Governo de SP muda projeto da estação Ana Rosa da Linha 16-Violeta do Metrô e retira área de 6,7 mil m² de plano de desapropriações
Publicado em: 4 de novembro de 2026
Estado identifica alternativa considerada mais vantajosa para a futura estação, com melhor integração às linhas 1-Azul e 2-Verde e menores riscos às edificações vizinhas
ADAMO BAZANI
O Governo do Estado de São Paulo decidiu alterar o planejamento de implantação da futura estação Ana Rosa da Linha 16-Violeta do Metrô e revogou a declaração de utilidade pública de uma área de 6.707,02 metros quadrados, anteriormente reservada para desapropriações e outras intervenções necessárias à construção. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, depois que estudos técnicos identificaram uma alternativa considerada mais vantajosa para a localização e a configuração da estação.
Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos, a mudança permitirá um melhor arranjo geométrico da futura instalação, uma integração mais eficiente com as linhas 1-Azul e 2-Verde e menores riscos às edificações vizinhas. A decisão modifica a área anteriormente prevista para a implantação da estação, mas não representa o cancelamento da Linha 16-Violeta, um dos projetos de expansão da rede metroviária da capital paulista.
Mudança envolve imóveis próximos ao Largo Dona Ana Rosa
A área que deixa de estar abrangida pela declaração de utilidade pública fica nas proximidades da Avenida Conselheiro Rodrigues Alves e do Largo Dona Ana Rosa, na zona sul da cidade de São Paulo.
A medida revoga a Resolução SPI nº 040, de 4 de setembro de 2025, que havia declarado os imóveis necessários à implantação da estação, permitindo a adoção de procedimentos de desapropriação, ocupação temporária ou instituição de servidões.
A declaração de utilidade pública é uma etapa administrativa que pode anteceder a aquisição de imóveis pelo poder público. Sua publicação, isoladamente, não significa que todas as propriedades já tenham sido desapropriadas ou que seus proprietários tenham recebido indenizações.
Com a decisão agora publicada, deixa de valer a declaração referente aos 6.707,02 metros quadrados identificados no planejamento anterior.
A relação de propriedades abrangidas incluía imóveis associados à Associação Maria Imaculada, à KR2 Criativa Empreendimentos Imobiliários, à Empreendimentos Marchi e a diversos proprietários particulares.
O documento de revogação apresenta a delimitação técnica da área anteriormente considerada necessária às obras.
Integração com as linhas 1-Azul e 2-Verde orientou a revisão
A justificativa apresentada pelo governo é de que o avanço dos estudos técnicos permitiu identificar uma alternativa de localização fora da área inicialmente delimitada.
A Secretaria de Parcerias em Investimentos aponta três fatores principais: melhor configuração geométrica da estação, maior eficiência na integração com as linhas existentes e redução dos riscos associados às construções próximas.
A estação Ana Rosa já funciona como um importante ponto de transferência da rede metroviária paulistana, permitindo a conexão entre a Linha 1-Azul e a Linha 2-Verde.
A implantação de uma estação da Linha 16-Violeta nesse complexo acrescentaria uma nova possibilidade de transferência para os passageiros, tornando especialmente importantes os estudos sobre circulação interna, acessibilidade, plataformas e distribuição dos fluxos.
O planejamento de uma estação de integração também precisa considerar os efeitos das obras na superfície, como circulação de pedestres, ocupação de áreas urbanas, acessos e eventuais restrições ao trânsito.
A publicação não apresenta o novo conjunto de imóveis que poderá ser necessário à implantação da estação nem informa alterações de cronograma decorrentes da revisão.
Esses detalhes dependem da consolidação dos estudos e das próximas medidas administrativas.
A revogação foi formalizada pela Resolução SPI nº 106, de 21 de outubro de 2026, publicada na edição de 4 de novembro do Diário Oficial.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


