Diretor da Imperial Transportes, do subsistema local da Capital Paulista, é morto a tiros perto da garagem

Thiago perdeu o controle da Saveiro e invadiu a garagem após baleado

Policiais vão apurar possível relação com insatisfação de ex-cooperados

ADAMO BAZANI

A Polícia Civil de São Paulo investiga o assassinato de um dos diretores-proprietários da Imperial Transportes Urbanos Ltda, Thiago Celso Zanetti.

Segundo informações da SSP Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, após solicitação do Diário do Transporte, o crime ocorreu por volta das 10h desta terça-feira, 28 de novembro de 2017, na rua Leandro de Sevilha, próximo ao número 95, na região do Sapopemba, zona Leste da Capital Paulista, mesmo endereço da garagem.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, Thiago estava ao volante de uma New Saveiro quando foi atingido em um dos braços e no tórax.

A vítima perdeu o controle do carro e bateu na guarita da empresa.

Um carro IX35 Prata que entrava na garagem chegou a ser atingido por disparos também, mas ninguém, além de Thiago, se feriu.

O diretor da Imperial chegou a ser socorrido no PS Benedicto Montenegro, na região, mas não resistiu os ferimentos.

De acordo com o controlador de acesso de uma empresa, de 40 anos, e de testemunhas que estavam em um bar nas proximidades, um homem chegou a pé e realizou os disparos, fugindo a pé também.

Inicialmente, a polícia descarta a possibilidade de latrocínio, roubo seguido de morte. Nada foi levado da vítima.

O caso foi registrado como homicídio qualificado.

Diretor da empresa chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu no PS Benedicto Montenegro

A Imperial Transportes é operadora do subsistema local dos transportes municipais gerenciados pela SPTrans – São Paulo Transporte e corresponde a antiga Cooperativa de Transportes Alternativos Nova Aliança, garagem que atua na Área 5, Sudeste – Verde Escuro.

Para participar da licitação dos transportes da cidade, em 2014, todas as cooperativas do subsistema local foram transformadas em empresas.

Mas o processo não ocorreu de forma pacífica em diversas garagens.

Ex-cooperados acusam os atuais diretores de algumas destas empresas de terem se “apropriado” de seus micro-ônibus sem a devida compensação.

Algumas companhias, de acordo com estes profissionais, ainda operam como cooperativas, apesar de, no papel, serem empresas.

Uma das maneiras usadas para as supostas apropriações dos veículos é que micro-ônibus antigos, que estavam no nome dos cooperados, foram vendidos para a compra de veículos novos, que já saíam no nome das empresas. Os ex-cooperados dizem que não foram ressarcidos pela venda dos micro-ônibus usados e que não têm participação nos veículos mais novos.

Além disso, como em sistema de cooperativas, os funcionários teriam de pagar os outros funcionários subcontratados e arcar com a manutenção e abastecimento dos veículos, que só podem ser feitos nas garagens.

Os ex-cooperados dizem que os preços do combustível e das peças dentro da sgaragens são maiores que se os micro-ônibus fossem abastecidos e consertados em estabelecimentos comuns.

O Diário do Transporte tentou contato com a Imperial, mas o telefone na internet não existia mais e no serviço 102 de auxílio à lista, a reportagem foi informada que o assinante Imperial Transportes Urbanos não autorizava divulgação do novo número.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

3 comentários em Diretor da Imperial Transportes, do subsistema local da Capital Paulista, é morto a tiros perto da garagem

  1. Crime organizado!! Quem com porco anda farelo come.

  2. Mudou pra empresa,s mais não mudou a origem, triste.

  3. EM RESPEITO AOS NOSSOS LEITORES ESCLARECEMOS QUE:

    – Um comentário que tinha sido postado na matéria ” Diretor da Imperial Transportes, do subsistema local da Capital Paulista, é morto a tiros perto da garagem”, de 28 de novembro de 2017, por um leitor foi removido porque ele mesmo pediu. O comentário citava o nome de uma empresa do subsistema local que opera as áreas 6 e 7, zona Sul da Capital Paulista, foi removido porque o próprio leitor pediu.
    – O departamento jurídico de tal ex-cooperativa entrou em contato com este leitor. Nós fomos contatados pela comunicação desta empresa.
    – Só retiramos o comentário porque o leitor pediu e não por causa da ligação telefônica desta empresa. Sugerimos à empresa uma nota-resposta, mas a operadora local preferiu entrar em contato com o leitor.
    – Esclarecemos ainda que os contatos deste leitor NÃO foram passados pelo site a esta empresa, que, por meios próprios, encontrou o leitor em questão.
    – Se tal comentário poderia ser ofensivo ou não, isso poderia ser discutido, mas acreditamos que de outra forma, ainda mais com o site, usando o tal traquejo com a mídia, que muitas empresas, inclusive de transportes não possuem. Reiteramos que o comentário não fazia menção pessoal a ninguém.
    – Não é a primeira vez que esta empresa do subsistema local, que chegou a ter várias notícias positivas veiculadas aqui neste site, age desta maneira. A companhia chegou a mandar uma notificação extrajudicial para o e-mail pessoal do editor Adamo Bazani por causa de uma matéria publicada em 2013, que citava o nome de seu presidente (na época de sua publicação) que chegou a ser investigado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Houve o arquivamento posterior do caso pela Justiça, portanto, depois da publicação da matéria. Realmente não sabemos como a empresa agiu com a mídia impressa. Pode haver recortes de jornais ainda da época guardados com alguém. Na ocasião, para evitar dor de cabeça jurídica, já que estávamos no processo de transição do formato Blog para formato Site e porque o editor estava prestes a se submeter a cirurgia, assim, não podendo ir atrás de correrias jurídicas, substituímos o nome deste presidente pelo apelido que lhe era dado na época das cooperativas. Naquela ocasião, o advogado chegou a entrar em contato telefônico, depois da substituição do nome pelo apelido, para tirar até mesmo algumas TAGS (termos de referência) da matéria.
    Grandes portais não tiraram o nome porque têm seus departamentos jurídicos. Nós, por outro lado, somos pequenos, ainda em expansão. Dependeríamos ainda de justiça gratuita. Nosso capital é muito pequeno para termos um departamento jurídico como grandes veículos de comunicação ou até mesmo empresas de ônibus.
    – Ressaltamos ainda que a matéria, assinada pelo jornalista Adamo Bazani, sequer citava essa empresa que opera o subsistema local da zona Sul de São Paulo. O crime foi na zona Leste e foram abordados o factual em si e as linhas de investigação que a polícia civil vai tomar, de acordo com os próprios policiais.
    – Tal fato não vai interferir na cobertura jornalística, nem na relação de comunicação com a empresa. Mas seremos mais criteriosos em divulgar fatos que são mais de interesse do passageiro do que da própria companhia em divulgação. É este nosso dever e direito como profissionais de imprensa.
    – Esclarecemos porque ao não verem mais o comentário, outros leitores podem entender que removemos por nossa própria vontade e que não dão damos liberdades de expressão e opinião, sempre, claro, mantendo o respeito e as normas legais. Mas repetimos: o próprio leitor pediu a remoção depois de contato que recebeu do jurídico da empresa do subsistema local. É este nosso dever e direito como profissionais de imprensa.

    Lamentamos, mas nosso compromisso é com o leitor e precisávamos dar esta satisfação

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