Atrasos no início de operação afetam ao menos 13 empresas de ônibus em São Paulo na madrugada desta quarta (1º)
Publicado em: 1 de junho de 2022
Situação ocorre por causa de assembleias sindicais. Liminar na Justiça determinou frota mínima de 80% nos horários de pico e 60% nas demais horas
ADAMO BAZANI
O Sindmotoristas, que representa os motoristas e cobradores de ônibus na cidade de São Paulo, realiza na madrugada desta quarta-feira, 1º de junho de 2022, assembleias para decidir uma eventual greve de ônibus no dia 06 de junho.
De acordo com a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema, ao menos 12 empresas de ônibus são afetadas por causa destes atos.
Segundo a gestora, as empresas responsáveis pelas linhas serão autuadas pelas viagens não realizadas.
Estas companhias atendem a todas a regiões da cidade.
Confira a relação:
Relação de empresas com atraso na saída dos ônibus
– Santa Brígida (Zona Norte);
– Gato Preto (Zona Norte);
– Viação Metrópole (Zona Leste);
– Express (Zona Leste);
– Via Sudeste (Zona Sudeste);
– Mobibrasil (Zona Sul);
– Campo Belo (Zona Sul);
– Viação Metrópole (Zona Sul);
– KBPX (Zona Sul);
– Gatusa (Zona Sul);- Sambaíba (Zona Norte)
– Transppass (Zona Oeste);
– Gato Preto (Zona Oeste).
Relação de empresas operando normalmente
– Ambiental (Zona Leste);
– Grajaú (Zona Sul);
– Sambaíba (Zona Norte);
– Spencer (Zona Norte);
– Norte Buss (Zona Norte);
– Transunião (Zona Leste);
– UPBUS (Zona Leste);
– Pêssego (Zona Leste);
– Allibus (Zona Leste);
– A2 (Zona Sul);
– Transwolff (Zona Sul);
– Transcap (Zona Oeste); e
– Alfa Rodobus (Zona Oeste).
Como mostrou o Diário do Transporte, o desembargador Davi Furtado Meirelles, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo determinou que ao menos 80% dos ônibus na capital paulista circulem nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% nas demais horas em caso de assembleias nas garagens na madrugada desta quarta-feira, 1º de junho de 2022, e numa eventual greve de motoristas e cobradores anunciada para a próxima segunda-feira, 06 de junho de 2022.
A decisão é desta terça-feira, 31 de maio de 2022, e, atendendo à gerenciadora de transportes da cidade de São Paulo (SPTrans – São Paulo Transporte) estende a estes dois dias decisão que também determinou frota mínima nas manifestações anunciadas para o dia 25 de maio nos terminais que acabaram não ocorrendo.
Relembre:
A SPTrans ainda informou que acompanha as negociações trabalhistas entre os operadores de ônibus e as empresas concessionárias e espera que haja entendimento entre as partes e que a população de São Paulo não seja prejudicada.
As empresas de ônibus não apresentaram uma nova contraproposta, além da sugerida na semana passada de aumento de 10% nos salários parcelado em três vezes, que tinha desagradado a categoria.
As reivindicações da categoria são:
– Reajuste Salarial de 12,47%, mais aumento real;
– Vale Refeição de R$ 33,00 (unitário);
– Equiparação de todos os benefícios para os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema complementar (empresas novas);
– Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de R$ 2.500,00;
– Fim das escalas com uma hora para refeição sem remuneração;
– Reajustes nos valores dos benefícios: Auxílio Funeral, Seguro de Vida, – Convênio Médico e Odontológico etc;
– Adequação das nomenclaturas do Plano de Carreira do Setor de Manutenção, equiparação salarial e promoção para funcionários e funcionárias Fora de Função.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




Se repararem bem, somente as empresas estruturais (as empresas tradicionais de SP) estão articulando esse movimento… As empresas locais (ex-cooperativas) não param porque o próprio “contrato de trabalho” já inibe essa prática, dando possibilidades para que a pessoa, participando de algo assim, seja dispensada…
Porque não retirar os cobradores, não serve para nada, se o passageiro. QUÊ pagar a passagem com dinheiro ELES reclamam. SÓ dormem. SERVE pra NADA.
negativo anderson, a verdade é que as demais empresas locais eles temem fazer algo… pois sabem quem manda nelas