PAESE para monotrilho sobe para 60 ônibus terça-feira, 03

Ônibus da PAESE viraram rotina entre passageiros do monotrilho

Companhia diz que capacidade é igual a 12 trens escalados na linha. Pneu de trem leve estourou e por segurança, sistema ficará sem operar por tempo determinado

ADAMO BAZANI

A Companhia do Metrô anunciou que nesta terça-feira, 02 de março de 20120, que o monotrilho da linha 15-Prata continua parado.

O motivo é que uma parte do pneu da composição M20 estourou por volta das 6h40 da quinta-feira, 02 de março de 2020. No fim de semana, quando a linha também não operou, uma inspeção preliminar constatou risco de outros pneus estourarem e por segurança, as operações foram suspensas por tempo indeterminado.

Nesta segunda-feira, o Metrô pediu à SPTrans – São Paulo Transporte, 50 ônibus para o trajeto do monotrilho entre São Mateus e Vila Prudente. Em nota, a empresa diz que nesta terça-feira, serão 60 coletivos.

A Linha 15-Prata seguirá fechada na próxima terça (03), para que as empresas Bombardier e o consórcio CMEL, fornecedores da estrutura e trens do monotrilho, identifiquem a razão dos problemas  de sua responsabilidade.

A medida foi tomada por precaução e o Metrô está acompanhando os trabalhos, além de cobrar urgência na solução do problema, para que a linha volte a funcionar.

Durante esse período, os ônibus do sistema Paese continuarão atendendo gratuitamente os passageiros entre São Mateus e Vila Prudente, das 4h40 à 0h.

Para esta terça, o Metrô aumentou de 50 para 60  ônibus articulados, que juntos têm capacidade de atendimento similar aos 12 trens que prestavam serviço regularmente na Linha 15.

A SPTrans detalhou o intinerário dos ônibus:

Itinerário da linha especial:

Estação São Mateus – Estação Vila Prudente

Ida: Estação São Mateus, Av. Sapopemba, Estação Fazenda da Juta, Av. Sapopemba, Estação Sapopemba, Av. Sapopemba, Estação Jd. Planalto, Av. Sapopemba, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Vl. União, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Vl. Tolstoi, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Camilo Haddad, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação São Lucas, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Oratório, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Complexo Viário Sen. Antônio E. de Barros Filho, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello e Estação Vl. Prudente.

Volta: Estação Vl. Prudente, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, R. Ibitirama, R. Cavour, R. Itamumbuca, acesso à Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Oratório, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação São Lucas, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Camilo Haddad, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Vl. Tolstoi, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Estação Vl. União, Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Av. Sapopemba, Estação Jd. Planalto, Av. Sapopemba, Estação Sapopemba, Av. Sapopemba, Estação Fazenda da Juta, Av. Sapopemba e Estação São Mateus.

HISTÓRICO DE PROBLEMAS:

O monotrilho da linha 15-Prata coleciona uma série de problemas, além do atraso na conclusão das obras, que deveriam ter sido entregues em 2014, ainda para a Copa do Mundo.

27 de fevereiro de 2020: Um jogo de pneus da composição M20 estorou nno dia 27 de fevereiro de 2020, uma quinta-feira. O Metrô paralisou a linha no fim de semsna e“a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”, suspendendo assim as operações por tempo indeterminado. O Metrô disse quwe cobrou da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo.  A Bombardier disse, por sua vez, que recomendou a paralisação de toda a linha por execesso de cautela para as análises.  Ônibus atenderam aos passageiros do monotrilho.

1º de janeiro de 2020: Um problema em equipamento de via nas proximidades da Estação São Lucas causou transtornos para os passageiros por, pelo menos, cinco dias consecutivos. O Metrô explicou que o problema foi ocasionado pelo “desgaste natural” de parafusos perto de um equipamento de mudança de via na região da Estação São Lucas .A estação foi inaugurada em 6 de abril de 2018. Em nota, a Companhia de Metrô disse que os parafusos precisaram ser trocados e que pela fixação ser em concreto, sendo necessário aguardar.

15 de maio de 2019: A composição M 11 do monotrilho da linha 15-Prata, da zona Leste, se deslocou de uma viga no pátio Oratório no início das operações. O incidente ocorreu num equipamento de mudança de via. Ninguém se feriu.

