Marcopolo pagará R$ 0,13 por ação e poderá recomprar até 49 milhões de POMO4; entenda o impacto

Papéis ainda não recuperaram tombo de 10,43% após balanço do segundo trimestre, embora maioria dos analistas consultados mantenha recomendação de compra; fabricante também lançou Torino 2027, G8 Tech e iniciou comercialização do Volare híbrido elétrico/etanol

ADAMO BAZANI

A Marcopolo S.A., uma das maiores fabricantes de ônibus do País, vai pagar R$ 0,13 em dividendos por ação e recebeu autorização de seu Conselho de Administração para recomprar no mercado até 49 milhões de ações preferenciais POMO4. As decisões foram tomadas em 19 de agosto de 2026. Terá direito aos dividendos quem estiver na posição acionária da companhia em 25 de agosto, com pagamentos a partir de 9 de setembro. A partir de 26 de agosto, os papéis serão negociados “ex-dividendos”, ou seja, quem comprar a partir desta data não terá direito a este pagamento específico.

As medidas surgem poucas semanas depois de uma reação negativa do mercado ao balanço do segundo trimestre. Em 4 de agosto, as POMO4 caíram 10,43%, de R$ 5,37 no fechamento anterior para R$ 4,81. Depois, chegaram a R$ 4,05 em 18 de agosto e passaram por recuperação parcial. Nesta segunda-feira, 24 de agosto, estavam na casa de R$ 4,47. Assim, apesar da recuperação desde o ponto mais baixo, ainda não voltaram ao patamar anterior à divulgação dos resultados. Entre instituições que acompanham a empresa, predominam recomendações de compra, mas houve cortes de preços-alvo e aumento da cautela com o desempenho no curto prazo.

O momento financeiro coincide com uma renovação importante do portfólio da fabricante. Na Lat.Bus 2026, a Marcopolo lançou o Torino 2027 e a evolução G8 Tech dos ônibus rodoviários, novidades que foram conhecidas em primeira mão pelo Diário do Transporte antes da feira. A companhia também iniciou a comercialização do Volare Attack 10 Híbrido, que combina tração elétrica com geração de energia por etanol. Para quem acompanha as ações, lançamentos desse tipo são relevantes porque podem gerar novos pedidos e receitas, mas seu impacto efetivo depende de vendas, volumes de produção e das margens obtidas em cada produto.

O que são os R$ 0,13 de dividendos

Dividendo é, de forma simplificada, uma parte dos resultados da empresa distribuída aos seus acionistas.

No caso anunciado pela Marcopolo, serão R$ 0,13 por ação, referentes ao dividendo obrigatório declarado antecipadamente por conta do exercício de 2026.

Isso significa que um investidor que possuir 100 ações na data estabelecida terá direito a R$ 13 neste pagamento. Com mil ações, seriam R$ 130.

Não é necessário ser um grande investidor institucional para ser acionista de uma empresa listada na bolsa. Pessoas físicas também podem comprar ações por meio de corretoras, inclusive em quantidades pequenas pelo mercado fracionário. É por isso que decisões desse tipo interessam tanto aos grandes fundos como a investidores individuais.

A data que merece atenção é 25 de agosto de 2026.

A Marcopolo informou que os dividendos serão atribuídos aos acionistas com base na posição existente nessa data. Os pagamentos começam em 9 de setembro.

Já em 26 de agosto, as ações passam a ser negociadas ex-dividendos.

Na prática, quem comprar os papéis a partir do dia 26 não terá direito aos R$ 0,13 anunciados agora.

Também é importante entender que receber dividendos não representa automaticamente um ganho adicional de R$ 0,13 sem qualquer efeito sobre a cotação. Quando uma ação passa a ser negociada ex-dividendos, a bolsa normalmente realiza um ajuste teórico no preço correspondente ao valor distribuído, embora as negociações do próprio dia possam levar a ação para cima ou para baixo.

Marcopolo pode recomprar 49 milhões de ações: o que isso significa?

A segunda decisão é a criação de um programa de recompra.

A Marcopolo recebeu autorização para adquirir no mercado até 49 milhões de suas próprias ações preferenciais, as POMO4.

É importante destacar a palavra “até”.

A autorização não significa que a Marcopolo seja obrigada a comprar todas as 49 milhões de ações. Ela estabelece o limite máximo que a companhia poderá adquirir.

O programa começou em 20 de agosto de 2026 e pode permanecer em vigor por até 18 meses, terminando em 18 de fevereiro de 2028.

As compras serão realizadas a preços de mercado e poderão ser intermediadas pela Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários e pela XP Investimentos às segundas, quartas e sextas-feiras.

A Marcopolo informa que os papéis adquiridos poderão atender aos planos de remuneração baseados em ações, permanecer em tesouraria, ser posteriormente vendidos ou ser cancelados.

