Mercado de ônibus avança em novas tecnologias, mas ainda exige atenção às condições de investimento, avalia executivo da Volkswagen
Publicado em: 23 de agosto de 2026
Em entrevista ao Podcast do Transporte, o Diretor de Vendas de Ônibus Jorge Carrer destacou evolução da eletromobilidade, necessidade de renovação das frotas e importância de políticas que deem previsibilidade ao setor
ALEXANDRE PELEGI
O mercado brasileiro de ônibus vive um período de transformação, com avanço da eletromobilidade, desenvolvimento de novas soluções e crescente interesse pela renovação das frotas. Ao mesmo tempo, o setor ainda enfrenta desafios relacionados ao financiamento dos investimentos e à necessidade de maior previsibilidade para operadores e fabricantes.
A avaliação é de Jorge Carrer, diretor de Vendas de Ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus, em entrevista ao Podcast do Transporte, durante a Lat.Bus 2026, realizada em São Paulo. O Podcast do Transporte é uma produção conjunta do Diário do Transporte, da OTM Editora e da ANTP. Assista a íntegra da entrevista ao final da matéria.
Segundo o executivo, temas que até pouco tempo estavam concentrados nas discussões de futuro passaram a fazer parte da realidade do mercado.
“A questão da eletromobilidade, de que tanto se falou, é uma realidade agora. Não só São Paulo, mas algumas outras cidades estão acelerando nessa questão.”
Para Carrer, a entrada mais efetiva dos ônibus elétricos nas operações brasileiras é positiva porque amplia o conhecimento sobre a tecnologia e contribui para o desenvolvimento das soluções necessárias à sua expansão.
“A gente falava que esse era o futuro e o futuro, de alguma forma, já chegou, com suas limitações e dificuldades. Quando se fala muito do assunto, ele vem à tona e as soluções aparecem.”
Crédito segue determinante para renovação
Na avaliação de Carrer, um dos pontos centrais para a evolução do mercado continua sendo a disponibilidade de crédito em condições compatíveis com a capacidade de investimento das empresas.
O transporte coletivo é um setor intensivo em capital, no qual a renovação de frota depende diretamente de financiamento e de planejamento de longo prazo.
O executivo avaliou positivamente o primeiro semestre de 2026, tanto em termos gerais do mercado quanto para a Volkswagen, que ampliou sua participação.
Parte desse movimento contou com a contribuição de iniciativas específicas de financiamento e de programas públicos de aquisição de veículos.
Carrer mencionou o Move Brasil como um exemplo de como condições mais favoráveis de crédito podem estimular investimentos que já estavam previstos ou represados.
“Quando você tem crédito em uma condição mais razoável, a demanda está aí para ser atendida. O mercado responde.”
Também tiveram participação no mercado programas públicos como Caminho da Escola e iniciativas voltadas à área da saúde.
Para Carrer, ações desse tipo contribuem para movimentar a indústria e atender necessidades concretas de estados e municípios, embora o setor também dependa de mecanismos permanentes de renovação.
Renovação de frota continua necessária
O diretor da Volkswagen destacou que existe necessidade de substituição de veículos em diferentes regiões do País e que a continuidade dos investimentos será importante para melhorar a qualidade do transporte.
“Tem frota que quer ser renovada, precisa ser substituída. Tem que acelerar os programas e as novas tecnologias.”
Na avaliação do executivo, a combinação entre políticas públicas, financiamento e planejamento poderá ajudar o setor a avançar de maneira mais consistente nos próximos anos.
Perspectivas para 2027 e 2028
Questionado sobre as perspectivas para os próximos anos, Carrer afirmou que o momento exige cautela nas projeções.
As eleições de 2026 podem influenciar políticas e programas, mas o executivo considera que a evolução do mercado dependerá principalmente de fatores estruturais e da construção de um ambiente favorável aos investimentos.
Para ele, há espaço para um desempenho positivo, especialmente se houver continuidade dos mecanismos de renovação de frota e ampliação do acesso ao crédito.
“Eu acho que pode ser um ano não ruim, mas existe potencial para ser melhor se o ambiente de negócios for mais favorável.”
Competitividade e indústria instalada
Outro tema abordado durante a entrevista foi a entrada de novos fabricantes no mercado brasileiro, especialmente no segmento de veículos elétricos.
Carrer afirmou que a ampliação da concorrência faz parte da evolução natural do mercado, mas destacou a importância de condições equilibradas entre empresas que produzem localmente e fabricantes que chegam ao País por meio de importações.
“Não é questão de tornar o Brasil um país fechado. Mas é importante ter condições iguais.”
