São Paulo teve 8,8 mil ônibus em circulação no segundo turno das eleições, diz prefeitura

Número corresponde a 71% da frota de um dia útil; Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% dos veículos durante a votação

YURI SENA

A cidade de São Paulo contou com 8.814 ônibus em circulação no último domingo, 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno das eleições. O número representa 71% da frota que opera em um dia útil, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB).

A quantidade de veículos foi superior aos 6.900 ônibus inicialmente previstos pela administração municipal para a operação do segundo turno, mas ficou abaixo dos cerca de 11 mil a 12 mil veículos que circulam em dias úteis.

No dia da votação, o Diário do Transporte publicou uma reportagem sobre a operação programada pela prefeitura para o transporte coletivo. Na ocasião, a administração municipal informou que havia programado 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições. 

Relembre: 

Prefeitura de São Paulo diz que programou 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições

A Justiça Eleitoral havia determinado que a prefeitura disponibilizasse 100% da frota de ônibus durante a votação. A decisão foi tomada no sábado, após determinação para que o município cumprisse a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de fevereiro, que prevê a oferta de transporte público em quantidade compatível com a operação de um dia útil nos dias de eleição.

Segundo a administração municipal, a determinação foi comunicada às garagens assim que recebida. No entanto, as empresas de transporte teriam enfrentado dificuldades para convocar os funcionários e colocar todos os veículos em operação dentro do prazo disponível.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que, na avaliação da gestão municipal, nenhum eleitor deixou de votar por falta de transporte público. Segundo ele, os ônibus, terminais e pontos de parada operaram com baixa ocupação ao longo do domingo.

A prefeitura também informou que o sistema municipal transportou cerca de 3,2 milhões de passageiros no primeiro turno, número que teria se repetido no segundo turno.

Ao comentar as reclamações sobre a demora nos pontos e a falta de ônibus, Nunes questionou se a operação registrada seria compatível com a demanda de transporte da cidade e argumentou que, mesmo em dias úteis, podem ocorrer queixas relacionadas ao tempo de espera dos passageiros.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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