29 de janeiro de 2019: No final da noite do dia 29 de janeiro de 2019, duas composições M22 e M23 bateram na região da estação Jardim Planalto, na zona leste da capital paulista. Ninguém se feriu gravemente. A estação não recebia passageiros. Um laudo do Metrô, divulgado em 05 de fevereiro de 2019, trouxe a conclusão de que “não houve qualquer falha do sistema de sinalização e sim erro humano” .

Mas o resultado foi contestado pelo Sindicato dos Metroviários que sustenta que há uma lacuna no sistema que controla os trens do monotrilho.

Segundo a entidade sindical, o sistema de controle da Linha 15-Prata não permite que um trem identifique o outro quando um deles está desligado. “Ao se desligar o trem, ele desaparece para o sistema” – sustentou o sindicato.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/02/07/sindicato-dos-metroviarios-diz-que-acidente-com-monotrilho-foi-causado-por-ausencia-de-sistema-de-comunicacao/

Também no dia 29, uma peça do sistema elétrico do monotrilho da Linha 15-Prata se soltou da via no trecho entre as estações São Lucas e Vila União, mas por haver grades que retém quedas de objetos, a avenida professor Luís Inácio de Anhaia Melo, que passa embaixo, não foi atingida.

https://diariodotransporte.com.br/2019/01/29/metro-confirma-que-peca-de-sistema-eletrico-de-monotrilho-se-soltou-mas-diz-que-linha-15-possui-telas-que-evitam-queda-de-objetos-na-rua/

10 de outubro de 2016: No dia 10 de outubro de 2016, uma composição do monotrilho, que trafega em vias elevadas com cerca de 15 metros de altura, partiu da estação Oratório com as portas abertas, conforme mostram as imagens do circuito do Metrô:

Especialistas criticam modelo de monotrilho para São Paulo e cidades vizinhas

Alto custo, capacidade limitada e maior necessidade de procedimentos de segurança estão entre os problemas deste tipo de transporte. Nos anos 1960, trabalho internacional contratado pela prefeitura já descartava monotrilho pelo atendimento limitado do modal

ADAMO BAZANI

Especialistas em mobilidade criticam o monotrilho como meio de transporte para São Paulo e cidades vizinhas na região Metropolitana.

Segundo os técnicos e acadêmicos consultados pela reportagem do Diário do Transporte, linhas como 15-Prata (São Mateus/Vila Prudente) e 17-Ouro (Congonhas/Morumbi) deveriam ser atendidas por um modal de alta capacidade, como metrô e trens e não por um meio de média capacidade, como monotrilho.

A linha 18-Bronze (São Bernardo do Campo/Tamanduateí) vai ser substituída por um sistema chamado BRT – Bus Rapid Transit, que consiste em corredores de ônibus com mais capacidade e velocidade maior que os corredores de ônibus comuns, mas com atendimento menor que de um metrô.

As promessas de que as linhas de monotrilho deveriam ser bem mais baratas que do Metrô e de implantação mais rápida não se concretizaram. Todas as linhas deveriam estar funcionando desde 2014, pelo menos, e com preço bem inferior ao Metrô, mas somente a linha 15-Prata opera e constantemente tem registrado falhas graves que comprometem a operação e a rotina dos passageiros. O custo de implantação vai superar R$ 5 bilhões.

Desde o final de semana, mais uma vez os passageiros do monotrilho só contam com ônibus como transporte coletivo porque o monotrilho não funciona.

O problema agora é com os pneus dos trens.

Diferentemente dos trens de alta capacidade do Metrô e da CPTM, que têm rodas de ferro, os trens de média capacidade do monotrilho têm pneus.

Como mostrou o Diário do Transporte, o estouro do pneu do trem M20, quando saía da estação Jardim Planalto, por volta de 6h30 da quinta-feira passada, 27 de fevereiro, colocou em alerta o Metrô e a empresa Bombardier, que suspenderam as operações de 23 composições.

O consultou de transporte, Peter Alouche, disse que monotrilho é sujeito a este tipo de problema e que alertava para as limitações do modal.

“Já alertava para este tipo de problema desde o início da escolha. Registrei meu descontentamento através de muitos artigos técnicos. A possibilidade de estouro de pneus é real neste meio de transporte” – disse o especialista Peter Alouche, que participou ativamente da implantação do Metrô de São Paulo

Já nos anos 1960, o monotrilho tinha sido descartado para a capital e cidades vizinhas.

