Greve de ônibus em Teresina paralisa linhas nesta segunda (08)

Ônibus do sistema de Teresina (Arquivo)

Trabalhadores reclamam de atrasos em salário e benefícios

ADAMO BAZANI

Mais uma vez quem depende de transporte coletivo em Teresina enfrenta problemas.

Toda frota municipal das empresas regulares está parada na manhã desta segunda-feira, 08 de fevereiro de 2021.

Somente neste ano, já foram seis paralisações.

Na última sexta-feira (05), passageiros foram pegos de surpresa com a recolha da frota no final da tarde.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/02/05/greve-de-onibus-em-teresina-pega-passageiros-de-surpresa-na-tarde-desta-sexta-05/

Motoristas e demais funcionários das empresas de ônibus relatam que não houve o pagamento dos salários de janeiro e dos benefícios, como o vale-refeição.

Os profissionais ainda dizem que não foi fechada a renovação da convenção coletiva de trabalho referente a 2021.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informou que já acionou veículos alternativos para suprirem as linhas de maior demanda.

Inicialmente, nenhum ônibus saiu para as ruas. No meio da manhã, apenas 170 veículos estavam em operação.

OUTRO LADO

POSICIONAMENTO DO SETUT

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (SETUT) informa que tentou acordo com o Sintetro a fim de evitar o movimento grevista, contudo não houve um entendimento efetivo entre as partes. Na última reunião, o Setut explicou aos representantes a impossibilidade de fechamento de acordo da convenção coletiva, devido aos problemas financeiros enfrentados pela empresa. Também foi explicado aos trabalhadores, que o pagamento que deveria ter sido realizado no último dia 05 não foi feito em decorrência do não repasse da Prefeitura de Teresina referente aos valores devidos, conforme prevê edital do sistema de transporte.

Atualmente, o setor de transporte público está passando por dificuldades, com condições financeiras precárias, tanto devido à redução na queda de passageiros em função da pandemia, gerando consequente queda de receita como também às dificuldades geradas pelos recorrentes atrasos nos repasses da Prefeitura, que só ocorreram após intervenção através de ações judicias.

A entidade ressalta ainda que hoje o faturamento das empresas se concentra somente em ¼ do que se arrecadava e não há condições de aumento salarial aos trabalhadores.

A entidade lamenta a mobilização, que causa prejuízos e transtornos aos teresinenses que necessitam, diariamente, utilizar o transporte público.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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