Rio de Janeiro libera mais R$ 16,6 milhões de terceira parcela de subsídio às empresas de ônibus
Publicado em: 25 de julho de 2022
Complementação prevista em lei integra acordo de reformulação dos transportes firmado entre prefeitura, companhias de ônibus, Ministério Público e Justiça
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura do Rio de Janeiro liberou nesta segunda-feira, 25 de julho de 2022, os pagamentos da terceira parcela de subsídios às tarifas de ônibus.
Os valores para cada consórcio, que somam R$ 16,6 milhões foram publicados em edição do Diário Oficial desta segunda-feira (25).
Consórcio Santa Cruz de Transportes – R$ 3,4 milhões (R$ 3.406.679,92)
Consórcio Internorte de Transportes – R$ 5,7 milhões (R$ 5.691.208,61)
Consórcio Intersul de Transportes – R$ 2,66 milhão (R$ 2.666.215,70)
Consórcio Transcarioca de Transportes – R$ 4,88 milhões (R$ 4.886.964,15)
As outras duas parcelas foram pagas conforme noticiou o Diário do Transporte nos dias 05 (R$ 11,1 milhões) e 14 de julho (R$ 19,3 milhões). Relembre:
HISTÓRICO
Como mostrou o Diário do Transporte, em 19 de maio de 2022, foi firmado entre prefeitura, companhias de ônibus, Ministério Público e Justiça um acordo para reformulação dos transportes municipais.
Entre os pontos está o compromisso da prefeitura do Rio de Janeiro em subsidiar o sistema de transportes em troca de mais um ano de congelamento de tarifa, que permanece até o final de 2022 em R$ 4,05.
Este subsídio, entretanto, não é pago por passageiro transportado, mas pelo serviço efetivamente prestado com base no quilometro rodado.
Para calcular o real valor necessário para esta complementação, a prefeitura vai usar os equipamentos de GPS que vão mostrar a quilometragem rodada.
As linhas que não cumprirem a quilometragem mínima de 80% exigida pela Prefeitura não receberão o pagamento do subsídio.
Atualmente, por quilômetro rodado, a prefeitura desembolsa uma média de R$ 2,13, mas com ganhos de qualidade e aumento da oferta e demanda, o valor deve ser de aproximadamente R$ 1,80, também como média.
O subsídio é pago 20 dias após o levantamento do cumprimento de viagens.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


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