Alckmin autoriza publicação de edital da concessão do monotrilho da linha 15 Prata

Publicado em: 15 de março de 2018

Monotrilho custará mais R$ 1,7 bilhão a mais e terão menos estações em relação a projetos iniciais.

Concessão deve ser de 20 anos e contrato terá valor de R$ 4,5 bilhões

ADAMO BAZANI

A partir do próximo dia 23 de março, a STM – Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo vai disponibilizar em seu site o edital de concessão à iniciativa privada do monotrilho da linha 15-Prata, da zona Leste de São Paulo.

A autorização da publicação foi concedida nesta quinta-feira, 15 de março de 2018, pelo governador Geraldo Alckmin e pelo secretário de transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Com previsão inicial de entrega total em 2012, com 18 estações entre Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes, hoje o monotrilho da linha 15 só tem duas estações funcionando num trecho de 2,3 quilômetros: Oratório e Vila Prudente.

A nova previsão do Governo do Estado de São Paulo é concluir as obras em 2021, mas o monotrilho será menor que o projeto inicial e terá ao todo, onze estações. Os trechos entre Hospital Cidade Tiradentes e Iguatemi e Vila Prudente-Ipiranga não têm mais previsão.

Em nota, a gestão Alckmin informa a situação das obras e as previsões.

Agora, as obras estão concentradas no segundo trecho, de Oratório a São Mateus, no qual trabalham 2.210 funcionários. As colunas e vigas que compõem a via permanente por onde passarão os trens do monotrilho já estão implantadas até a região da estação São Mateus.

Serão mais 15 km de vias elevadas, 27 novos trens e nove estações. As estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União, Jardim Planalto devem ser abertas em abril. Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus estão programadas para inauguração até o fim de maio. A última estação será a Jardim Colonial, prevista para março de 2021. Ao todo, o Governo do Estado investe R$ 5,2 bilhões.

O custo do monotrilho em 2012, com todas as 18 estações, seria de R$ 3,5 bilhões.

Reportagem do Diário do Transporte mostrou que o modal ficou até 83% mais caro para a realidade das operações em São Paulo. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2016/06/03/monotrilhos-de-sao-paulo-ja-estao-ate-83-mais-caros-e-custo-do-quilometro-se-aproxima-do-metro/

As obras são custeadas por dinheiro público e a concessão à iniciativa privada será para as operações, a exemplo do que ocorreu com a linha 5 Lilás junto com a linha 17 de monotrilho, que foram leiloadas neste ano, sendo arrematada pela CCR e pela RuasInvest, liga ao Grupo Ruas, de empresas de ônibus da Capital Paulista.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/19/resultado-leilao-linha-5-linha17-metro-sp-privatizacao-concessao/

De acordo com a Secretaria, a previsão é de que o contrato seja de R$ 4,5 bilhões com duração de 20 anos.

“O leilão deve ser realizado em 26 de junho na sede da B3 (antiga BM&FBOVESPA), no centro da capital paulista. O lance mínimo para outorga é de R$ 153,3 milhões. O critério de julgamento será o de maior valor oferecido, em moeda corrente nacional, pela outorga fixa da concessão.” – segundo nota do Governo do Estado.

A concorrência será internacional e as empresas podem formar consórcios para Sociedades para Propósitos Específicos (SPEs).

PARQUE CAPIVARI:

Alckmin e Pelissioni também autorizaram a publicação do edital à iniciativa privada do Parque Capivari, hoje administrado pela Estrada de Ferro Campos do Jordão – EFCJ.

O contrato será de 30 anos e a empresa ou consórcio que assumirem terão de fazer investimentos de R$ 35,3 milhões.

O edital será publicado no dia 21 de março, no portal da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. O pregão deve ser realizado em 45 dias após a publicação do edital.

“O critério de julgamento será a maior outorga variável. O lance mínimo é de R$ 16,350 milhões. O retorno financeiro virá por meio da operação da praça e seus equipamentos turísticos.” – explica o governo do Estado em nota.

Na mesma nota, o Palácio dos Bandeirantes fala quais a melhorias que deverão ser feitas pela empresa que assumir o parque.

Entre as melhorias previstas no local estão um moderno teleférico, um equipamento chamado trenó sobre trilhos, uma concha acústica, novas áreas comerciais, sanitários e estacionamentos. O projeto inicial inclui requalificação do pedalinho, recomposição de áreas verdes, preservação dos equipamentos e reurbanização do Morro do Elefante, com novo mirante.

Com uma área total de 40 mil m², o Parque Capivari é um dos principais polos turísticos de Campos do Jordão. Após a modernização, deve passar a receber ainda mais turistas, contribuindo para geração de emprego e renda à população, além da promoção de lazer e cultura para a região.

TREM NOVO:

Alckmin e Pelissioni realizaram a entrega também nesta quinta-feira, 15, mais um trem para a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Foi a unidade número 35 de um lote de 65 adquiridos. A composição é da série 9.500, fabricada pela Hyundai, e começará a operar na Linha 7-Rubi (Luz-Jundiaí), que conta agora com 20 trens novos.

A previsão do Governo do Estado é que as 30 unidades restantes entrem em operação até o fim deste ano, o que significa dois anos de atraso. Os contratos com as fabricantes CAF e Hyundai-Rotem previam entrega final em junho de 2016. O Ministério Público do Estado de São Paulo chegou a emitir um parecer contestando a confiabilidade dos trens, mas segundo a CPTM, as dúvidas foram esclarecidas. Relembre;

https://diariodotransporte.com.br/2017/05/05/novos-trens-da-cptm-nao-apresentam-confiabilidade-diz-relatorio-da-engenharia-do-mp/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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