Atualmente, a companhia possui aproximadamente 8,5 milhões de ações preferenciais em tesouraria.

As 49 milhões de ações que podem ser recompradas equivalem a aproximadamente 6,1% de todas as ações preferenciais emitidas pela Marcopolo e a cerca de 6,7% das POMO4 em circulação no mercado, desconsiderando controladores, administradores e pessoas vinculadas.

Mas por que uma empresa compra as próprias ações?

Existem diferentes razões.

Quando uma companhia considera que sua ação está sendo negociada a um preço atraente, pode utilizar parte de seus recursos para comprar seus próprios papéis.

Essas ações podem ficar em “tesouraria”, expressão utilizada para indicar os papéis da própria empresa que foram recomprados e permanecem sob seu controle.

Se posteriormente parte dessas ações for cancelada, passa a existir uma quantidade menor de papéis representando a empresa.

Para imaginar de forma simples: se o mesmo resultado econômico passa a ser dividido entre uma quantidade menor de ações, determinados indicadores calculados por ação podem melhorar.

Uma recompra também representa demanda adicional por papéis no mercado, o que pode dar algum suporte à cotação.

Mas isso não significa que a ação necessariamente vai subir.

O preço continua dependendo do desempenho da empresa, resultados futuros, expectativa de lucros, juros, economia, demanda por ônibus, câmbio, custos industriais e, naturalmente, das decisões de compra e venda tomadas pelos investidores.

Há ainda outro lado: dinheiro utilizado na recompra deixa de estar disponível para outras finalidades naquele momento, como investimentos, aquisições, redução de dívida ou outras formas de distribuição aos acionistas.

Por isso, investidores normalmente avaliam não apenas a existência de uma recompra, mas se a utilização do dinheiro faz sentido diante das perspectivas da companhia.

A ação se recuperou da queda de 10,43%?

Ainda não.

Antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre, a POMO4 encerrou 3 de agosto de 2026 a R$ 5,37.

No dia seguinte, com o mercado reagindo aos números apresentados pela Marcopolo, a ação caiu 10,43% e fechou a R$ 4,81.

Relembre: Ações da Marcopolo caem 10,43% nesta terça (04); mercado reage mal a balanço de desempenho da fabricante de ônibus

A desvalorização continuou nos pregões seguintes. Em 18 de agosto, a POMO4 chegou a R$ 4,05.

A partir daí houve reação.

No pregão de 20 de agosto, o primeiro dia completo de negociação após a divulgação do fato relevante sobre dividendos e recompra, a ação avançou 6,46%, para aproximadamente R$ 4,45.

Na sexta-feira (21), houve nova alta, de 0,45%, para R$ 4,47.

Nesta segunda-feira (24), o papel continuava na região de R$ 4,47.

Isso significa que a POMO4 já recuperou aproximadamente 10% em relação ao piso de R$ 4,05 registrado em 18 de agosto, mas continua cerca de 7% abaixo dos R$ 4,81 do próprio dia da queda e aproximadamente 17% abaixo dos R$ 5,37 do pregão anterior ao balanço.

Portanto, houve uma recuperação parcial, mas não a recuperação do tombo provocado pela reação aos resultados.

POMO4 perdeu força nos últimos 12 meses

A trajetória das ações mostra que a perda de valor não começou apenas no balanço de agosto.

Considerando uma série de fechamentos mensais ajustada para eventos societários, o papel passou da região de R$ 7,35 em agosto de 2025 para aproximadamente R$ 4,47 em agosto de 2026.

O uso de preços ajustados é importante porque a Marcopolo realizou pagamentos relevantes de proventos e uma bonificação de 10% em ações no fim de 2025. Sem esses ajustes, uma simples comparação dos preços nominais poderia dar uma impressão distorcida da variação econômica do papel.

Evolução mensal da POMO4

Mês Preço ajustado aproximado Variação sobre o mês anterior
Agosto/2025 R$ 7,35 Base
Setembro/2025 R$ 7,06 -3,95%
Outubro/2025 R$ 6,26 -11,33%
Novembro/2025 R$ 5,81 -7,19%
Dezembro/2025 R$ 5,90 +1,55%
Janeiro/2026 R$ 6,37 +7,97%
Fevereiro/2026 R$ 6,79 +6,59%
Março/2026 R$ 6,12 -9,87%
Abril/2026 R$ 6,48 +5,88%
Maio/2026 R$ 6,06 -6,48%
Junho/2026 R$ 5,99 -1,16%
Julho/2026 R$ 5,31 -11,35%
Agosto/2026* cerca de R$ 4,47 -15,82%

*Agosto de 2026 até 24 de agosto.

