Metrô de São Paulo completa 52 anos com 35 bilhões de passageiros transportados

Foto: Divulgação.

Distância percorrida pelos trens supera 638 milhões de quilômetros, enquanto novas extensões e tecnologias preparam a rede para atender à demanda futura

ARTHUR FERRARI

O Metrô de São Paulo completa 52 anos de operação nesta segunda-feira (14) com um balanço que dimensiona a participação do sistema na mobilidade da capital paulista. Desde a inauguração, em 1974, os trens transportaram mais de 35 bilhões de passageiros e percorreram 638,2 milhões de quilômetros, distância equivalente a 1.660 viagens de ida da Terra à Lua.

A rede metroviária da cidade soma atualmente 116 quilômetros de extensão e 105 estações, considerando as linhas 6-Laranja e 17-Ouro, ambas em operação transitória. Ao todo, mais de 4,3 milhões de passageiros utilizam o sistema diariamente. Nas cinco linhas operadas pelo Metrô, são 78,2 quilômetros, 71 estações e cerca de 3 milhões de passageiros transportados por dia.

A história do sistema começou em 14 de setembro de 1974, quando o primeiro metrô do Brasil iniciou a operação comercial em um trecho de aproximadamente 6,4 quilômetros entre Jabaquara e Vila Mariana, na então Linha Norte-Sul, atual Linha 1-Azul. Naquele momento, a rede contava com apenas sete estações.

A expansão foi acompanhada pela implantação de novos eixos de deslocamento. A Linha 3-Vermelha passou a conectar as regiões Leste e Oeste, enquanto a Linha 2-Verde levou o metrô à Avenida Paulista. Mais recentemente, a Linha 15-Prata ampliou a cobertura do sistema e a Linha 17-Ouro começou a operar em 2026, ligando Morumbi ao Aeroporto de Congonhas em operação transitória.

Os projetos de crescimento continuam. A Linha 2-Verde avança em duas etapas: a primeira, entre Vila Prudente e Penha, prevê oito novas estações e oito quilômetros de extensão; a segunda, entre Penha e Guarulhos, acrescentará cinco estações e 5,8 quilômetros. Também seguem em andamento projetos de ampliação da Linha 15-Prata e de conclusão da configuração definitiva da Linha 17-Ouro.

A evolução da rede também ocorreu nos sistemas de operação. Novas tecnologias de sinalização e controle, trens mais eficientes e recursos como o CBTC, sigla em inglês para controle de trens baseado em telecomunicação, ampliaram a capacidade e a confiabilidade do serviço.

Na Linha 15-Prata, o Metrô opera com o padrão GoA4, que permite funcionamento totalmente automatizado, com controle integral pelo Centro de Controle Operacional (CCO).

A acessibilidade passou a integrar os projetos de expansão e modernização. Elevadores, pisos táteis, escadas rolantes e serviços de atendimento especializado foram incorporados às estações, enquanto os novos empreendimentos já consideram esses recursos desde as etapas iniciais de planejamento.

A modernização também alcançou os meios de pagamento. Atualmente, os passageiros podem adquirir passagens por aplicativos, WhatsApp e bilheterias, além de utilizar cartões de débito e crédito por aproximação diretamente nas catracas.

A mudança prepara a aposentadoria do Bilhete Edmonson, utilizado desde a inauguração do sistema. O modelo magnético deixará de ser aceito em 31 de outubro, após 52 anos de uso e 13,8 bilhões de utilizações.

A substituição ocorre em razão da expansão dos meios digitais e das dificuldades crescentes de manutenção do sistema mecânico de leitura e validação das catracas.

Ao completar mais de meio século, o Metrô mantém a expansão da rede e a modernização dos equipamentos como parte da estratégia para atender aos deslocamentos de trabalho, estudo, saúde, lazer e encontros familiares na Região Metropolitana de São Paulo.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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