Em 1966, o então prefeito de São Paulo, Faria Lima, criou o Grupo Executivo Metropolitano – GEM que antecedeu a fundação da Companhia do Metropolitano. Segundo nota na área de Governança Corporativa no site do Metrô, esse grupo contratou um consórcio de duas empresas alemãs (Hochtief e Deconsult), que se fundiu com a brasileira Montreal, formando uma nova empresa, a HMD.

Foi a HMD que realizou a primeira “Pesquisa Origem e Destino”, em 1967, por meio da qual foram projetadas as linhas básicas do Metrô para a cidade de São Paulo, elaborados os primeiros estudos econômicos e o pré-projeto de engenharia, segundo a explicação no site do Metrô.

Assim, o consórcio internacional projetou demandas, que agora se realizaram, para as quais o monotrilho não tem capacidade de atender.

Segundo o arquiteto e urbanista, consultor de transporte, Flaminio Fichmann, em conversa com o Diário do Transporte nesta segunda-feira, 02 de março de 2020, a linha 15-Prata paga por ser laboratório de um monotrilho que a fabricante não possuía.

“Investimos na tecnologia da Bombardier, empresa canadense, que não tinha o “produto” para implantar e atender a demanda da Linha 15 do monotrilho. Ou seja, estamos pagando o desenvolvimento de um novo tipo de monotrilho para uma empresa estrangeira, que está falhando na operação e colocando as pessoas em risco. Hoje podemos afirmar com segurança que eles não cumprirão as especificações do projeto para atender a demanda prevista.”

Fichmann também cita problemas na linha 17-Ouro, que ainda está em construção, em relação a fabricante de trem.

“A Linha 17 Ouro não concluiu o primeiro trecho e não entrou em operação porque a Scomi, outra empresa estrangeira, faliu e não existe previsão para a implantação da linha até o Morumbi, prometida para o início da Copa em 2014. Já gastamos bilhões de reais de modo irresponsável com essa tecnologia.” – disse

Após o rompimento do contrato com o antigo consórcio, o Metrô abriu um novo processo de licitação para o fornecimento de trens de média capacidade e equipamentos e habilitou a chinesa BYD  (Consórcio BYD SKYRAIL São Paulo, formado pelas chinesas BYD do Brasil Ltda; BYD Auto Industry Company Limited e BYD Signal & Communication Company Limited.) para a linha 17, muito embora, o Consórcio Signalling, composto por duas empresas nacionais – Ttrans e Bom Sinal – e uma empresa suíça, a Molinari, tenha oferecido o menor preço.

Na decisão que é alvo de recurso, o Metrô entendeu que o Consórcio Signalling não atendeu o critério de “Patrimônio Líquido”.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/02/01/metro-habilita-chinesa-byd-para-fornecer-trens-do-monotrilho-da-linha-17/

Mesmo sem fazer uma defesa do BRT, o arquiteto e urbanista, consultor de transporte, Flaminio Fichmann, diz que foi uma boa decisão do Governo do Estado em descartar o monotrilho para a ligação entre o ABC Paulista e a capital na linha 18.

“Muitos irresponsáveis e mentirosos os que estavam apresentando o Monotrilho do ABC como Metrô, tentando enganar a população. Felizmente esse processo foi sepultado e o ABC poderá se abrir para soluções de transporte mais eficientes, seguras e confiáveis.” – completou Flaminio.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo foi a primeira entidade a divulgar que a interrupção do funcionamento do monotrilho ocorreu por causa de estouro em pneu.

O coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo, explicou ao Diário do Transporte que a entidade sustenta que monotrilho é um meio de transporte de média capacidade, para trajetos curtos, limitado, com características de estrutura e operação sem domínio brasileiro e mais sujeito a falhas crônicas.

“Isso já confirma as opiniões que o sindicato vem expondo desde o início da inauguração desse sistema. O sistema de monotrilho é inseguro, tem muitas falhas e, na realidade, fizeram os trabalhadores e usuários de cobaias num sistema que não deveria ser este, mas metrô para garantir um transporte de alta capacidade” – disse

Os especialistas ainda foram unânimes em defender que a prioridade dos investimentos deve ser a ferrovia de alta capacidade conjugada com uma rede de alimentação por ônibus qualificada, formado por BRTs, corredores comuns e faixas, de acordo com a demanda e as condições de infraestrutura de cada região.

