História

HISTÓRIA EM RETRATOS: Dinossauro da São Luiz e outros ícones do transporte em Goiás e Mato Grosso do Sul

Mario Custódio faz os leitores viajarem no tempo mostrando a importância de modelos de ônibus que contribuíram para o ir e vir no ritmo do crescimento no Centro-Oeste

ADAMO BAZANI/MARIO CUSTÓDIO

O modelo de ônibus Dinossauro, produzido pela Ciferal, ficou eternizado na história dos transportes pelo seu uso na Viação Cometa.

Afinal, o ônibus, cuja primeira versão foi apresentada no Salão do Automóvel em 1972, foi fruto de uma parceria entre a fabricante de carrocerias do Rio de Janeiro e a empresa de São Paulo que queria continuar com sua característica de oferecer veículos diferenciados das demais empresas; tradição que começou em 1951 com a importação do EUA do Twin Coach e que se consolidou com a compra em 1954 dos ônibus norte-americanos GMPD 4104, os famosos Morubixabas, que inspiraram os Dinossauros.

Relembre toda a história aqui:

https://diariodotransporte.com.br/2016/05/15/historia-onibus-dinossauros-e-flechas-a-evolucao-dos-transportes/

Mas o modelo Dinossauro esteve presente em diferentes empresas de ônibus do País e, na edição do História em Retratos deste domingo, 15 de agosto de 2021, o pesquisador e consultor em transportes traz, entre outras fotos, a imagem de uma unidade da Empresa São Luiz, fotografada nos anos 1990 em Campo Grande (MS).

A pintura destaca atributos até então nem sempre vistos em todos os ônibus rodoviários: Suspensão a Ar e Toilette a Bordo.

Realmente, o modelo Dinossauro, fabricado entre 1972 e 1982 até ser substituído pelos Flechas Azuis feitos pela própria Cometa por meio da CMA (Companhia Manufatureira Auxiliar), estava à frente de seu tempo: poltronas mais ergonômicas, posicionamento das poltronas que não coincidiam com as colunas entre as janelas e um design, com a parte rebaixada na frente, que possibilitava uma aerodinâmica que se traduzia em velocidade e alto desempenho.

Mario Custódio mostra que os passageiros entre Três Lagoas e Campo Grande desfrutaram do modelo, provavelmente comprado usado da Cometa.

Nesta viagem no tempo e no desenvolvimento pelos transportes nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, o pesquisador traz outros modelos e empresas de diferentes épocas, como, além do próprio Dinossauro da Viação São Luiz, um Incasel da Rápido Goiás, um Ciferal GLS da Viação Paraúna, um Marcopolo Viaggio da VIAN – Viação Anapolina e um Comil Condottiere da ESP – Expresso São Paulo.

Acompanhe o relato e veja as fotos:

Chegamos à Coluna 16 da História em Retratos. E nesta viagem pelo Brasil visitaremos Goiás e Mato Grosso do Sul, dois Estados da Federação que se destacam pelas distâncias. Mas nem por isso deixam de ser servidos por ônibus e por suas companhias, sempre preocupadas em levar e trazer os passageiros, incluindo muitos turistas, aos recantos infindáveis e belos do Cerrado, do Pantanal, das fronteiras internacionais e de Brasília. Mas vamos falar de ônibus e suas fotos. Em relação a Mato Grosso do Sul escolhi uma foto lendária, de um Dinossauro da Viação São Luiz, o carro 450, na linha Campo Grande – Três Lagoas, fotografado por mim em meados dos anos 90. Seguindo para Goiás, todas as fotos são de 2010, tiradas por mim em Anápolis, Caldas Novas, Cristalina e Formosa. Em Anápolis deparei-me com um Incasel do Rápido Goiás, Carro 299, na linha Anápolis – Radiolândia. Em Caldas Novas um Ciferal muitíssimo bem conservado da Viação Paraúna, Carro 3455, na linha Caldas Novas – Rio Quente. Em Cristalina tive o prazer de fotografar o Carro 2280 da VIAN – Viação Anapolina (Viaggio) na linha Pires do Rio – Brasília. E finalmente, em Formosa, um Condottiere (Carro 1470), do ESP – Expresso São Paulo, na linha Formosa – Santa Leocádia. O que me chamou a atenção, em todos os ônibus, foi a excelência na apresentação dos veículos, todos muito bem conservados, denotando que as empresas estavam efetivamente a se preocupar em bem servir os passageiros. Para os que gostam, apreciem as fotos e os designs das companhias de ônibus, sempre muito bem elaborados e destacados para que os passageiros possam enxergar “seus” ônibus ao longe, aliás como deve sempre ser.

Texto inicial: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Mario dos Santos Custódio, pesquisador e consultor em transportes

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