CBTU anuncia reajuste na tarifa do metrô de cinco capitais

Publicado em: 7 de Maio de 2018

Foto: divulgação CBTU Belo Horizonte

A partir desta sexta-feira, dia 11 de maio, andar de metrô em Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Maceió e Natal ficará mais caro

ALEXANDRE PELEGI

Cinco capitais do país terão reajuste na tarifa de seus sistemas de metrô.

Gerenciados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), os metrôs de Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Maceió e Natal ficarão mais caros a partir desta sexta-feira, dia 11 de maio de 2018.

Em nota divulgada pela Companhia nesta segunda-feira, dia 7 de maio, as tarifas de Belo Horizonte e Recife, respectivamente custando hoje R$ 1,80 e R$ 1,60, serão reajustadas para R$ 3,40 (89% de aumento) e R$ 3 (88%), respectivamente.

Já os bilhetes de João Pessoa, Maceió e Natal, atualmente em R$ 0,50, serão reajustados em 100% do valor, passando a custar R$ 1.

Em nota, a CBTU informa que o reajuste “busca o fortalecimento do transporte de passageiros sobre trilhos”.

A nota informa ainda que em todo o país as tarifas de transportes públicos sofrem reajustes baseados, normalmente, em índices inflacionários. “Em João Pessoa, Maceió e Natal as tarifas estão congeladas há 15 anos; em Belo Horizonte há 12 anos e em Recife há seis”, diz a Companhia.

Devido à ausência de reajuste tarifário, a CBTU diz na nota que “a receita obtida pelo serviço de transporte metroferroviário não evoluiu de forma compatível com o aumento de seus custos, sendo necessária aplicação do presente reequilíbrio financeiro.”

A situação crítica das receitas da CBTU levou a empresa estatal a ameaçar, em março deste ano, que poderia reduzir o funcionamento das linhas das cinco capitais, passando a operar apenas nos horários de pico dos dias úteis.

A situação dos cofres da CBTU complicou-se após o corte de 43% no orçamento de 2018 em relação ao ano passado, que despencou de R$ 260 milhões para apenas R$ 139,7 milhões.

Em abril, o governo federal prometeu que faria uma complementação orçamentária para garantir a continuidade do funcionamento das linhas operadas pela CBTU.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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