.

Valor atual é de R$ 3,90, portanto reajuste é de 2,56%

JESSICA MARQUES

A tarifa dos ônibus do Sistema Transcol, na Região Metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, vai aumentar para R$ 4 a partir deste domingo, 10 de janeiro de 2021.

Atualmente, o valor está em R$ 3,90, portanto, o reajuste será de 2,56%.

A tarifa com desconto no domingo passará de R$ 3,40 para R$ 3,50 e o Bike GV vai de R$ 1,95 para R$ 2,00.

JUSTIFICATIVAS

O índice foi apresentado na reunião do CGTRAN, conselho que delibera sobre tarifa, na manhã desta quinta-feira (07), no auditório do DER (Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo). O conselho tem representantes do Governo, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada.

“O realinhamento de preços é necessário para cumprir o contrato de concessão do sistema, assinado em 2014, que prevê reajustes anuais no mês de janeiro. Por determinação do governador Renato Casagrande, o índice de reajuste aplicado ficou abaixo da inflação acumulada, que fechou o ano em 4,31% (IPCA)”, informou o governo do Estado, em nota.

“Se comparada às tarifas cobradas nos Estados da Região Sudeste, a passagem do Transcol continua sendo a mais barata. Rio de Janeiro (R$ 4,05), São Paulo (R$ 5,10) e Belo Horizonte (R$ 5,60), ainda vão reajustar seus valores”, justificou também.

Atualmente, o Sistema Transcol opera com 1,4 mil veículos na frota, aproximadamente 11,5 mil viagens diárias e 420 mil passageiros, por dia. Com tarifa única para todo o sistema, é possível ir de Setiba, em Guarapari, até Praia Grande, no município de Fundão.

FÓRMULA

O Governo do Estado ressaltou ainda que no contrato está definido que os reajustes da tarifa são anuais e obedecem a uma fórmula de cálculo que leva em consideração custos como mão de obra, combustível e veículos.

Desde o último reajuste, em janeiro de 2020, a variação foi de 2,46% para salários; – 6.5% para o diesel; 6,18% para veículos; e 24,27% do IGP-DI.

A fórmula é constituída de um conjunto de índices de variações de preços dos principais insumos utilizados na produção e prestação dos serviços do Transcol, distribuídos da seguinte forma:

– 20% da variação do preço do litro de óleo diesel;

– 16% da variação dos veículos;

–  54% da variação dos salários de motoristas e cobradores;

– 10% da variação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) calculado e publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A soma das variações desse conjunto de índices de preços, ponderado pelo peso de cada tipo de insumo, resulta no índice de variação do valor da tarifa que é parcialmente paga pelos usuários e parcialmente paga por meio de subsídios do Governo do Estado.

GREVE E PROTESTOS

Neste ano, os trabalhadores do Transcol realizaram paralisações e protestos devido à suspensão da função de cobrador durante a pandemia de Covid-19.

Estes funcionários, segundo o sindicato, deveriam estar sendo reaproveitados em outras funções, o que não está acontecendo integralmente.

Relembre:

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Em 04 de janeiro, o sindicato chegou a ser notificado pela Justiça do Trabalho, que considerou a greve como prejudicial a saúde, por aumentar de risco de transmissão do coronavírus, devido à lotação no transporte ser maior.

Relembre:

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No dia 05, por sua vez, os trabalhadores realizaram uma passeata e pararam os ônibus em vias de grande movimento do centro de Vitória.

Relembre:

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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