Doria assina ordem para o início das obras do VLT da Baixada Santista

Publicado em: 24 de setembro de 2020

Sistema já deveria estar integralmente concluído

Também serão entregues obras no trecho entre os Km 59 e Km 65 da Rodovia Anchieta

ADAMO BAZANI

O governador de São Paulo João Doria assinou na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro de 2020, ordem de serviço para o início das obras do segundo trecho do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista.

Como mostrou o Diário do Transporte, a Cestesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo publicou oficialmente na sexta-feira, 18 de setembro, a concessão da licença ambiental para as obras da segunda fase do VLT.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/09/18/cetesb-concede-licenca-ambiental-para-obras-do-segundo-trecho-do-vlt-da-baixada-santista/

O segundo trecho do VLT vai da avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos, no litoral Sul paulista, com oito quilômetros e 14 estações acessíveis, passando pelas ruas Campos Mello, Doutor Cochrane, João Pessoa, Visconde de São Leopoldo, São Bento, Amador Bueno, Constituição, Luiz de Camões e a Avenida Conselheiro Nébias.

A expectativa é de uma demanda diária de 35 mil passageiros em dias normais da semana sem os efeitos da pandemia da Covid-19.

Para o novo trecho, serão colocadas mais sete composições em operação.

Por meio de nota, o Governo do Estado informou que “o prazo de conclusão do projeto é de 30 meses”. 

Como mostrou o Diário do Transporte, em 06 de julho de 2020, governador de São Paulo, João Doria, assinou contrato de R$ 217,7 milhões com a construtora Queiroz Galvão para o início das obras.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/07/06/doria-assina-contrato-de-r-2177-milhoes-para-segundo-trecho-do-vlt-da-baixada-santista/

O sistema é operado pela BR Mobilidade, do Grupo Comporte, de Constantino Oliveira, que opera os ônibus da Viação Piracicabana em Santos, e gerenciado pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.

Com a conclusão, o VLT da Baixada terá, segundo o Governo do Estado, 27 quilômetros de extensão, considerando o trecho de 11,5 quilômetros já em operação entre São Vicente (Barreiros) e o Porto de Santos, além das ligações entre Conselheiro Nébias e Valongo e Barreiros a Samaritá, em São Vicente, que está em projeto. O sistema tem previsão de operar com 33 VLTs transportando 95 mil passageiros por dia.

OBRAS VIÁRIAS:

Também nesta quinta-feira, Doria entrega obras no trecho entre os Km 59 e Km 65 da Rodovia Anchieta (SP 150).

Segundo nota do governo do Estado, as intervenções custaram R$ 270 milhões.

“Foram concluídos o Viaduto Piratiniga, além de vias marginais e de acesso a bairros. As obras, realizadas pela concessionária Ecovias em parceria com a ARTESP, fazem parte do projeto da Nova Entrada de Santos e receberam investimentos totais de R$ 270 milhões do Estado. ”  – diz o comunicado.

O projeto contempla uma série de intervenções entre os Km 59 e 65 da Rodovia Anchieta (SP 150), entre elas três viadutos – Piratininga, Alemoa e Anchieta; implantação de vias de acesso aos bairros Jardim Piratininga, Jardim São Manoel e São Jorge; ciclovia ligando o Jardim Casqueiro, em Cubatão, à malha cicloviária de Santos; e implantação de duas novas passarelas nos km 62+500 e km 64+350. Além disso, foi realizada a reconstrução do pavimento e melhorias na Rodovia Caminho do Mar (SP 148).

Ainda nota, a assessoria do Palácio dos Bandeirantes diz que as intervenções vão ampliar a capacidade de tráfego no local.

A Nova Entrada de Santos vai melhorar o acesso da Rodovia Anchieta aos bairros do entorno e à zona portuária, aumentará a capacidade de tráfego na região e oferecerá mais segurança viária aos usuários da rodovia. O acesso a Santos e São Vicente ocorrerá apenas pelas pistas centrais, enquanto o tráfego do Porto será realizado exclusivamente pelas pistas laterais. A via marginal da Anchieta, que atualmente opera em mão dupla, foi adaptada para funcionar apenas no sentido Litoral, enquanto a SP-148 (Avenida Bandeirantes), sob jurisdição do DER (Departamento de Estradas e Rodagem), também passou por alterações e vai operar apenas na direção da capital.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Ricardo Oliveira disse:

    Ué!
    O Vice-Governador disse que a EMTU era dispensável é desnecessária além do governo mentir a respeito da situação financeira da empresa!
    Estavam fazendo o quê lá, então!
    EMTU empresa autossuficiente que não deve nada a ninguém e o Governo quer destruir sabe-se lá pra quê!

    1. Junior Ferreira disse:

      Mentira tem perna curta.!

      Segundo o PL 529/2020 a EMTU apenas gerencia contratos de concessões.
      Quem licitou a primeira e a segunda fase do VLT ?
      Quem acompanhou a execução das Obras da primeira fase do VLT ?
      Hoje o Governo autoriza o início da segunda fase do VLT na próxima semana pretende extinguir a EMTU responsável pela implementação do VLT.
      Quanta contradição .
      .

    2. niltinho disse:

      verdade EMTU nao e apenas um gerenciadora e fiscalizadora de linhas de ônibus ja que o licitação para esta obra foi totalmente feita pela EMTU e será de responsabilidade dela de gerenciar esta obra

  2. Junior Ferreira disse:

    Mentira tem perna curta.!

    Segundo o PL 529/2020 a EMTU apenas gerencia contratos de concessões.
    Quem licitou a primeira e a segunda fase do VLT ?
    Quem acompanhou a execução das Obras da primeira fase do VLT ?
    Hoje o Governo autoriza o início da segunda fase do VLT na próxima semana pretende extinguir a EMTU responsável pela implementação do VLT.
    Quanta contradição .

    1. Leticia disse:

      Vc tem toda razão. Contra fatos não há argumentos! Governo mente a respeito da EMTU e usa a pandemia como desculpa. Ao invés de apoiar, aumentar os investimentos, quer acabar com o trabalho de décadas!!!

  3. Ailton disse:

    A EMTU prova que é necessária ao bom andamento dos transportes metropolitanos e que, por ser autossuficiente e nao utilizar verbas públicas nem mesmo para pagar salários, tem papel fundamental para a população dos 134 municípios onde opera. Extinguí-la só trará prejuizos e colocará o transporte metropolitano na contra mão do que deve ser feito. #NaoAoPl529/20 #FicaEMTU

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