Assembleia Grupo TTT – Transbrasiliana: Credores afastam definitivamente interventor Marino Tolentino e negam volta de Milton Rodrigues à administração da Transbrasiliana, Rápido Marajó e demais empresas
Publicado em: 18 de novembro de 2024
Com isso, Justiça vai decidir como será a administração do grupo empresarial. Foi citada na assembleia a notícia veiculada em primeira mão pelo Diário do Transporte em 18 de abril de 2024 da paralisação de todas as linhas de ônibus que eram operadas pela Transbrasiliana
ADAMO BAZANI
Em assembleia nesta segunda-feira, 18 de novembro de 2024, os credores do Grupo TTT afastaram definitivamente o interventor Marino Tolentino Filho, interventor judicial das empresas.
O Grupo TTT contempla as empresas Transbrasiliana Transportes e Turismo, Rápido Marajó Ltda., Transbrasiliana Especiais e Fretamento Ltda.,Transbrasiliana Hotéis Ltda., Transportes Coletivos de Anápolis, Nasson Tur-Turismo Ltda.,Transbrasiliana Encomendas e Cargas Ltda.
A decisão ocorre com 63,15% dos credores participantes.
Tolentino já estava afastado após suspeitas de má gestão, esvaziamento do patrimônio do grupo empresarial e até conivência com furtos e desvios.
Na mesma assembleia, os credores rejeitaram a volta do empresário Milton Rodrigues Júnior ao comando original das empresas do grupo, conhecido também como Grupo Transbrasiliana.
De acordo com a votação, acompanhada pelo Diário do Transporte, 95,63% dos votantes rejeitaram o retorno do empresário.
Tanto Marino Tolentino Filho como o empresário Milton Rodrigues Júnior tiveram oportunidade de se manifestar na assembleia.
Tolentino disse que foi vítima de ilações e mentiras sobre supostas fraudes e má gestão.
A maior parte das manifestações de Milton foi por meio da advogada Daniella Costa que fez acusações ao interventor Marino Tolentino, que depois rebateu.
Com a decisão dos credores foi criado um impasse que vai ser decidido pela Justiça, uma vez que o grupo ficou sem o gestor que estava à frente do processo de recuperação judicial e sem o empresário anterior.
Quanto ao sétimo aditivo do plano de recuperação também teve impasse, sobre a possibilidade de alguns credores receberem parte do que têm direito antes de uma eventual falência.
Não houve consenso entre a classe trabalhista.
Esse aspecto também vai ser decidido pela Justiça.
As dívidas do Grupo TTT ultrapassam R$ 220 milhões.
Foi citada na assembleia a notícia veiculada em primeira mão pelo Diário do Transporte em 18 de abril de 2024 da paralisação de todas as linhas de ônibus que eram operadas pela Transbrasiliana. A suspensão foi publicada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Relembre:
Em 30 de agosto de 2024, o Diário do Transporte noticiou que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) negou pedido da Transbrasiliana para ter ser habilitada a solicitar o TAR (Termo de Autorização de Serviço Regular) de acordo com as novas regras das linhas regulares de ônibus interestaduais e internacionais, conhecidas como “Novo Marco Regulatório do TRIIP (Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros)”.
Relembre:
O Grupo TTT entrou com pedido de recuperação judicial em abril de 2016
Em dezembro de 2017, o juiz Aureliano Albuquerque Amorim, da 4ª Vara Cível de Goiânia, afastou do controle do Grupo TTT os empresários Camila de Souza Valdívia e Sidnei Piva de Jesus e o empresário do setor de cargas, Milton Rodrigues Júnior, que atuou com ambos na antiga Viação Itapemirim, que foi à falência.
Relembre:



Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