Em nota oficial emitida neste domingo sobre o problema de estouro de pneu, a empresa Bombardier diz que técnicos do Canadá foram enviados para o Brasil com o objetivo de verificar o problema e que quer “tranquilizar os passageiros de que os trens do monotrilho do Metrô de São Paulo têm transportado passageiros com segurança e confiabilidade desde que o sistema foi inaugurado em 2014.”

A empresa ainda pediu “desculpas pelo inconveniente necessário.”, ou seja, a retirada de 23 trens de circulação para a análise.

INTERRUPÇÃO DA LINHA 15-PRATA NÃO ERA TESTE DE CONTROLE DE TRENS

Inicialmente, o Metrô dizia que a suspensão da operação se deu por causa de “testes do sistema de controle de trens”, mas o verdadeiro motivo da paralisação da linha 15-Prata, trazido à tona pelo Diário do Transporte e pelo Sindicato dos Metroviários foi o problema com os pneus dos trens.

Segundo o Metrô, ao longo dos testes realizados na linha neste fim de semana, foi constatada “a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”

O Metrô relatou ainda que partes dos pneus chamadas “Run Flat” estão causando essa alteração. Esses dispositivos ficam nas rodas e garantem a movimentação do trem em casos de anormalidades, como pneus furados ou murchos.

A estatal disse, por meio de nota, que está cobrando da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo.

HISTÓRICO DE PROBLEMAS:

O monotrilho da linha 15-Prata coleciona uma série de problemas, além do atraso na conclusão das obras, que deveriam ter sido entregues em 2014, ainda para a Copa do Mundo.

27 de fevereiro de 2020: Um jogo de pneus da composição M20 estorou nno dia 27 de fevereiro de 2020, uma quinta-feira. O Metrô paralisou a linha no fim de semsna e“a incidência de danos em outros pneus dos trens do monotrilho”, suspendendo assim as operações por tempo indeterminado. O Metrô disse quwe cobrou da Bombardier e do Consórcio CEML – que construiu a via – providências urgentes para a identificação da causa da ocorrência, a sua correção e que eles arquem com todos os prejuízos decorrentes desta paralisação junto ao Metrô de São Paulo. A Bombardier disse, por sua vez, que recomendou a paralisação de toda a linha por execesso de cautela para as análises. Ônibus atenderam aos passageiros do monotrilho.

1º de janeiro de 2020: Um problema em equipamento de via nas proximidades da Estação São Lucas causou transtornos para os passageiros por, pelo menos, cinco dias consecutivos. O Metrô explicou que o problema foi ocasionado pelo “desgaste natural” de parafusos perto de um equipamento de mudança de via na região da Estação São Lucas .A estação foi inaugurada em 6 de abril de 2018. Em nota, a Companhia de Metrô disse que os parafusos precisaram ser trocados e que pela fixação ser em concreto, sendo necessário aguardar.

15 de maio de 2019: A composição M 11 do monotrilho da linha 15-Prata, da zona Leste, se deslocou de uma viga no pátio Oratório no início das operações. O incidente ocorreu num equipamento de mudança de via. Ninguém se feriu.

29 de janeiro de 2019: No final da noite do dia 29 de janeiro de 2019, duas composições M22 e M23 bateram na região da estação Jardim Planalto, na zona leste da capital paulista. Ninguém se feriu gravemente. A estação não recebia passageiros. Um laudo do Metrô, divulgado em 05 de fevereiro de 2019, trouxe a conclusão de que “não houve qualquer falha do sistema de sinalização e sim erro humano” .

Mas o resultado foi contestado pelo Sindicato dos Metroviários que sustenta que há uma lacuna no sistema que controla os trens do monotrilho.

Segundo a entidade sindical, o sistema de controle da Linha 15-Prata não permite que um trem identifique o outro quando um deles está desligado. “Ao se desligar o trem, ele desaparece para o sistema” – sustentou o sindicato.

Relembre:

Também no dia 29, uma peça do sistema elétrico do monotrilho da Linha 15-Prata se soltou da via no trecho entre as estações São Lucas e Vila União, mas por haver grades que retém quedas de objetos, a avenida professor Luís Inácio de Anhaia Melo, que passa embaixo, não foi atingida.

