Polícia apura crime de mando em morte de diretor da Transunião

Transunião assumiu serviços da Imperial, onde já foram registradas outras mortes. Foto Ilustrativa (identificação do ônibus foi ocultada por deliberação do Diário do Transporte para não expor sócios e funcionários)

Adalto Soares Jorge foi morto com dois tiros e nada foi levado

ADAMO BAZANI

A principal linha de investigação da morte do diretor-presidente da Transunião Transportes, operadora de parte do subsistema local de ônibus da capital paulista, Adalto Soares Jorge, é crime de execução.

Adalto foi assassinado na tarde desta quarta-feira, 05 de março de 2020, quando saída de uma padaria na Avenida Nordestina com a Rua Cônego Antônio Manzi, no Lajeado, zona Leste de São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, câmeras de segurança gravaram um homem, que vestia calça jeans e blusa com capuz, disparando contra Adalto, que já foi perueiro na região. Ao menos dois tiros atingiram o empresário na cabeça.

Nada foi levado da vítima.

A Transunião Transportes S.A, que surgiu da garagem 3 da cooperativa Associação Paulistana, operava somente na área 3 (Nordeste 1) da cidade de São Paulo, mas na licitação dos transportes da cidade, que foi finalizada em setembro de 2019 com a assinatura dos contratos, assumiu a parte dos serviços na área 7 (Sudeste 1) que antes era operada pela Imperial Transportes Urbanos. (As nomenclaturas das regiões já são de acordo com os novos contratos).

A Imperial, por sua vez, já foi palco de outros assassinatos.

No dia 28 de novembro de 2017, um dos diretores-proprietários da empresa, Thiago Celso Zanetti, foi morto a tiros por volta das 10h, quando chegava à garagem. Zanetti estava ao volante de uma New Saveiro e foi atingido em um dos braços e no tórax.

O diretor da Imperial chegou a ser socorrido no PS Benedicto Montenegro, na região, mas não resistiu os ferimentos. Segundo testemunhas que estavam em um bar nas proximidades, um homem chegou a pé e realizou os disparos, fugindo a pé também.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/11/28/diretor-da-imperial-transportes-do-subsistema-local-da-capital-paulista-e-morto-a-tiros-em-frente-da-garagem/

Já no dia 16 de dezembro de 2017,  José Ordilei de Oliveira, apontado como proprietário de ônibus, saía da garagem da empresa no final da manhã em seu carro Vectra, quando foi cercado por um carro e uma moto. Os ocupantes começaram a disparar, fugindo em seguida.

A polícia contabilizou ao menos nove disparos. Três deles atingiram Ordilei na cabeça, que não resistiu e morreu na hora.

Na ocasião dos dois crimes, os atiradores não tinham sido presos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/12/16/segundo-assassinato-de-diretor-da-imperial-aumenta-suspeita-de-disputa-por-poder/

A Imperial Transportes Urbanos teve origem na Cooperativa de Transportes Nova Aliança, que chegou a ser investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por suspeita de fraudes no sistema de ônibus da cidade.

Para participar em 2015 da tentativa da licitação dos transportes, no ano anterior todas as cooperativas se tornaram empresas.

De acordo com fontes do setor de transportes, não foi em todas as cooperativas que o processo se deu de forma tranquila. Algumas empresas, inclusive, ainda funcionariam como cooperativas na prática, apesar de os novos registros na Jucesp – Junta Comercial de São Paulo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. XUXA E GERSON MATANDO NO PIO disse:

    Deus coloque ele em bom lugar
    O menudo que deve estar rindo atoa

  2. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Esse é o Transporte Público sobre pneus da Cidade de Sao Paulo – SP …MISERICÓRDIA!

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