Nova Faol agora diz que quer ficar no transporte público em Nova Friburgo (RJ) e Itapemirim não detalha frota

Empresa em abril deste ano comunicou intenção de abandonar a operação do serviço

WILLIAN MOREIRA

A empresa de transporte coletivo Nova Faol, apresentou nesta terça-feira, 03 de agosto de 2021, um comunicado para a Prefeitura de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, manifestando o desejo de continuar a prestar o serviço com ônibus urbanos.

A medida acontece após um processo do Poder Executivo que já selecionou nova empresa para o serviço, a Itapemirim, cuja suposta irregularidade na contratação está sendo investigada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

O prefeito Johnny Maicon disse que a Itapemirim apresentou uma relação de frota para iniciar os trabalhos.

O Diário do Transporte pediu à empresa comandada por Sidnei Piva os modelos e outros detalhes desta suposta frota, mas a Itapemirim se negou a dar as informações sob a alegação de que a reportagem deveria esperar as “negociações com prefeitura”.

A reportagem pediu dados básicos como:

– Quantos ônibus são de fato, se confirma o número anunciado pelo prefeito de 120 veículos?
– Quantos são 0 km e quantos são usados?
– Quais os anos de fabricação?
– Quais os modelos? (chassis e carrocerias)
Após insistências da reportagem, a resposta foi: “Por favor, aguardar o encerramento das negociações com a Prefeitura”.

No dia 24 de julho de 2021, em redes sociais, prefeito Johnny Maycon disse que recebeu uma relação de frota e que os ônibus “atendem aos critérios previstos no Termo de Referência do processo de contratação”.

Seriam 120 veículos, mas o prefeito também não trouxe detalhes.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/07/24/audio-itapemirim-apresenta-relacao-de-onibus-para-assumir-transportes-urbanos-em-nova-friburgo-diz-prefeito/

O primeiro pedido da reportagem sobre mais informações destes ônibus à Itapemirim foi no mesmo dia, 24 de julho de 2021.

De acordo com o jornal Voz da Serra, no requerimento de retratação enviado pela Nova Faol, é alegado que durante a pandemia houve um desequilíbrio financeiro em razão das medidas restritivas e diminuição do número de passageiros transportados.

Entretanto, agora a empresa pretende continuar operando o transporte coletivo mesmo após o término do prazo estipulado em liminar judicial que obrigava a Faol a funcionar até 24 de agosto.

Em nota enviada ao jornal, a prefeitura informou que recebeu o pedido de retratação e será feita uma análise deste pedido, mas enfatizou que já existe um novo contrato assinado para o setor e com o processo de transição em andamento.

Como mostrou o Diário do Transporte, em 15 de abril deste ano a Nova Faol protocolou a devolução do serviço de transporte coletivo para a prefeitura, se comprometendo na ocasião a atuar por mais 30 dias.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/04/15/nova-faol-notifica-devolucao-do-servico-a-prefeitura-de-nova-friburgo-rj/

Já a nova contratada, a Itapemirim, possui um prazo em vigor de até o final de setembro para iniciar as operações na cidade, utilizando este tempo para organizar o funcionamento do sistema.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/07/15/justica-da-prazo-ate-final-de-setembro-para-viacao-itapemirim-iniciar-operacao-de-transporte-em-nova-friburgo/

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Cleber disse:

    Município do Rio de Janeiro está precisando de uma empresa deste porte na Zona Oeste do Rio de Campo Grande a Santa Cruz

    1. José disse:

      Não ia mudar nada na zona oeste.a FAOL é do Jacó barata.

      1. helder do amaral oliveira disse:

        A FAOL na verdade pertence as seguintes empresas: Expresso Recreio, Viação Pavunense e Coesa do Rio de Janeiro e Auto ônibus Brasília e Expresso Barreto de Niterói , sendo que estas empresas também estão em dificuldades . A Coesa por exemplo é dona além da FAOL , é dona da Viação Costa Verde e suas linhas Rio x Niterói prestam maus serviços por exemplo a Castelo x Alcântara não roda nos fins de semana o que é um absurdo e não vem ao Castelo o carro de duas portas, por causa de uma interferencia ilegal do Prefeito eduardo Paes , ferindo o Art. 242 da Constituição do Estado que não cabe a prefeitura alterar tarifas ou trajetos de ônius intermunicipais, e o que Paes fez foi um ato nulo e inconstitucional mas o Ministério Público desconhece isso e nem ao Centro do Alcântara

  2. carlos souza disse:

    Pra mim o estado do RJ morreu de vez.Só blábláblá e o povo que se phyodhy@.Essa é a verdade.H-I-P-O-C-R-I-S-I-A PURÍSSIMA.

  3. brunorodrigues90 disse:

    Isso aí tá com cara de aventura. Sem transparência. Sem método.

  4. Namard Roseo de Miranda Moraes disse:

    Quando irá começar as inscrições para fazer parte do quadro funcional dessa pioneira empresa Itapemirim em Nova Friburbo?

  5. Fabiana de aquino disse:

    eu em particular agradeço por não ficarmos sem condução mas também acho vergonhoso essa insegurança que a prefeitura junto a essas empresas passam para nós.

  6. helder do amaral oliveira disse:

    Adamo Bazani
    A questão com a Itapemirim passa primeiro que ela não tem experiencia com ônibus urbanos e sua frota são todos carros rodoviários , ela precisa ter uma garagem em Nova Friburgo e comprar carros mesmo de segunda mão e até porque não reativar a subsidiária Tecnobus que fabricava os ônibus da própria empresa e num acordo com a Marcopolo comprar a antiga unidade Xerem e lá ser feito os ônibus urbanos da Itapemirim que seriam usados em Friburgo
    Quanto a FAOL , a questão que tem de ser feita é se os donos da empresa (Pavunense, Expresso Recreio, Coesa, Brasilia , Expresso Barreto) ou colocam os ônibus para circular ou a Prefeitura como fez Brizola em 1985 encampa a empresa e bota os carros para funcionar e também a prefeitura tem de acabar com os consórcios que se mostrou ineficiente e fazer operação de combate ao transporte pirata como Uber, Buser, 99 e outros na cidade assim como as vans ilegais e as vans legalizadas operar e exigir que tanto a FAOL como a Itapemirim aceitem tanto o Riocard (cartão que vale nas vans legalizadas estaduais e nos ônibus da 1001 para o Rio e Niterói), como o da Setransol

  7. João Carlos Curty Alves disse:

    Fico intrigado com certos fatos e passo a questionar qual a razão do Sr. Prefeito não divulgar a relação dos ônibus que foi fornecida pela Empresa vencedora da licitação, dentro dos ritos do Processo Licitatório? Imagino que se ele atuasse em nível de total transparência, teria a Sociedade atuando como um Auditor, posicionando-se publicamente em sua defesa, caso necessário. Por outro lado, que motivos determinam o posicionamento da Empresa Itapemirim, de não informar publicamente, os dados relativos a quantidade de ônibus, se de fato, confirma o número anunciado pelo prefeito de 120 veículos; Quantos são 0 km e quantos são usados; Qual o ano de fabricação dos respectivos veículos; Quais os modelos (chassis e carrocerias) e outras informações pertinentes? Propaga o Sr. Prefeito a todo o momento que a Licitação vai trazer melhor prestação do serviço público, no transporte coletivo para a população e, considerando que tal informação vem sendo a bandeira dos Setores da Prefeitura de Nova Friburgo, como justificativa da licitação, a divulgação destes dados, deveria ser entendida como instrumento positivo de Marketing, no resultado do Processo Licitatório. Como tais pontos, não me parecem itens de segurança, que precisem ser mantidos em sigilo pela Administração Pública Municipal e, comercialmente falando, também não vejo justificativas para ser resguardado pela Itapemirim, já que foi a vencedora da Licitação, processo hoje em etapa mais avançada, não se pode ver tais procedimentos com bons olhos. Convenhamos que um panorama assim consistido, lidando com um Processo Licitatório, suscita no mínimo, a existência de inverdades, empanando informações importantes e ludibriando a boa fé da Sociedade.

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