VÍDEO: Parte de passageiros feridos no tombamento do ônibus da Real Maia, na Chapada Diamantina, se encontram em estado grave
Publicado em: 26 de setembro de 2026
Ao menos oito pessoas morreram no acidente registrado na Bahia. Final de semana já conta com três tombamentos de ônibus pelas rodovias do país; Diário do Transporte noticiou outro caso envolvendo coletivo da Real Maia no Tocantins
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Um grave acidente envolvendo um ônibus da Real Maia deixou oito pessoas mortas e ao menos 12 feridas na noite desta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, na BR-242, entre os municípios de Seabra e Iraquara, na região da Chapada Diamantina, na Bahia. Equipes de emergência foram mobilizadas para o resgate, enquanto a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica trabalham para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Nove dos doze feridos se encontram em estado grave. Outras três foram socorridas e já liberadas. Entre as vítimas fatais está um soldado da Polícia Militar.
Este é o segundo acidente grave envolvendo ônibus da Real Maia registrado em menos de 24 horas. Também nesta sexta-feira (25), outro veículo da empresa tombou na BR-153, nas proximidades de Guaraí, no Tocantins, deixando quatro pessoas feridas, uma delas com fratura exposta. Os dois acidentes, registrados em estados diferentes, deixaram, segundo os balanços divulgados até a manhã deste sábado (26), sete mortos e pelo menos 17 feridos. As causas das duas ocorrências estão sendo apuradas.
Oito mortos e pelo menos 12 feridos na Chapada Diamantina
O acidente na Bahia ocorreu no final da noite de sexta-feira (25), em um trecho da BR-242 situado entre Seabra e Iraquara.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), oito pessoas morreram e ao menos 12 ficaram feridas.
Entre os mortos está o soldado da Polícia Militar Lucas José Jesus Santana. A identidade do policial foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública, que manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas das vítimas.
Imagens registradas durante o atendimento mostram o ônibus da Real Maia tombado em uma área de vegetação, fora da pista. Bombeiros e outras pessoas aparecem próximos ao veículo durante os trabalhos de resgate.
O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia atuou no atendimento aos passageiros e ao motorista.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica adotaram as providências necessárias para investigar as causas do acidente.
Até a publicação das informações disponíveis na manhã deste sábado, ainda eram aguardados esclarecimentos sobre a dinâmica da ocorrência, o itinerário realizado pelo ônibus, a quantidade total de ocupantes e as condições de saúde das pessoas hospitalizadas.
A Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros e a Real Maia para obter informações adicionais. Até a publicação da reportagem, não havia recebido retorno desses contatos.
Outro ônibus da Real Maia tombou horas antes no Tocantins
O acidente na Bahia ocorreu poucas horas depois de outro tombamento envolvendo um ônibus da mesma empresa, desta vez na BR-153, no Tocantins.
Como mostrou o Diário do Transporte nesta sexta-feira (25), um ônibus da Real Maia tombou durante a tarde, na altura do km 337 da BR-153, nas proximidades do município de Guaraí.
O veículo realizava uma viagem entre Palmas, capital do Tocantins, e Parauapebas, no Pará.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, quatro pessoas ficaram feridas. Uma delas sofreu ferimentos graves, incluindo fratura exposta.
Não houve mortes nesse primeiro acidente. Os motoristas também não se feriram. Diário do Transporte
Na ocasião, a Real Maia apresentou sua versão sobre o ocorrido, informando que uma carreta teria realizado uma manobra que deixou o ônibus sem espaço para prosseguir durante a chegada a Guaraí.
Ainda de acordo com a empresa, o ônibus estava em velocidade reduzida quando ocorreu o acidente.
A transportadora informou que estava prestando assistência aos passageiros envolvidos.
O atendimento mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
As circunstâncias do tombamento deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis.
Relembre a reportagem publicada pelo Diário do Transporte:
Ônibus da Real Maia tomba na BR-153 e deixa feridos em Guaraí (TO) nesta sexta-feira (25)
Dois acidentes graves envolvendo a mesma empresa em menos de 24 horas
Os acidentes registrados no Tocantins e na Bahia envolvem veículos da mesma transportadora, mas ocorreram em rodovias e circunstâncias distintas.
No Tocantins, a empresa atribuiu preliminarmente o tombamento a uma manobra realizada por uma carreta, versão que depende da conclusão da apuração.
Na Bahia, a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica investigam o acidente que provocou sete mortes.
As investigações deverão esclarecer separadamente a dinâmica e as causas de cada ocorrência.
O Diário do Transporte acompanha os desdobramentos dos dois acidentes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




Que tragédia. Meus pêsames aos familiares das vítimas.
A BA/BR-122 necessita de atenção urgente, numa curva logo antes do local do acidente existe um enorme buraco que sempre é remendado mas na primeira chuva volta a se abrir, além claro de muitos outros buracos e quebra molas colocados irregularmente (89 em mminha ultima contagem no trecho Entrocamento Ba/Br-122 a Irecê com 140km de extensão). Por aqui passam caminhões de verdura escoando diversas produções e todo o conteúdo da planta da oleoplan além de muitas linhas como 9 da Guanabara Natal/Fortaleza/Petrolina/João Pessoa/Juazeiro do Norte/Cajazeiras/São Paulo/Goiânia 5 da emtram Aparecida/São Paulo/Osasco/Salvador/Irecê e outras como essa da própria Real Maia, apodi da Catedral e muitos clandestinos, que também precisam ser fiscalizados para que coisas assim não voltem a acontecer.
Sou motorista carreteiro e passei nessa rodovia aí ano passado, com uma carga que fiz de Araras-SP para João Dourado-BA. Não é uma rodovia perigosa, é praticamente plana e sem serra,com uma curva ou outra perigosa.Qd passei,as condições da rodovia eram boas, mas é claro que ao longo de um ano as condições da pista podem mudar,dependendo de vários fatores,como chuva,falta de manutenção ou até mesmo excesso de peso.Enfim,para saber o que realmente aconteceu para ocasionar esse grave acidente, só perícia e testemunhos dos envolvidos, como o motorista e os passageiros.Força as famílias das vítimas.
Não sei quais as condições e circunstâncias do acidente, mas a empresa Real Maia é perigosa para se viajar, devido a conduta dos motoristas. Já vi muitas manobras arriscadas, ultrpassagens em local proibido, alta velocidade etc; A perícia vai esclarecer, mas a empresa precisa corrigir as falhas, do contrário, outros acidentes ceifarão mais vidas.