O executivo lembrou que o Brasil possui uma indústria de ônibus consolidada, formada por fabricantes de chassis, carrocerias e componentes com décadas de atuação e capacidade de desenvolvimento de produtos específicos para a realidade operacional brasileira.
“A gente tem uma indústria muito forte, super bem estruturada, com fábricas há décadas, que gera emprego, entende a necessidade local do transporte e entrega produtos para essa realidade.”
Na avaliação de Carrer, preservar a capacidade industrial instalada e, ao mesmo tempo, incorporar novas tecnologias e novos participantes pode contribuir para fortalecer toda a cadeia produtiva.
Transporte público como política estruturante
A entrevista também tratou das discussões do setor sobre fontes permanentes de financiamento do transporte coletivo e das gratuidades concedidas aos passageiros.
Entre as propostas debatidas está uma participação mais estruturada de diferentes áreas do poder público no custeio de benefícios vinculados a políticas sociais, como educação e saúde.
Para Carrer, mecanismos dessa natureza poderiam ajudar a fortalecer o transporte coletivo e criar condições mais previsíveis para a operação.
“Seria um pilar muito importante para que a gente tivesse um transporte público mais adequado, mais forte e mais prioritário.”
Segundo ele, melhorias no serviço podem produzir um ciclo positivo para todo o sistema, com aumento da atratividade do transporte público, maior utilização pelos passageiros e melhores condições para novos investimentos.
“O transporte é um direito essencial, assim como saúde, educação e segurança.”
Carrer avalia que políticas voltadas à qualidade e à sustentabilidade econômica do transporte também podem contribuir indiretamente para a renovação da frota e para o fortalecimento da produção nacional.
Elétricos e diesel convivem no mercado brasileiro
Na Lat.Bus 2026, a Volkswagen apresentou cinco chassis que refletem os diferentes estágios do mercado brasileiro.
Entre as novidades estão dois modelos de chassis elétricos de piso alto, que complementam a oferta da fabricante e ampliam as possibilidades de aplicação da tecnologia em diferentes operações.
Ao mesmo tempo, a empresa manteve em exposição modelos a diesel que continuam atendendo uma parcela importante do mercado brasileiro: um micro-ônibus, um chassi de 17 toneladas com motor dianteiro e transmissão automática e um modelo destinado ao transporte rodoviário.
Para Carrer, essa diversidade reflete a própria realidade do País, onde diferentes cidades e operadores vivem momentos distintos de renovação tecnológica.
“Essa é a nossa realidade em grande parte do Brasil, um país que ainda vai avançar em ritmos diferentes em cada região.”
Além dos veículos, a Volkswagen apresentou na feira soluções de conectividade, serviços digitais e financiamento.
A avaliação do executivo é que a evolução do mercado brasileiro de ônibus deverá ocorrer justamente pela combinação desses fatores: novas tecnologias, renovação das frotas, financiamento adequado e políticas de longo prazo para o transporte público.
Relembre a cobertura que o Diário do Transporte fez durante a Lat.Bus:
O Diário do Transporte acompanhou as novidades da Volkswagen antes e durante a Lat.Bus 2026.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Em junho, a reportagem já havia antecipado, em entrevista com Jorge Carrer, os dois novos integrantes de piso alto da família elétrica, o e-Volksbus 22H para operações urbanas e o e-Volksbus 18H para fretamento.
Já às vésperas e durante a feira, a cobertura mostrou a relação entre a história da Volksbus e a nova fase da eletrificação, além das soluções digitais e de inteligência artificial apresentadas pela fabricante.
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Na Lat.Bus 2026, a Volkswagen também anunciou oficialmente o início da comercialização dos modelos 22H e 18H.
Com os novos produtos, a família elétrica passa a ter três configurações: o e-Volksbus 22L, urbano de piso baixo, o e-Volksbus 22H, urbano de piso alto, e o e-Volksbus 18H, desenvolvido para o fretamento.
A marca informou ainda ter alcançado 300 chassis elétricos comercializados.
FICHA TÉCNICA OFICIAL – E-VOLKSBUS 22H
O e-Volksbus 22H utiliza o conjunto técnico já aplicado no 22L, mas em uma arquitetura de piso alto.
