ÁUDIO: Baldy acredita que só recomendação de escalonamento de horários não vai reduzir lotação do transporte público e defende determinação

Ônibus urbano da capital paulista nesta semana. Lotação excessiva

Secretário dos Transportes Metropolitanos disse que vai continuar conversando com Comitê de Contingenciamento para que escalonamento de entrada de trabalhadores se torne obrigatoriedade

ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES/WILLIAN MOREIRA

O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, acredita que apenas uma recomendação para que haja um escalonamento de horário de trabalhadores, como foi anunciado nesta quinta-feira (11) não vai ser suficiente para reduzir a lotação dos ônibus, trens e metrô nos horários de pico.

Em entrevista a portais de mobilidade, entre os quais o Diário do Transporte, Baldy defende que haja mais que uma recomendação, e sim uma determinação.

O secretário lembrou que a capital paulista já fez essa recomendação no ano passado e poucos empregadores seguiram, assim como o uso das máscaras só se tornou mais constante com determinação e não com recomendação.

Alexandre Baldy ainda disse que vai continuar conversando com Comitê de Contingência para que escalonamento de entrada de trabalhadores se torne obrigatoriedade.

Estudos de origem e destino da Companhia do Metrô indicam que se o escalonamento for cumprido, a demanda no pico tradicional do transporte coletivo poderia ser reduzida entre 25% e 30%

Baldy disse ainda que quer convencer prefeitos a fazerem decretos municipais que determinem e não só recomendem o escalonamento.

“Eu confesso que eu não sou talvez metade do conhecimento e da competência que têm as pessoas que estão lá no planejamento do Metrô e que fazem a pesquisa Origem e Destino por exemplo há décadas. Quem sou eu para discutir com eles o planejamento. Então, quando a gente encomenda a eles um estudo sobre esse ponto e que vem uma resposta dizendo que ele é realmente positivo e que ajuda numa perspectiva de reduzir de 20%, 25% até chegar a 30% a redução de passageiros no fluxo daquele sentido, naquele horário, realmente em um momento de combate à covid-19 ele faz todo o sentido. Por isso que fica aqui sim minha posição de que eu continuo posicionado tecnicamente de que o decreto de escalonamento tem que ser sim uma determinação do poder público, seja estadual, como tentei pelo Comitê de Contingência de covid-19 ou seja pelas prefeituras. Eu continuarei dialogando porque realmente funcionou em outras cidades do tamanho da nossa envergadura, outras menores, muito menores aqui no Brasil, como Fortaleza, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro, tem sido realizado e sem dúvida alguma que mesmo que ainda continue diminuindo a circulação e o movimento nas nossas plataformas, sobretudo no metrô e na CPTM, eu creio que ainda continua sendo importante, estratégico e absolutamente colaborativo e contributivo no combate à pandemia” – disse

Ouça:

Como mostrou o Diário do Transporte, ao anunciar a fase emergencial com medidas mais duras contra a covid-19 nesta quinta-feira, 11 de março de 2021, o governador João Doria e o Cento de Contingência também detalharam a o escalonamento dos horários de entrada de trabalhadores de acordo com as atividades que são permitidas.

Indústria: entrada das 5h às 7h

Serviços: entrada das 7h às 9h

Comércio: entrada das 9h e 11h

A fase emergencial vai durar entre os dias 15 e 30 de março

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/03/11/doria-endurece-regras-contra-a-covid-19-fase-emergencial-toque-de-recolher-100-de-trem-metro-e-onibus-emtu-sem-alteracoes-escalonamento-de-horarios-de-trabalhadores/

Adamo Bazani/Jessica Marques/Willian Moreira

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