Iris Rezende volta a defender privatização do BRT em Goiânia

Pavimento é de asfalto comum e não de concreto rígido. Foto: Adamo Bazani

Para prefeito, estado não mostrou competência para operar o sistema chamado de “eixão”

ADAMO BAZANI

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, voltou a defender que a iniciativa privada opere o chamado “eixão”, sistema de BRT, corredor de ônibus, que atende a capital, com linhas que se estendem por municípios da região metropolitana.

Para o chefe do executivo municipal, ou Estado melhora a operação ou deixa o caminho livre para empresas privadas, que segundo Rezende, já mostraram por mais de uma vez interesse no sistema.

“O Governo do Estado assumiu este sistema há muitos anos e chegou ao fundo do poço. O que nós estamos cobrando é uma solução para este problema. Ou melhora o eixão ou desocupa o espaço. Não faltam investidores que queiram explorar estas linhas” – disse Rezende.

No caminho entre a região central de Goiânia e a garagem da Rápido Araguaia, empresa que realizou a entrega nesta terça-feira de 60 ônibus novos, a reportagem do Diário do Transporte verificou que alguns trechos do corredor que faz a ligação Leste Oeste apresenta afundamento de pista e buracos.

O pavimento é de asfalto comum e não de concreto rígido que, segundo técnicos, é mais indicado para veículos de grande porte e pesados, como os ônibus.

Pavimento da via por onde passam os ônibus está esburacado. Foto: Adamo Bazani

Os veículos também apresentavam sinais de desgaste.

Uma possível privatização da Metrobus desperta polêmica há mais de dois anos.
O Governo chegou a apresentar uma proposta que foi rejeitada pelo Ministério Público
Na ocasião, em 2017, a empresa pública declarou ter prejuízos mensais de R$ 2 milhões.

A empresa Reunidas, que lideraria um consórcio de outras companhias, mostrou interesse na operação.

Relembre: Metrobus muda proposta de consórcio com iniciativa privada, mas Ministério Público de Goiás continua sendo contrário

Leia também: Iveco Bus e Mascarello entregam 60 ônibus para Rápido Araguaia em Goiânia

O Eixo Anhanguera foi expandido na região metropolitana: A partir do Terminal Padre Pelá­gio, no lado Oeste, o trajeto passou a contar com mais 16 quilômetros até o município de Trindade.

Já entre a capital Goiânia e o município de Aparecida de Goiânia, foram mais 19 quilômetros pela rodovia GO-070, formando o lado Noroeste do eixo.

No extremo do Leste, foram implantados mais de 15 quilômetros de faixas e corredores entre Goiânia e Senador Canedo.

O Eixo Anhanguera hoje tem 64 quilômetros no total.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Iris Rezende volta a defender privatização do BRT em Goiânia

  1. Diogo Magalhães // 2 de outubro de 2018 às 15:49 // Responder

    Concordo com a privatização, realmente a estrutura do corredor do Eixo Anhanguera está muito ruim, os ônibus também não estão lá essas coisas, se nota uma falta de manutenção ou uma manutenção apenas razoável nós veículos da Metrobus, o fato é que pelo jeito a novela da privatização da Metrobus ainda não teve um ponto final como se imaginava.

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