No recorte entre agosto de 2025 e agosto de 2026, a diferença na série ajustada é de aproximadamente 39%.

A tabela também mostra que o movimento não foi linear. Houve meses de recuperação, especialmente janeiro, fevereiro e abril de 2026, intercalados com quedas relevantes.

Julho e agosto voltaram a registrar pressão mais intensa.

O que os analistas dizem: maioria ainda recomenda compra, mas cautela aumentou

Mesmo após o balanço considerado abaixo das expectativas pelo mercado, a maior parte das instituições financeiras cujas avaliações foram divulgadas manteve recomendação positiva para POMO4.

Isso não significa que os analistas estejam prevendo uma alta imediata.

Preço-alvo normalmente considera um horizonte mais longo e é baseado em projeções de resultados que podem mudar. Além disso, diferentes bancos utilizam premissas e períodos distintos.

Entre as avaliações divulgadas após o balanço:

Instituição Recomendação Preço-alvo informado
Bradesco BBI/Ágora Compra R$ 8,00
BTG Pactual Neutra R$ 10,00
Citi Compra R$ 9,00
Itaú BBA Outperform/Compra R$ 7,50
Safra Compra R$ 9,10
XP Compra R$ 8,00

O Itaú BBA é um exemplo da mudança de tom depois do segundo trimestre.

O banco reduziu em 25% seu preço-alvo, de R$ 10 para R$ 7,50, mas manteve a classificação outperform, equivalente a uma visão de desempenho superior.

A instituição avaliou que os dividendos e a desvalorização recente poderiam dar alguma proteção ao papel, mas enxergou pouco espaço para uma recuperação rápida diante das pressões sobre demanda e rentabilidade.

A Ágora também deu um sinal de cautela no curto prazo.

Apesar de manter em sua análise fundamentalista uma recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 8, retirou a Marcopolo da carteira recomendada de small caps para agosto após os resultados, citando uma tese mais pressionada no curto prazo.

O BTG Pactual aparece entre as casas com avaliação neutra.

Já Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Safra e XP mantêm avaliações equivalentes a compra nas recomendações divulgadas.

Essas análises são opiniões das respectivas instituições e não garantem desempenho futuro. Da mesma maneira, esta reportagem tem caráter informativo e não representa recomendação do Diário do Transporte para compra ou venda de ações.

O que desagradou no balanço da Marcopolo

A reação negativa de 4 de agosto não ocorreu porque todas as linhas do balanço tenham recuado.

A Marcopolo produziu 4.105 unidades no segundo trimestre de 2026, aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita líquida também cresceu, passando de R$ 2,305 bilhões para R$ 2,373 bilhões, alta de 3%.

O problema esteve principalmente na rentabilidade obtida sobre essas vendas.

O lucro bruto caiu 12,4%, de R$ 593,2 milhões para R$ 519,7 milhões.

A margem bruta, que mostra quanto sobra da receita depois dos custos diretamente relacionados aos produtos vendidos, recuou de 25,7% para 21,9%.

O EBITDA foi de R$ 338,6 milhões, queda de 15% sobre os R$ 398,3 milhões registrados um ano antes.

A margem EBITDA passou de 17,3% para 14,3%.

Já o lucro líquido caiu 15,5%, de R$ 321,1 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 271,2 milhões no mesmo período de 2026.

Em outras palavras: a Marcopolo vendeu mais em receita e produziu mais veículos, mas ganhou proporcionalmente menos dinheiro sobre essas operações.

É justamente essa combinação que costuma preocupar investidores.

Micros, custos e operações no exterior pressionaram margens

A própria Marcopolo atribuiu parte da redução de rentabilidade a uma mudança no tipo de produto vendido.

Os micro-ônibus passaram a representar 17,7% da receita líquida no segundo trimestre, contra 8,2% um ano antes.

Segundo a companhia, houve forte participação de veículos destinados a programas como Caminhos da Saúde e Caminho da Escola.

São produtos que contribuíram para aumentar os volumes de produção, mas possuem menor valor agregado do que determinadas configurações de ônibus rodoviários.

Além disso, a Marcopolo informou que aumentos de custos de matérias-primas, especialmente derivados de petróleo, afetaram encomendas que haviam sido precificadas anteriormente.

No exterior, a valorização do real diante do dólar reduziu a rentabilidade das exportações feitas a partir do Brasil.

Também houve redução das entregas nas operações internacionais, em especial Argentina e México.

A controlada argentina Metalsur ainda teve R$ 10,4 milhões em despesas não recorrentes relacionadas a reestruturação.

Desconsiderado este efeito, o EBITDA teria alcançado R$ 349 milhões, com margem de 14,7%, ainda inferior ao desempenho do segundo trimestre do ano anterior.

