Greve de ônibus no ABC é descartada; trabalhadores aceitam propostas das empresas
Publicado em: 22 de novembro de 2021
Decisão foi tomada em assembleia na tarde desta segunda-feira (22)
ADAMO BAZANI
Motoristas e demais funcionários dos transportes municipais e intermunicipais no ABC Paulista decidiram descartar uma greve de ônibus.
Na tarde desta segunda-feira, 22 de novembro de 2021, o Sintetra, sindicato da categoria, promoveu uma assembleia na sede da entidade, na cidade de Santo André.
A contraproposta as empresas foi:
- Aumento de salário total de 12% em três parcelas: sendo 6% em novembro de 2021; 3% em março de 2022; 3% em junho de 2022
- Vale-Alimentação: aumento de 10% em novembro de 2021 e mais 2% em março de 2022, totalizando R$ 747,05
- Data-base passa de novembro de 2022 para maio de 2023
- PLR (Participação nos Lucros e Resultados) a ser negociada em maio de 2022.
A aplicação das propostas vale até abril de 2023
No discurso, o presidente do sindicato, Leandro Mendes da Silva, informou que conseguiu que a BR7 Mobilidade e Next Mobilidade extinguisse a diferenciação entre salários dos motoristas de micro-ônibus e de ônibus comuns e articulados Foram encerrados os salários de micro-ônibus. Um dos motivos é o amplo uso do ônibus tipo midi (micrão) nas empresas de ônibus do ABC e muitos motoristas em midi, ganhavam como condutor de micro, mas alguns micrões têm quase o tamanho de um ônibus básico.
Como mostrou o Diário do Transporte, na quarta-feira (17) foi aprovado o Estado de Greve.
Relembre:
https://diariodotransporte.com.br/2021/11/17/motoristas-de-onibus-do-abc-decretam-estado-de-greve/
Os trabalhadores pediram, como primeira pauta, a reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que acumula 11%, mais 5% de aumento real, com possibilidade negociação.
Os funcionários dizem que não recebem aumento salarial desde 2019.
Incialmente, as empresas de ônibus ofereceram uma proposta de 5% de reajuste.
A segunda proposta foi de 8%, divididos em duas parcelas, o que também não agradou os trabalhadores.
Uma eventual paralisação abrangeria linhas metropolitanas gerenciadas pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e municipais de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que juntas somam 2,5 milhões de habitantes e em torno de 1,2 milhão de passageiros.
Empresas de ônibus municipais e tarifas no ABC (gestão das prefeituras)
Santo André:
– Consórcio União Santo André (linhas comuns): formado pela Viação Guaianazes, Viação Vaz, TCPN (Transportes Coletivos Parque das Nações), ETURSA (Empresa de Transporte Urbano e Rodoviário de Santo André) e EUSA (Empresa Urbana Santo André).
– Suzantur: opera o sistema tronco-alimentado da região da Vila Luzita até o centro de Santo André, de forma provisória até a licitação do sistema que deveria ter sido realizada em 2016.
São Bernardo do Campo:
– BR7 Mobilidade
São Caetano do Sul:
– Vipe (Viação Padre Eustáquio)
Diadema:
– Suzantur
Mauá:
Suzantur
Ribeirão Pires:
– Rigras (comprada pela Suzantur)
Rio Grande da Serra:
– Viação Talismã
Metropolitanas-intermunicipais (EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) –
Operadoras (não consorciadas): Next Mobilidade (ABC Sistema); EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André e Viação Ribeirão Pires (All Transportes); Viação Imigrantes, Viação Riacho Grande, Viação São Camilo, Viação Triângulo e Urbana (Grupo Baltazar José de Souza); Rigras (assumida pela Suzantur); e Vipe e Tucuruvi (Grupo Padre Eustáquio).
Corredor ABD (ônibus e trólebus): Next Mobilidade (Metra).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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