Metrô de São Paulo acrescenta R$ 55,97 milhões a contrato da Linha 2-Verde e prorroga execução até 2032
Publicado em: 7 de outubro de 2026
Décimo aditivo do lote que inclui a Estação Penha altera planilhas e datas-marco e preserva direito do consórcio a solicitar recomposição de custos
ADAMO BAZANI
O Metrô de São Paulo acrescentou R$ 55,97 milhões a um contrato de obras da expansão da Linha 2-Verde e prorrogou seu prazo de execução até 31 de março de 2032. O instrumento envolve o Consórcio CRASA–Ghella–Consbem, responsável pelo lote entre a Estação Penha e o VSE Castelo Branco, ambos incluídos no escopo da contratação original.
O décimo aditivo, assinado em 2 de outubro e publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, também estende a vigência contratual até 31 de outubro de 2032. Os prazos são referentes a esse contrato: o extrato não anuncia uma nova data de inauguração de toda a expansão nem detalha quando cada trecho poderá receber passageiros.
Acréscimo está expresso em valores de julho de 2014
O aumento publicado é de R$ 55.968.814,22, na data-base de 1º de julho de 2014. Trata-se da referência de preços utilizada no contrato, e não de um valor apresentado pelo ato como atualizado para outubro de 2026.
O documento é o décimo aditivo do contrato 4138221302. A razão social do contratado é Consórcio CRASA–Ghella–Consbem, inscrito no CNPJ 21.063.590/0001-71.
A contratação original identifica o lote 2 da expansão da Linha 2-Verde, com execução de obras civis, obra bruta, acabamento e via permanente entre a Estação Penha e o VSE Castelo Branco. VSE é a identificação de uma estrutura de ventilação e saída de emergência.
| Item | Alteração publicada |
|---|---|
| Execução | Até 31/03/2032 |
| Vigência | Até 31/10/2032 |
| Acréscimo | R$ 55.968.814,22 |
| Data-base | 01/07/2014 |
| Assinatura | 02/10/2026 |
| Contratado | Consórcio CRASA–Ghella–Consbem |
O extrato não apresenta o novo valor global do contrato nem reproduz o cronograma anterior, o que impede calcular, apenas com essa publicação, quanto tempo foi acrescentado ao prazo de execução.
Planilhas, medição dos serviços e subcontratação também são alteradas
Além dos prazos e do acréscimo financeiro, o aditivo inclui uma instrução complementar de medição, substitui a planilha de serviços e preços e o anexo de datas-marco, além de alterar disposições relativas à subcontratação.
A medição é o procedimento utilizado para verificar e quantificar os serviços executados. As datas-marco identificam etapas previstas no cronograma contratual. O extrato, entretanto, não reproduz os novos anexos nem discrimina os serviços correspondentes ao acréscimo financeiro.
O documento preserva o direito da contratada de apresentar pedidos de custos adicionais e de reequilíbrio econômico-financeiro. Essa previsão mantém a possibilidade de pleitear recomposição das condições econômicas do contrato, sem representar aprovação automática de novos valores.
Contrato já havia recebido outro aditivo em 2025
O Diário do Transporte noticiou em 29 de setembro de 2025 o nono aditivo do mesmo contrato, que envolveu ajustes nas planilhas e serviços relacionados à Estação Penha.
A publicação de agora acrescenta um novo instrumento à sequência de alterações contratuais. Para o passageiro, o ponto central é distinguir o prazo administrativo e de execução desse lote do calendário de abertura das estações, que não foi anunciado no extrato desta quarta-feira.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



