Empresa inicia compartilhamento de motos elétricas em São Paulo

O sistema de compartilhamento foi apresentado durante a carreata do Dia da Mobilidade. Foto: Jessica Marques

Serviço é pioneiro no Brasil e terá início em novembro, com o uso de Scooters

JESSICA MARQUES

A empresa Riba vai iniciar o compartilhamento de motos elétricas na capital paulista a partir de novembro. O serviço é pioneiro no Brasil e será realizado por meio de Scooters, que poderão ser alugadas por meio de um aplicativo.

Segundo o CEO da Riba, Fernando Freitas, o aplicativo será lançado na última semana de outubro e ficará disponível para download e cadastro. A liberação para uso ocorrerá nos primeiros dias de novembro.

“A ideia é a gente compartilhar Scooters elétricas através de um aplicativo, funciona como a chave. Com ele, você reserva, faz check-in, check-out, pagamento e é uma locação paga por minuto. Pelo aplicativo, você também localiza a que está mais próxima de você, faz uma reserva e, a partir daí, pode utilizar”, explicou.

Inicialmente, a operação será realizada na região de Itaim Bibi, Vila Olímpia e Berrini. A intenção é expandir a área de atuação para a Vila Madalena e compreender também o shopping Morumbi.

O projeto começa com 50 Scooters e, até fevereiro de 2019, o plano é colocar mais 200 motos elétricas e fechar o ano que vem com 1.250, conforme estimativa do CEO da empresa.

O aluguel terá preço fixo inicial de R$ 0,59 por minuto. Segundo Freitas, haverá um valor promocional para pacote de minutos comprados antecipadamente. O modo de pagamento é por cartão de crédito.

Para alugar, basta abrir o aplicativo, visualizar no mapa a localização e a autonomia das Scooters. Em seguida, basta reservar e ir até o local para retirar a moto elétrica.

De acordo com Freitas, a empresa conseguiu uma parceria com a Prefeitura de São Paulo para liberar o estacionamento das Scooters em Zona Azul sem necessidade de pagamento. Também é possível deixar o veículo em vagas na rua, desde que seja permitido estacionar.

“A gente tem uma parceria com o MobiLab, que é um laboratório de tecnologia e inovação da Prefeitura, focado em projetos de mobilidade urbana”, contou.

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O aluguel terá preço fixo inicial de R$ 0,59 por minuto. Foto: Jessica Marques

Caso a Scooter seja estacionada em local proibido ou receba alguma multa por imprudência no trânsito, o responsável pelo uso do veículo no horário da ocorrência será notificado e receberá a multa.

Para utilizar a Scooter, é preciso possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de categoria A. Segundo Freitas, uma das reivindicações para a Prefeitura é que a exigência seja suspensa.

“Um turista consegue vir para o Brasil e usar uma Scooter, por lei, mesmo não tendo uma CNH da categoria do país dele. A gente quer que para o brasileiro passe a valer a mesma coisa”, afirmou o CEO da Riba.

Apesar de ser um veículo não poluente, a autonomia ainda é um desafio para esse tipo de compartilhamento. A Scooter pode rodar até 90 quilômetros sem precisar de uma nova carga. Contudo, ao chegar em 20 quilômetros, fica indisponível para aluguel e uma equipe da Riba vai até o local para providenciar nova bateria.

Freitas informou ao Diário do Transporte que a ideia surgiu em um momento em que plataformas de compartilhamento de veículos utilizam carros para o serviço. “Essas plataformas conseguiram baratear o transporte, mas tirou as pessoas do transporte público para os carros”, afirmou.

O sistema de compartilhamento foi apresentado durante a carreata do Dia da Mobilidade Elétrica, neste sábado, 15 de setembro, na capital paulista.

No evento, foram apresentadas alternativas para reduzir a emissão de poluentes e, pensando pelo ponto de vista da mobilidade, uma opção para desafogar o trânsito dos municípios sem poluir o ambiente: ônibus elétricos.

Relembre: Dia da Mobilidade Elétrica tem terceira carreata na capital paulista

Leia também: São Paulo terá carreata de veículos elétricos no sábado e apresentação do E-Bus com novo conjunto de baterias

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    E legal mais pelo jeito só ficará restrito a bairros nobres.

    1. William de Jesus disse:

      O problema não é ficar restrito apenas a bairros nobres, Rodrigo! O problema é o que podem fazer com essas moto, como vandalismo, por exemplo

      1. Rodrigo Zika! disse:

        Foi o que pensei também, por isso cite bairros nobres, no caso da Yellow, eles usam um tipo único de bike, com isso vandalizar não dará em nada, quebram a cara, quanto as motos quem sabe um futuro mais a frente, poderão ate ser usadas em trajetos de estações.

  2. jackson disse:

    Será que essas scooters não serão vandalizadas como as biclicletas da Yellow???

    1. William de Jesus disse:

      Essa é a pergunta de muitos, Jackson. Brasileiro é complicado: reclama do governo porque é tudo caro e não tem direitos. Aí, quando aparece uma empresa como a Yellow, eles vandalizam o produto, achando que podem porque “é barato” ou porque “é de graça”

    2. Mário disse:

      Este final de semana via uma bike da yellow rodando com um moleque sem o cadeado perto de uma comunidade. Informei a empresa mas só a polícia pode entrar lá e recuperar a bike e dar o recado.

  3. William de Jesus disse:

    “Um turista consegue vir para o Brasil e usar uma Scooter, por lei, mesmo não tendo uma CNH da categoria do país dele. A gente quer que para o brasileiro passe a valer a mesma coisa”

    Excelente iniciativa do CEO da Riba, mas isso provavelmente não dará certo aqui. Pessoas com carta já fazem o que fazem com CNH, imagine sem. Sem contar que esse é um país selvagem.

  4. landauford1970 disse:

    Primeiro a cultura do Brasiliero, o panorama atual de violência e crimes, e mais: se brigamos tanto pra tirar carro, vamos virar uma Coréia, china, Xangai…uma bagunça generalizada,,,,e ademais será obrigatorio mostrar CNH,?? vai ter nego rodando sem…pode apostar…

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