Metrô prorroga até abril de 2027 contrato com Consórcio Expresso Monotrilho Leste para a Linha 15-Prata
Publicado em: 21 de setembro de 2026
Execução dos serviços foi estendida até dezembro de 2026; acordo foi assinado originalmente em 2010 e já acumula 19 termos aditivos
ADAMO BAZANI
O Metrô de São Paulo prorrogou novamente o contrato mantido com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste para a implantação da Linha 15-Prata. O novo termo aditivo estende o prazo de execução dos serviços até 16 de dezembro de 2026 e mantém a vigência contratual até 16 de abril de 2027.
A medida consta no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta segunda-feira, 21 de setembro de 2026. Trata-se do 19º aditivo de um contrato assinado em setembro de 2010 para projetos, fabricação, fornecimento e implantação do sistema de monotrilho entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes.
O documento também estabelece a regularização da garantia de execução do contrato. Além disso, preserva o direito do consórcio de solicitar o pagamento de custos adicionais e eventual reequilíbrio econômico-financeiro.
A publicação não informa quais atividades deverão ser concluídas durante o período adicional nem detalha eventual acréscimo de valores. O aditivo foi assinado em 16 de setembro de 2026.
Contrato foi assinado há 16 anos para implantar o monotrilho até Cidade Tiradentes
O contrato foi firmado em 27 de setembro de 2010. As primeiras ordens de serviço para os projetos executivos de obras civis, material rodante e sistemas foram emitidas no mês seguinte.
O escopo inicial abrangia o sistema entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes, incluindo projetos, via permanente, pilares, vigas-guia, sinalização, portas de plataforma, trens e Centro de Controle Operacional. O consórcio era formado originalmente pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS, além da Bombardier Transportation Brasil e da Bombardier Transit Corporation.
A proposta vencedora apresentada em 2010 foi de aproximadamente R$ 2,46 bilhões. O projeto anunciado naquela época previa 24,5 quilômetros e 17 estações entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes. Posteriormente, o planejamento passou a incluir a ligação até Ipiranga, elevando a extensão total projetada para 26,6 quilômetros e 18 estações.
Ao longo da execução, o contrato teve alterações de escopo, valores, prazos e composição empresarial. A Bombardier Transportation foi adquirida pela Alstom, enquanto a Queiroz Galvão passou a se chamar Álya Construtora.
Linha funciona atualmente entre Vila Prudente e Jardim Colonial
A Linha 15-Prata opera atualmente entre Vila Prudente e Jardim Colonial. Segundo o Metrô, o projeto completo prevê 26,6 quilômetros, 18 estações e uma frota de 54 trens.
Estão em andamento expansões para Ipiranga, no sentido oeste, e para Boa Esperança, Jacu-Pêssego e o Pátio Ragueb Chohfi, no sentido leste. O planejamento divulgado pela companhia situa essas ampliações no período de 2026 a 2027.
O trecho a partir de Jacu-Pêssego até Hospital Cidade Tiradentes, que fazia parte da concepção original, permanece em análise. O Metrô informa que a continuidade depende de ações conjuntas com a Prefeitura de São Paulo, principalmente para o alargamento da Estrada do Iguatemi.
O contrato agora prorrogado continua registrando pagamentos vinculados à implantação da Linha 15-Prata. Em abril de 2026, por exemplo, a transparência do Metrô relacionou pagamentos ao Consórcio Expresso Monotrilho Leste e à Alstom dentro do mesmo contrato.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