Segundo a Volkswagen Caminhões e Ônibus, esta configuração amplia as possibilidades de utilização para corredores BRT, terminais com plataformas elevadas e outras operações urbanas nas quais o embarque em nível ocorre fora do próprio piso baixo do veículo.
| Item | e-Volksbus 22H |
|---|---|
| Aplicação principal | Transporte urbano, corredores BRT e sistemas com plataformas elevadas |
| Configuração | Chassi elétrico de piso alto |
| Categoria | Padron |
| Propulsão | 100% elétrica |
| Emissões locais na propulsão | Zero |
| Motor elétrico | VW SD 460 |
| Disposição do motor | Central |
| Potência máxima | 280 kW, aproximadamente 380 cv |
| Torque máximo | 2.450 Nm |
| Conjunto padrão de baterias | 12 packs |
| Conjunto opcional de baterias | 8 packs |
| Autonomia com 12 packs | Até 250 km, segundo a fabricante |
| Autonomia com 8 packs | Até 200 km, segundo a fabricante |
| Posicionamento das baterias | Sob o piso/plataforma do chassi, aproveitando a arquitetura de piso alto |
| Capacidade | Até 82 passageiros sentados e em pé, dependendo da carroceria e configuração |
| Sistema de recarga | CCS2 |
| Recarga rápida | Opção de dois plugues CCS2 simultâneos |
| Tempo de recarga com dois conectores | Média de aproximadamente 1h30, de acordo com a fabricante |
| Arquitetura mecânica | Compartilha trem de força e componentes com o e-Volksbus 22L |
| Suspensão | Pneumática |
| Frenagem | Sistema eletrônico com regeneração de energia |
| Instrumentação | Painel digital na nova configuração dos elétricos |
| Telemetria | Sim |
| Desenvolvimento | Brasil |
| Produção | Complexo industrial da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende (RJ) |
| Início da comercialização | Lat.Bus 2026 |
| Produção em série dos novos pisos altos | Prevista para o início de 2027, conforme entrevista de Jorge Carrer |
A Volkswagen informa oficialmente que tanto o 22H quanto o 18H recebem 12 packs de baterias na configuração de maior autonomia, com alcance declarado de até 250 quilômetros.
Há a alternativa de oito packs e até 200 quilômetros.
A marca destaca ainda a possibilidade de utilização de duas conexões CCS2 simultaneamente, reduzindo o período de recarga para uma média de uma hora e meia.
FICHA TÉCNICA OFICIAL – E-VOLKSBUS 18H
O e-Volksbus 18H parte da mesma arquitetura elétrica, mas foi dimensionado para uma classe de peso menor e para operações de fretamento e rodoviário leve.
Na página oficial da linha de fretamento e rodoviário, a VWCO informa PBT homologado no Brasil de 18 toneladas, motor VW SD 460 e torque máximo de 2.450 Nm.
| Item | e-Volksbus 18H |
| Aplicação principal | Fretamento e operações rodoviárias leves/de curta distância |
| Configuração | Chassi elétrico de piso alto |
| PBT homologado no Brasil | 18.000 kg |
| Propulsão | 100% elétrica |
| Emissões locais na propulsão | Zero |
| Motor elétrico | VW SD 460 |
| Disposição do motor | Central |
| Potência máxima | 280 kW, aproximadamente 380 cv |
| Torque máximo | 2.450 Nm |
| Conjunto padrão de baterias | 12 packs |
| Conjunto opcional de baterias | 8 packs |
| Autonomia com 12 packs | Até 250 km, na especificação comercial divulgada pela VWCO |
| Autonomia com 8 packs | Até 200 km, na especificação comercial divulgada pela VWCO |
| Posicionamento das baterias | Distribuído nas longarinas e módulos do chassi, preservando a região destinada aos bagageiros |
| Capacidade | Até 44 passageiros na configuração de fretamento divulgada pela marca |
| Sistema de recarga | CCS2 |
| Recarga rápida | Opção de dois plugues CCS2 simultâneos |
| Tempo de recarga com dois conectores | Média de aproximadamente 1h30 |
| Arquitetura mecânica | Compartilha trem de força e componentes com os demais integrantes da família e-Volksbus |
| Suspensão | Pneumática |
| Motor nas rodas | Não; a solução adotada é de motor central |
| Instrumentação | Painel digital na nova configuração dos elétricos |
| Telemetria | Sim |
| Desenvolvimento | Brasil |
| Produção | Complexo industrial de Resende (RJ) |
| Início da comercialização | Lat.Bus 2026 |
| Produção em série dos novos pisos altos | Prevista para o início de 2027, conforme entrevista de Jorge Carrer |
A capacidade divulgada pela Volkswagen para as duas aplicações chega a 44 passageiros no modelo de fretamento e a 82 passageiros nas aplicações urbanas.
Há uma atualização importante entre a entrevista feita antes da consolidação comercial dos produtos e as especificações posteriormente divulgadas pela Volkswagen.
