Governo de SP anuncia endurecimento na quarentena com somente serviços essenciais entre os dias 25 e 27 e 01º e 03 em todo o Estado
Publicado em: 22 de dezembro de 2020
Decisão foi tomada por causa do crescimento de contágios, internações e mortes pela covid-19 no Estado. A região de Presidente Prudente foi reclassificada para a fase vermelha do Plano São Paulo por ter alcançado 83% de ocupação de leitos
ADAMO BAZANI
Colaborou Willian Moreira
A equipe de Saúde da gestão do governador João Doria anunciou nesta terça-feira, 22 de dezembro de 2020, o endurecimento de regras na quarentena.
A decisão foi tomada por causa do crescimento de contágios, internações e mortes pela covid-19 no Estado.
O secretário estadual da Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, anunciou que as “medidas transversais” mais restritivas foram recomendações do comitê de contingenciamento contra a covid-19.
A região de Presidente Prudente foi reclassificada para a fase vermelha do Plano São Paulo por ter alcançado 83% de ocupação de leitos. A medida vale até a próxima reclassificação.
Em todo o Estado de São Paulo, entre os dias 25 e 27 de dezembro e entre 01º e 03 de janeiro somente serviços essenciais vão funcionar. Na prática é como todo o Estado de São Paulo retrocedesse para a fase vermelha nestes dias.
Em janeiro nenhuma região do Estado de São Paulo irá para a fase verde e a nova classificação das cidades só vai ocorrer em 07 de janeiro em vez de 04 de janeiro.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, destacou que regiões como de
Registro e Sorocaba, no interior paulista, e ABC, na região metropolitana de São Paulo, são as que possuem ocupação de leitos mais preocupantes, mas não ainda que as classificaria para a fase vermelha até 07 de janeiro de 2020.
Não é a primeira vez que diante do avanço da doença em São Paulo recentemente, a gestão Doria adota medidas mais restritivas.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 30 de novembro de 2020, todo o Estado de São Paulo foi colocado na fase amarela do plano da quarentena.
Até então, regiões como capital paulista, Grande São Paulo e Baixada Santista estavam na fase verde, menos restritiva.
Relembre:
Em 11 de dezembro de 2020, diante do aumento de casos de Covid-19 em São Paulo, o governo do Estado anunciou uma série de medidas para reduzir a possibilidade de aglomerações.
Foi permitida a ampliação do funcionamento de shopping, lojas de rua e centros de compras de 10 horas para 12 horas por dia para distribuir melhor as pessoas, inclusive no transporte coletivo, englobando clientes e funcionários que vão até estes locais de ônibus, trens e metrô.
A capacidade dos estabelecimentos continuou com 40% de ocupação e o horário máximo de funcionamento é 22h.
Entretanto, bares só puderam funcionar até às 20h. Até esta sexta-feira, era até às 22h. Restaurantes puderam ficar abertos até às 22h, mas a venda de bebida alcoólica só pode ser feita até às 20h.
Nos bares e restaurantes também foram mantidos 40% de ocupação.
As lojas de conveniência, como de postos de combustíveis em área urbana, puderam funcionar até às 22h, mas a venda de bebidas alcoólicas ficará restrita até 20h, seja para consumo local ou transporte.
Relembre:
Mas nenhuma destas medidas alcançou o resultado pretendido.
TRANSPORTES: OFERTA MAIOR QUE DEMANDA E FONTES EXTRA-TARIFÁRIAS:
Toda alteração no Plano São Paulo é acompanhada de perto pelo setor de transportes.
Nos casos de flexibilização maior há impactos diretos na demanda de passageiros de ônibus, trens e metrô, e também aumento no trânsito de veículos particulares.
Em relação ao transporte público, de acordo com os especialistas, o ideal é ampliar a oferta de ônibus e composições num percentual maior que o da demanda para evitar superlotação e risco maior de contágio. Ao mesmo tempo, tem sido um desafio manter os sistemas economicamente sustentáveis com uma oferta maior que a demanda, num cenário ideal de operação neste momento.
O consenso é que os sistemas de transportes não devem depender apenas das tarifas, mas obter formas de subsídios externos para a continuidade dos serviços.
DECRETO E FASES:
O Diário do Transporte mostrou no dia 29 de maio de 2020, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.
A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões, mas agora foi unificada.
Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;
Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano
Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;
Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;
Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba
São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:
Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)
Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais
– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.
– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.
– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.
– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.
– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.
– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.
– Segurança: serviços de segurança pública e privada.
– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.
Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.
Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 20%, horário reduzido para quatro horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Fica proibida a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração.
Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades
Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Adiciona-se à lista salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. O governo do Estado antecipou para esta fase as academias, parques e salões de beleza e barbearias.
Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições
Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.
Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.
Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes












A CONSCIENCIA HUMANA não existe mais,,,,,estes que ignoram, ainda assim tem a pachorra de criticar o governo. São aqueles que com seu carrinho, inclusive, donos de si, vão para o interior, tem dinheiro, pode beber,,,,esquecem que tambem podem matar,,,,se for parente seu…Deixe que se matem…to fazendo minha parte.