Novos Torino 2027 e G8 Tech entram na equação

Ao mesmo tempo em que investidores analisam margens e resultados, a Marcopolo tenta avançar comercialmente com uma renovação importante de produtos.

Na Lat.Bus 2026, realizada em São Paulo, a fabricante apresentou oficialmente o novo Torino 2027 e a evolução de sua família de rodoviários, denominada G8 Tech.

O Diário do Transporte conheceu os veículos e as soluções antecipadamente, em primeira mão, durante visita realizada na semana anterior à feira e entrevistas com executivos da fabricante.

Relembre: Novo Torino 2027 e G8 Tech vão além das mudanças estéticas: Marcopolo promete redução de consumo e tempo de parada, mais tecnologia e conforto

No Torino 2027, a fabricante afirma ter trabalhado para reduzir custos de operação e manutenção, simplificar intervenções e incorporar nova arquitetura eletroeletrônica, além de alterações de conforto e eficiência.

Na linha G8 Tech, entre os pontos apresentados estão melhorias aerodinâmicas desenvolvidas com participação do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), novos sistemas eletrônicos, câmeras, recursos de segurança e soluções para reduzir consumo e períodos de parada em manutenção.

Para uma fabricante de ônibus, o resultado financeiro de lançamentos desse porte não aparece necessariamente de imediato.

É necessário transformar apresentações em encomendas, produzir os veículos, faturá-los e, principalmente, obter margens adequadas.

Por isso, investidores acompanham não apenas quantos ônibus a Marcopolo produz, mas qual é o chamado “mix” dessas vendas: quantos são urbanos, rodoviários, micros, Volares, exportações e produtos de maior ou menor valor agregado.

Volare híbrido elétrico/etanol começa a ser vendido

Outra novidade da Lat.Bus 2026 foi a passagem do Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol da fase de desenvolvimento e validação para a comercialização.

Apesar do nome híbrido, o funcionamento precisa ser explicado.

Quem movimenta as rodas é um motor elétrico.

O motor abastecido com etanol não está mecanicamente ligado às rodas. Ele trabalha como gerador de eletricidade, que alimenta o sistema elétrico e ajuda a manter a carga das baterias.

É uma arquitetura conhecida como Range Extender, ou REX.

O sistema utiliza motor elétrico WEG, bateria de alta tensão de até 120 kWh e um motor HORSE H10 1.0 Turbo abastecido com etanol para geração de energia.

A autonomia informada para a configuração apresentada comercialmente fica entre 500 km e 650 km, dependendo da aplicação.

O primeiro cliente anunciado é a Sertran Transportes, que realiza uma operação assistida em uma unidade da bp bioenergy.

A proposta é atender principalmente atividades nas quais um ônibus exclusivamente a bateria poderia encontrar limitações de infraestrutura de recarga ou autonomia, como fretamento rural, mineração e operações distantes dos grandes centros.

Para o mercado financeiro, essa frente é relevante por mostrar que a Marcopolo tenta ampliar suas fontes futuras de receita para além das carrocerias tradicionais a diesel.

Mas, novamente, inovação tecnológica e valorização das ações não são sinônimos automáticos.

Para que novos produtos tenham impacto relevante nos resultados, é necessário ganhar escala comercial, fechar contratos e produzir com rentabilidade.

Dividendos e recompra são uma resposta à queda das ações?

O documento da Marcopolo não afirma que as medidas tenham sido criadas como resposta à queda recente da cotação.

Portanto, não é possível estabelecer esta relação como fato.

O que pode ser constatado é a sequência dos acontecimentos: o balanço foi divulgado em 3 de agosto; as ações despencaram no dia 4; o papel continuou perdendo valor nas semanas seguintes; e, em 19 de agosto, o Conselho de Administração aprovou o pagamento dos dividendos e o programa de recompra.

A recompra começou a valer em 20 de agosto.

Para o investidor, o programa cria uma nova variável na análise da Marcopolo: além dos resultados operacionais, das encomendas e dos novos produtos, passa a existir a possibilidade de a própria companhia atuar como compradora de até 49 milhões de POMO4 ao longo dos próximos 18 meses.

Ao mesmo tempo, os números do segundo trimestre ajudam a explicar por que o mercado continua cauteloso.

A Marcopolo segue produzindo e faturando em níveis elevados, tem novos produtos chegando ao mercado e continua distribuindo recursos aos acionistas. Mas a redução das margens e do lucro mostrou que volume de produção sozinho não é suficiente.

Para os próximos balanços, entre os pontos que devem continuar no radar estão a recuperação dos ônibus rodoviários e urbanos, o desempenho das exportações, as operações internacionais, os custos industriais, as encomendas de programas públicos e a capacidade de transformar os lançamentos apresentados em 2026 em vendas com melhores margens.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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