Na conversa com o Diário do Transporte, Carrer cita outras referências de autonomia durante a explicação da distribuição dos packs.
Já no material oficial mais recente de comercialização, a fabricante estabelece até 250 quilômetros para a configuração de 12 packs e até 200 quilômetros para a versão de oito packs.
A fala foi mantida integralmente na entrevista; na ficha técnica, prevalecem os dados comerciais oficiais mais recentes da marca.
PAINEL DIGITAL CHEGA A TODA A GAMA VOLKSBUS
A ampliação do painel digital é outra das mudanças destacadas por Carrer durante a entrevista.
A tecnologia em si não começou na Lat.Bus 2026.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus apresentou sua nova geração de instrumentos digitais anteriormente, com tela de 10 polegadas e possibilidade de personalização das informações exibidas ao motorista.
Segundo dados oficiais da fabricante, o painel digital permite trabalhar com até 80 funções eletrônicas e pode exibir informações como autonomia, pressão e nível de óleo, econômetro, temperatura do líquido de arrefecimento, consumo e dados da viagem.
Há também um sistema que atribui pontuação ao motorista de acordo com parâmetros de condução, como acelerações, frenagens e, nos modelos a combustão em que se aplica, trocas de marcha.
A proposta é utilizar estas informações para aperfeiçoar a condução e reduzir custos operacionais.
A arquitetura eletrônica desenvolvida pela VWCO chega a aproximadamente 300 mil linhas de programação.
Nos veículos elétricos, o painel ganha importância adicional por concentrar informações de estado da bateria, autonomia, regeneração de energia, carregamento e modos de condução.
A novidade anunciada por Carrer para a nova etapa da Volksbus é a generalização da disponibilidade do painel digital.
De acordo com o executivo, a partir da entrada em produção em série dos novos elétricos de piso alto, no início de 2027, todos os e-Volksbus passam a incorporar o painel 100% digital, enquanto os chassis a diesel terão o equipamento como opcional em toda a gama, do micro-ônibus aos modelos de motor dianteiro e traseiro.
Na prática, parte desta migração já pode ser observada nas fichas comerciais atuais da Volkswagen.
Modelos como 9.180, 11.180, 15.210, 17.230, 17.260, 18.320 SL, 18.320 SH e 22.260 já apresentam, nas páginas oficiais, painel analógico com display central de 3,5 polegadas e mais de 70 funções e, em diversas configurações, painel digital de 10 polegadas com mais de 80 funções como opcional.
A mudança anunciada na Lat.Bus, portanto, é ampliar esta possibilidade para que a tecnologia possa chegar a qualquer Volksbus, inclusive aos chassis de entrada.
VOLKSBUS CHEGA AOS 33 ANOS E 200 MIL CHASSIS
A atual ampliação do portfólio ocorre 33 anos depois da estreia da Volkswagen no segmento de chassis para ônibus.
A história da Volksbus começou em 1993 com o lançamento do 16.180.
A própria Volkswagen Caminhões e Ônibus considera este modelo o primeiro chassi da família.
A fabricante de veículos comerciais havia sido criada anteriormente.
A história da Volkswagen Caminhões começou em fevereiro de 1981 e, posteriormente, a companhia passou a atuar também no transporte de passageiros.
Atualmente, a VWCO integra o Grupo TRATON.
Ao longo das décadas, a Volksbus se expandiu dos ônibus urbanos e de motor dianteiro para uma gama com micro-ônibus, escolares, modelos rurais, fretamento, rodoviários, chassis urbanos de motor traseiro e, mais recentemente, veículos elétricos.
A produção está concentrada no complexo industrial de Resende (RJ), cuja organização segue o conceito de Consórcio Modular, pelo qual fornecedores participam diretamente de etapas da montagem, enquanto a Volkswagen mantém a responsabilidade pelo produto e pelo controle de qualidade.
A VWCO possui ainda unidade produtiva em Querétaro, no México.
Em 2026, durante a Lat.Bus, a fabricante anunciou ter alcançado 200 mil chassis Volksbus produzidos em 33 anos.
Desde a introdução da geração Euro 6, em 2023, mais de 20 mil chassis já haviam sido comercializados até a feira, segundo a empresa.
A eletrificação passou a representar uma nova etapa deste histórico.
O e-Volksbus 22L marcou a entrada comercial da fabricante nos ônibus elétricos urbanos de piso baixo.
Em agosto de 2026, a empresa informou ter atingido 300 unidades comercializadas deste modelo.
A Lat.Bus acrescentou os 22H e 18H e levou a tecnologia elétrica para duas novas aplicações: o urbano de piso alto e o fretamento.
A expansão também ocorre fora do Brasil.
A Volkswagen informou na Lat.Bus que começou a introduzir a nova geração Volksbus em mercados externos, embora não publique em seu portal brasileiro uma relação única e consolidada de todas as versões homologadas e comercializadas país por país.
Um exemplo específico de produto desenvolvido para outro mercado é o Volksbus 15.210 SCD, conhecido como Huracán, criado para o México.
A própria VWCO define o modelo como uma solução exclusiva para o segmento de ônibus mexicano.
LINHA VOLKSBUS EM COMERCIALIZAÇÃO
A tabela abaixo reúne os modelos que aparecem na gama brasileira atual da Volkswagen Caminhões e Ônibus, considerando as variantes específicas de aplicação apresentadas pela fabricante, além do produto de exportação exclusivo nominalmente confirmado pela VWCO no material internacional mais recente consultado.
A Volkswagen mantém categorias oficiais para Escolar, Rural, Urbano e Fretamento/Rodoviário.
A linha escolar atual inclui 8.180 E ORE 1, 11.180 E ORE 2, 15.210 E ORE 3 e 8.180 ONUREA.
A fabricante também mantém os 11.180 R e 15.210 R para aplicações rurais.
| Modelo | Segmento/aplicação principal | Propulsão/configuração | Mercado |
| Volksbus 8.180 E – ORE 1 | Escolar | Diesel, motor dianteiro | Brasil |
| Volksbus 11.180 E – ORE 2 | Escolar | Diesel, motor dianteiro | Brasil |
| Volksbus 15.210 E – ORE 3 | Escolar | Diesel, motor dianteiro | Brasil |
| Volksbus 8.180 – ONUREA | Escolar/acessível | Diesel, motor dianteiro | Brasil |
| Volksbus 9.180 / S | Micro-ônibus, urbano e aplicações de menor capacidade | Diesel, motor dianteiro | Brasil |
| Volksbus 11.180 / S | Micro-ônibus, urbano e fretamento | Diesel, motor dianteiro; suspensão pneumática traseira disponível | Brasil |
| Volksbus 15.210 / S | Urbano e fretamento | Diesel, motor dianteiro; opções manual e automática | Brasil |
| Volksbus 17.230 / S | Urbano e fretamento | Diesel, motor dianteiro; opções manual e automática | Brasil |
| Volksbus 17.260 / S | Urbano e fretamento | Diesel, motor dianteiro; opções manual e automática | Brasil |
| Volksbus 18.320 SL | Urbano, piso baixo | Diesel, motor traseiro; transmissão automática e suspensão pneumática integral | Brasil |
| Volksbus 22.260 | Urbano de maior capacidade | Diesel, três eixos | Brasil |
| Volksbus 18.320 SH | Fretamento e rodoviário | Diesel, motor traseiro; transmissão automática de oito velocidades e suspensão pneumática integral | Brasil |
| Volksbus 11.180 R | Rural, fora de estrada e operações severas | Diesel, suspensão elevada/reforçada e recursos para terrenos de baixa aderência | Brasil |
| Volksbus 15.210 R | Rural, fora de estrada e operações severas | Diesel, motor dianteiro | Brasil |
| e-Volksbus 22L | Urbano de piso baixo | 100% elétrico, motor central | Brasil |
| e-Volksbus 22H | Urbano de piso alto, BRT e plataformas | 100% elétrico, motor central | Brasil |
| e-Volksbus 18H | Fretamento e rodoviário leve | 100% elétrico, motor central | Brasil |
| Volksbus 15.210 SCD – Huracán | Transporte de passageiros; configuração específica para o mercado mexicano | Diesel; configuração SCD | México – desenvolvimento exclusivo para este mercado |
Os modelos 9.180, 11.180, 15.210, 17.230, 17.260, 18.320 SL, 18.320 SH e 22.260 permanecem listados nas páginas comerciais atuais da fabricante, enquanto a Lat.Bus 2026 marcou a inclusão comercial dos novos elétricos 22H e 18H.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus informa que está introduzindo a nova geração de chassis Volksbus em mercados externos, mas não disponibiliza, em agosto de 2026, uma tabela pública global única que permita afirmar que todos os modelos brasileiros são simultaneamente oferecidos em todos os países atendidos pela companhia.
Por isso, a tabela não transforma versões brasileiras em modelos de exportação sem confirmação.
O 15.210 SCD Huracán foi incluído separadamente porque é explicitamente identificado pela própria VWCO como produto desenvolvido para o mercado mexicano.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



