Pela segunda vez Metrô adia licitação para manutenção de trens do monotrilho da linha 15-Prata

Certame que estava agendado para a sexta-feira (22) passou agora para o dia 21 de junho

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metrô de São Paulo adiou mais uma vez a licitação para escolher uma empresa privada para manutenção dos trens do monotrilho da linha 15-Prata.

Após o fracasso primeira licitação, o Metrô divulgou que faria nova sessão pública no dia 22 de março (sexta-feira).

Mas no Diário Oficial desta segunda-feira (25) o Metrô comunicou novo adiamento, desta vez passando a data do Pregão para 21 de junho de 2024.

Como tem mostrado Diário do Transporte, a frota do monotrilho está desfalcada.

Em março de 2023, o Metrô admitiu que dos 27 trens, seis composições, ou 22%, estavam fora de serviço.

Funcionários, entretanto, ouvidos pela reportagem em condição de anonimato, disseram na ocasião que são oito composições, ou 30%, que estão sem operar porque o Metrô não conta os trens que bateram em 2019 (M22 e M23) e ainda estariam encostados, segundo eles.

A falta de trens do monotrilho chega por várias vezes a impactar os serviços da linha 2-Verde do Metrô de alta capacidade. Isso porque, em Vila Prudente, na zona Leste de São Paulo, as duas linhas são integradas. O metrô tem de reduzir a velocidade por causa monotrilho para não dar problemas na transferência de passageiros.

Relembre:

Metrô admite que linha 15 de monotrilho tem 22% dos trens inoperantes; Houve impacto na linha 2

Chegaram a apresentar propostas no primeiro Pregão as empresas Threeng Manutenção e Serviços com o valor de R$ 39,33 milhões (R$ 39.338.371,25) e a Temoinsa do Brasil Ltda, que ofereceu os serviços por R$ 80,5 milhões após negociação, porque a proposta inicial foi de R$ 150 milhões. (Relembre)

PREGÃO

O principal critério para definir uma empresa vencedora é o menor preço oferecido.

O objeto da licitação é a prestação de serviços técnicos de manutenção do material rodante (trens) da linha 15 – Prata de monotrilho.

Os trabalhos devem ser realizados no período noturno das 21h às 05h.

O prazo do contrato é de 29 meses a partir da data de assinatura.

A empresa vencedora deve seguir os planos de manutenção dos trens conforme as especificações da fabricante e, se houver atraso na entrega das composições, o Metrô previu no edital multas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo