CPTM mantém contrato de R$ 440 mil para mapear áreas destinadas a estudos de expansão da malha ferroviária em São Paulo
Publicado em: 23 de setembro de 2026
Serviço prevê levantamento aéreo, topográfico e georreferenciado para subsidiar análises de novos projetos de transporte de passageiros no Estado
ADAMO BAZANI
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) manteve uma ata de registro de preços de R$ 439.999,96 para a realização de levantamentos técnicos destinados a subsidiar estudos de expansão da malha ferroviária de transporte de passageiros no Estado de São Paulo.
A companhia informou nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, que os preços registrados permanecem válidos no segundo trimestre de vigência da ata. O serviço envolve levantamento aerofotogramétrico, planialtimétrico e georreferenciado, ferramentas utilizadas para mapear terrenos, edificações, interferências, relevo e outros elementos fundamentais para o planejamento de novos trechos ferroviários.
Contrato pode atender diferentes estudos de expansão
A ata foi assinada em 18 de junho de 2026 e tem validade de 12 meses.
A empresa contratada é a Solo Topografia e Georreferenciamento Ltda.
O valor total registrado é de R$ 439.999,96.
O documento publicado pela CPTM não identifica uma linha específica nem determina, por si só, a construção de uma nova ferrovia.
O objetivo é disponibilizar serviços técnicos que possam ser acionados para subsidiar estudos de expansão da malha ferroviária destinada ao transporte de passageiros.
O que é um levantamento aerofotogramétrico
A aerofotogrametria utiliza imagens aéreas para produzir representações detalhadas de uma área.
Esses levantamentos podem ser feitos com aeronaves, drones ou outros equipamentos dotados de câmeras e sensores de alta precisão.
A partir das imagens, técnicos conseguem criar mapas, modelos tridimensionais, identificar construções, vias, cursos d’água e outros obstáculos existentes no território.
Já o levantamento planialtimétrico combina a posição horizontal dos elementos do terreno com suas cotas de altitude.
O georreferenciamento associa todas essas informações a coordenadas geográficas precisas.
Para um projeto ferroviário, esse conjunto de dados permite avaliar onde uma linha pode passar, quais obstáculos precisam ser considerados, onde seriam necessárias obras de arte, quais imóveis ou áreas poderiam ser afetados e qual seria a relação do traçado com o sistema viário e com outros equipamentos urbanos.
Levantamento é uma etapa anterior aos projetos de engenharia
A contratação serve como ferramenta de planejamento.
Antes de definir projetos executivos de uma ferrovia, é necessário conhecer com precisão o território percorrido.
Essas informações podem subsidiar estudos de traçado, localização de estações, estimativas de desapropriações, interferências com redes de serviços públicos, necessidade de pontes, viadutos ou túneis e avaliação preliminar dos custos de implantação.
A publicação da CPTM, porém, limita o objeto à realização dos levantamentos para estudos de expansão e não associa a ata a um empreendimento ferroviário específico.
CPTM também concluiu compras de filtros ferroviários
Na mesma edição do Diário Oficial, a CPTM publicou dois contratos de menor valor para fornecimento de filtros utilizados pela companhia.
Um deles foi firmado com a D Rodrigues Mekaru Comércio Materiais Ferroviários Ltda., no valor de R$ 10.756,50.
O segundo, de R$ 985, foi contratado com a Fast Mobility Brasil Ltda.
Os dois contratos foram decorrentes de pregão eletrônico, têm prazo de vigência de 150 dias e foram formalizados em 15 de setembro de 2026.
Essas aquisições estão relacionadas à manutenção da operação ferroviária existente e são independentes da ata destinada aos levantamentos para estudos de expansão.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



