BNDES libera financiamento de R$ 4,6 bilhões para as linhas 8 e 9, operadas pela ViaMobilidade
Publicado em: 9 de janeiro de 2023
Parte do dinheiro vai ser usada para pagar os trens novos encomendados por concessionária
LUANA COUTINHO/ADAMO BAZANI
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio financeiro de R$ 4,6 bilhões, para a CCR, sócia majoritária da ViaMobilidade concessionária que administra as Linhas 8 e 9 de trens metropolitanos de São Paulo.
O valor total dos investimentos deve chegar a R$ 6,5 bilhões até 2027 nestas duas ligações.
A maior parte dos recursos será pra renovação da frota de trens, com a compra de 36 novas composições.
O dinheiro também será usado em novos sistemas de sinalização e alimentação elétrica, além de obras para adequação de estações, trilhos, oficinas mecânicas e pátios.
Do valor total, R$ 2,5 bilhões serão liberados na forma de emissão de debêntures de infraestrutura sustentável, R$ 850 milhões como BNDES FINEM e R$ 1,25 bilhão como subcrédito backstop (garantia para cobrir financiamentos futuros).
De acordo com o BNDES, o financiamento vai viabilizar melhoria no conforto, na segurança dos passageiros e no nível de prestação de serviço da concessionária.
A operação da ViaMobilidade é alvo de inquérito do Ministério Público que recomendou ao Estado que rompa o contrato com a concessionária diante de falhas consecutivas e até acidentes, como os ocorridos em 10 de março de 2022, com a morte de um funcionário eletrocutado na linha 9 e a batida de um trem contra uma plataforma na linha 8.
Relembre:
Ainda segundo o BNDES, essa melhoria será refletida no aumento da velocidade média e na redução dos intervalos entre os trens das linhas 8 e 9.
A estimativa é que haja aumento na capacidade de transporte de 25% na Linha 8 e de 67% na Linha 9, considerando o trecho mais carregado das linhas e o horário de pico.
A entrega dos primeiros carros está prevista ainda para o início de 2023, com expectativa de melhora nos serviços ao longo do ano. A previsão é que as melhorias sigam até 2027, ano de finalização dos investimentos.
Em relação ao impacto ambiental, os investimento vai contribuir para a redução de emissão de gases de efeito estufa. O projeto prevê também restauração de estações históricas, contando com a avaliação de órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico federal e municipal. – diz o BNDES.
O Diário do Transporte já acompanha o processo para captação de recursos. Relembre:
Luana Coutinho para o Diário do Transporte
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


