Prefeitura de São Paulo autoriza início de obras de R$ 277,1 milhões do BRT Radial Leste I e libera R$ 2,68 milhões para Centro de Operações do Corredor Aricanduva
Publicado em: 3 de agosto de 2026
Ordens de início abrangem os lotes 2 e 3 do corredor entre o Terminal Parque Dom Pedro II e a Rua Professor Miguel Russiano, enquanto novo empenho garante a continuidade do gerenciamento técnico e da supervisão socioambiental das obras do Centro de Operações (COP) da SPTrans, no Complexo Santa Rita
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo deu mais um passo para a implantação de dois importantes empreendimentos voltados ao transporte coletivo da capital. A administração municipal publicou duas Ordens de Início para as obras dos lotes 2 e 3 do futuro BRT Radial Leste I, que somam investimentos de R$ 277,1 milhões, além de autorizar um novo empenho de R$ 2,68 milhões para a continuidade dos serviços de gerenciamento técnico e supervisão socioambiental do Centro de Operações (COP) do Corredor Aricanduva.
Os três atos foram publicados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Siurb) e pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) nesta segunda-feira, 03 de julho de 2026.
BRT Radial Leste I
As Ordens de Início nº 012/2026 e nº 013/2026 autorizam a São Paulo Obras (SPObras) a iniciar a execução de dois contratos referentes ao BRT Radial Leste I, corredor que ligará o Terminal Parque Dom Pedro II à Rua Professor Miguel Russiano, na Zona Leste da capital.
O Lote 2 será executado pelo Consórcio BRT – Radial Leste I, por meio do Contrato nº 006/SIURB/26, com investimento de R$ 141.725.840,08.
Já o Lote 3 ficará sob responsabilidade do Consórcio SEA – Radial Leste I, contratado por meio do Contrato nº 007/SIURB/26, no valor de R$ 135.393.333,05.
Somados, os dois contratos representam investimentos de R$ 277.119.173,13.
As ordens estabelecem prazo de execução de 18 meses, contado a partir de 31 de julho de 2026.
O Lote 2 terá como gestor do contrato o engenheiro Jonathan Sant’Ana dos Santos, enquanto a fiscalização ficará a cargo do engenheiro Fernando Cesar Zago. No Lote 3, Fernando Cesar Zago será o gestor, com fiscalização de Jonathan Sant’Ana dos Santos. Ambos os contratos contam ainda com fiscais suplentes designados pela administração municipal.
Quando concluído, o BRT Radial Leste I deverá ampliar a capacidade de transporte em um dos principais eixos de deslocamento da cidade, proporcionando maior velocidade operacional aos ônibus e redução dos tempos de viagem.
Centro de Operações do Corredor Aricanduva
Em outro despacho, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte autorizou a emissão de Nota de Empenho no valor de R$ 2.681.676,56 para a empresa EGIS Engenharia e Consultoria Ltda.
Os recursos referem-se ao Contrato nº 10/SMT.SETRAM/2024 e serão destinados aos serviços especializados de gerenciamento do projeto, acompanhamento técnico e supervisão socioambiental das obras do Centro de Operações (COP), que será instalado no Complexo Santa Rita.
O contrato também contempla o acompanhamento da implantação da rede de dutos destinada à transmissão de dados da SPTrans, infraestrutura considerada essencial para o funcionamento do futuro Centro de Operações.
Segundo o despacho, os recursos correspondem à contrapartida municipal prevista no orçamento de 2026 e garantirão a continuidade das atividades de gerenciamento técnico durante a execução do empreendimento.
Investimentos em corredores estruturados
Os atos publicados mostram o avanço simultâneo de dois projetos considerados estruturantes para a rede de transporte coletivo da capital paulista.
Enquanto o BRT Radial Leste I entra na fase de execução das obras civis de dois de seus lotes, o Corredor Aricanduva avança na implantação da estrutura tecnológica e operacional que dará suporte ao monitoramento do sistema por meio do novo Centro de Operações.
A expectativa da Prefeitura é que os corredores contribuam para aumentar a velocidade comercial dos ônibus, ampliar a capacidade de transporte e melhorar a regularidade das viagens, além de oferecer maior controle operacional por meio dos sistemas de monitoramento em tempo real.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Boa noite …..esse corredor já deveria ter feito no final dos anos 80….a ZL cresceu muito….tomara que resolvam o problema
Se já está essa novela toda para o trecho 1 até a Penha imagina o quantos anos teremos que esperar, para um dia sair o trecho 2 da Penha até Arthur Alvim ou Itaquera.