10 de outubro de 2016: No dia 10 de outubro de 2016, uma composição do monotrilho, que trafega em vias elevadas com cerca de 15 metros de altura, partiu da estação Oratório com as portas abertas, conforme mostram as imagens do circuito do Metrô:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    Ora, ora! Tem gente q já defendeu, para os metrôs, rodas de pneus ao invés de aço! E agora está dizendo que “esqueçam o q eu disse”? Alguns metrôs (Paris, Santigo, Cidade do México) operam sobre pneus. E os seus pneus estouram, viu, amigos francofônicos (rrrrrrr)! Eu mesmo assisti a um estouro desses no metrô da Cidade do México e vi 4 pneus estourados no monotrilho Scomi de Kuala Lumpur. Por que razão, mesmo, teriam vcs mudado de opinião, já q sempre defenderam essa solução técnica meio emborrachada?

    Mais tarde, com a mudança dos ventos, os mesmos amigos venderam – com elogios desbragados – soluções como o dos VLT da Bom Sinal do Ceará … 70 deles foram instalados em várias cidades do Nordeste Brasileiro (mas perguntem aos responsáveis pela operação o q acham sobre isso…). E agora, os mesmos “marias-vão-com-as-outras” de sempre estão migrando de novo para o quê, mesmo? Estão voltando para a defesa inconteste do metrô? Ou continuam a perseverar nos VLT movidos a diesel sobre chassis de caminhões que eles mesmos fabricam?

    Os monotrilhos funcionam muito bem no Japão (há mais de 10 deles operando desde às Olimpíadas de Tokio). Eles operam em mais de 50 cidades do mundo (um deles, na Alemanha, há mais de 110 anos). Os europeus – por um evidente erro de marketing – venderam as patentes dos seus monotrilhos para os japoneses. Acreditaram que os VLT e os metrôs seriam mais fáceis de vender para os povos pobres do 3o. Mundo. E hoje movimentam os seus acólitos para desancar os meios concorrentes… Ora, ora, nem sempre é preciso construir uma solução sobre trilhos, quando uma solução brasileiríssima como a dos corredores de ônibus (q os seus brilhantes inventores brasileiros da gema não sentem vergonha de ouvir chamar, agora, de “Bierrrrtchi” – BRT!), pode perfeitamente atender à demanda. E vice-versa, quando os ônibus não conseguem dar conta do recado, integrem-se aos meios mais capazes (q, normalmente, são os sobre trilhos). Ma$$, as razôe$$ co$$tumam ser outra$$, meus caros…

    De um ponto de vista específico, o eixo atendido pelo monotrilho da Linha 15 teria capacidade para transportar um pouco mais do que 40 mil pass/h.sentido (talvez 48 mil p/hs). O projeto do corredor de ônibus para atender a esse mesmo eixo (feito pela Prefeitura de SP em 2004) previa capacidade máxima de 18 mil pass/h.sentido. Mas a reavaliação da demanda, feita posteriormente, constatou um fato novo, q seria a atração excepcional (vasos comunicantes) de usuários do corredor da EMTU em S. Mateus. A demanda a ser atendida estaria, nesse caso, muito acima da capacidade de oferta um corredor de ônibus; e muito abaixo da capacidade de oferta de um metrô convencional (60-90 mil pass/h.s). Construir um metrô nesse eixo seria intempestivo, diante de prioridades mais agudas da RMSP; e construir um corredor de ônibus seria absolutamente insuficiente para atender à demanda mínima prevista (viu, Flamínio). Optou-se (depois de uma enorme maracutaia jurídica q visou beneficiar uma dada construtora envolvida com a Lava Jato) por uma solução intermediária e quem ganhou a concorrência (legal) foram os canadenses, q então eram os maiores fabricantes de trens do mundo. Isso descontentou muito os fabricantes europeus, q insistem em vender VLT para índios, assim como metrôs. E, na outra ponta, descontentou os projetistas e operadores de corredores de ônibus, q insistem em q suas traquitanas são capazes de atender a demandas q, na verdade, não são capazes de atender. Como burrice pura não existe, creio haver outras razões q a própria razão desconhece… Atenção, portanto, colegas e amigos do transporte urbano: há muito mais intere$$es viajando no ar do q mero$$ monotrilho$$…

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Três perguntas básicas:

    1) Quanto vai custar esse PAESE?

    2) Esse PAESE não será tarifado para o passageiro?

    3) Quem vai pagar essa conta??

    A terceira resposta todos nós já sabemos.

    MUDA BARSILei.

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading