Bolsonaro encaminha mensagem ao Senado retirando três indicações à diretoria da ANTT
Publicado em: 29 de junho de 2021
Mensagem interrompe processos de nomeação antes de votação em plenário
ALEXANDRE PELEGI
O Presidente Jair Bolsonaro desistiu de três indicações para a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT.
O ato encaminhado ao Senado Federal foi publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União, 29 de junho de 2021.
Como mostrou o Diário do Transporte, em fevereiro deste ano comissões do Senado aprovaram os três nomes encaminhados pelo governo federal. A expectativa era que na sequência os nomes seriam aprovados em plenário. Relembre:
Os nomes encaminhados, e que hoje foram retirados por Bolsonaro, foram os de Davi Ferreira Gomes Barreto para o cargo de diretor-geral, em lugar de Marcelo Vinaud Prado; Arnaldo Silva Junior e Rui Gomes da Silva Junior para os cargos de diretores.
Para diretor-geral, foi aprovado por comissões do Senado o nome de Davi Ferreira Gomes Barreto, um dos atuais diretores da ANTT.
Barreto é formado em engenheira eletrônica e trabalhou por 11 anos como auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) antes de ser indicado para a agência, em 2019.
A indicação de Arnaldo Silva Junior, ex-deputado estadual em Minas Gerais, causou polêmica. Aliado do presidente Jair Bolsonaro, ele foi indicado após articulação do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), eleito presidente do Senado. Arnaldo trabalhou no gabinete do senador Rodrigo.
Rodrigo Pacheco, por sua vez, é herdeiro de empresas de ônibus. Seu pai é sócio de companhias como Santa Rita e Viação Real.
O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) chegou a enviar um ofício para o Palácio do Planalto pedindo a retirada da indicação do nome de Arnaldo Silva Júnior.
Pacheco, na época, negou atuação nas empresas de ônibus da família e que teria indicado Arnaldo Silva Júnior: “Não administro e não sou sócio direto dessas empresas familiares. Não misturo atividade parlamentar com assuntos pessoais e profissionais”, afirmou em nota à imprensa em janeiro de 2021.
Apesar do presidente Bolsonaro não explicar os motivos das retiradas das indicações, a percepção é de que os nomes teriam dificuldades de aprovação no Senado Federal.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



